sábado, 4 de outubro de 2008

Cabo Espichel

Hoje fomos nós que acordámos o gato. Ele deve ter pensado (sim, o meu gato tem essa capacidade) que lhe íamos fazer uma surpresa porque era o Dia Mundial do Animal. O bichano já se devia estar a imaginar num SPA para gatos, rodeado de gatinhas a fazerem-lhe massagens, a cuidarem-lhe do seu sedoso pêlo e aguçar as garras. Mas não foi nada disso. O dia de ontem foi dedicado a nós: um raid de BTT até ao Cabo Espichel.

Apanhámos o Comboio e rumámos até Santa Apolónia onde nos juntámos aos Maníacos do Pedal que tiveram a coragem de se levantar antes do galo cantar. É que às 06:30 da manhã ainda não tinha nascido o Sol.



Seguimos, junto ao rio, com as luzes ligadas até Belém. Aí apanhamos o barco das 07:30 até à Trafaria.





Na Trafaria estava prevista a primeira paragem numa conhecida pastelaria. Estava fechada! Afinal não era assim tão mau, com a barriga mais leve pedala-se mais rápido. Seguimos por São João da Caparica, Caparica e para evitar a estrada que dá acesso às praias virámos à esquerda, por um caminho alternativo onde nem é preciso capacete para andar de mota, aí tivemos o primeiro contacto com a areia. Antes disso, na Caparica, tomámos o pequeno almoço.



A minha experiência com a areia está de acordo com o célebre slogan inventado por Fernando Pessoa: "Primeiro estranha-se, depois entranha-se". Ao início estranha-se um bocado mas depois de um pouco de prática até se faz. A volta teve alguma areia mas sem enjoar. Andámos muito pouco com a bike à mão. Aqui os NOBBY NIC ajudaram.

O frio matinal (e da madrugada) obrigava a levar muita roupa vestida. Eu até levei umas calças para proteger os joelhos. Mas à medida que o Sol ia aparecendo o calor fazia-se sentir. Então era preciso libertar alguma roupa. Parámos na Mata da Apostiça.



A presença feminina nos passeios dos Maníacos do Pedal é uma constante.



Olha o sinal de Outros Perigos. Toca a olhar para ver onde eles estão.



Depois de transpor muitos estradões e algum alcatrão chegámos à praia onde fizemos uma pausa para alimentar a barriga.



Avançámos, por trilhos de areia, até à praia do Meco. Foi este o percurso que fizemos com mais areia. Mas foi engraçado. Andámos quase sempre montados na bike. Como era a descer também ajudou.



Aqui dissemos adeus à areia e olá aos trilhos mais técnicos com pedras e valas. Afinal estávamos na aproximação ao Cabo Espichel.





Perto da chegada ao destino o trilho melhorou e rapidamente chegámos ao ponto de encontro com o Maníaco Jaime que aceitou o "convite" de ir ter connosco ao Cabo Espichel e... levar o almoço. Bifanas, entremeadas, sumos, águas e torta de azeitão. Obrigado Jaime.




Estivemos por lá, talvez, mais de uma hora. A almoçar, tomar café e tirar a foto de grupo. Tirar a foto de grupo é sempre complicado e, normalmente, só à segunda tentativa. Cá está ela:




O regresso teve muito alcatrão e a bom ritmo. Fomos escoltados de carro até entrarmos, de novo, no trilho. Desta vez não houve areia. Seguimos um track pelo meio do pinhal e até nos demos bem.

Private Joke: Quando há GPS não é preciso Google Earth.

Mais à frente apanhámos a estrada de alcatrão que nos levaria de volta à Caparica.



Na Caparica fizemos mais uma pausa para ingerir líquidos e "bora lá" apanhar o barco para Belém.

Mas a aventura ainda não tinha acabado. Regressámos a casa a pedalar. Foram 131 km. Correu muito bem, sem incidentes. Depois do Arruda-Atlântico e deste Lisboa-Cabo Espichel estamos rendidos às grandes distâncias. Venha o próximo.

Cabo Espichel

1 comentário:

Blackbelly disse...

Já começa.... grrrrrrrrrrrr uma pessoa assim rói-se de tudo! Inveja e falta de paciência!

Enquantos uns pedalavam 130 kms eu consegui convencer a miúda a andar 1,3km (p'raí) no Jamor!

Fico à espera de mais um grande relato!