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domingo, 23 de maio de 2010

Rota do Queijo e da Escarpiada - Sicó

A serra do Sicó é uma zona muito bonita, mas exigente, para pedalar. Os trilhos são muito diversificados, excepto a pedra e a gravilha solta que estão quase sempre presentes. A zona tem muitos single-tracks o que é sempre bom para a adrenalina.

A 1.ª Rota do Queijo e da Escarpiada foi um passeio só com quarente e poucos quilómetros. Era o ideal para ir ver a serra do Sicó de outra forma. A última vez que por lá andámos ficámos um pouco sem vontade de lá voltar tal o empeno que apanhámos. Este passeio cumpriu as expectativas, sempre que podermos voltaremos ao Sicó...

A concentração foi em Condeixa, organizado pela associação Grande Alerta e um agrupamento de escuteiros. Estava tudo muito bem organizado, desde o estacionamento, secretariado e partida. A partida foi às 9h, pontualíssimo. Nós íamos a contar com um passeio mas afinal era uma maratona com controlo zero e tudo!

Demos uma voltinha por Condeixa e logo entrámos nos trilhos. Ah, mas estes trilhos já conhecíamos da nossa travessia. Passámos pelo meio das ruínas da cidade romana de Conimbriga e entrámos definitivamente nos trilhos de serra. O trilho junto do Rio dos Mouros também já conhecíamos, acho que é um rio sazonal, desta vez não tinha água.



Logo após a descida virámos à direita por uma subida de mais de um quilómetro cheia de pedra e bastante íngreme. Mesmo boa para um pedestre... Também era a única zona mais complicada. A partir daí tentámos recuperar o tempo perdido até a um pequeno abastecimento com água e laranjas fresquinhas. Soube mesmo bem apesar de ainda não estar muito calor.

As subidas estavam por todo o lado.



E os rebanhos de cabras também, será que foram estas que deram o leite para os queijos que nos ofereceram?...



Pouco depois passámos nas Buracas do Casmilo. Fotos aqui. Desta vez, não parámos para a foto pois estávamos a fazer o trilho ao contrário da última vez, ou seja, era a subir. E bem!

Mas depois foi descer, também "E bem". Num ápice tínhamos descido da serra. Voltámos a subir um pouco, pois claro, até a um ponto de controlo e novamente a descer bem por um trilho com pequenos drops naturais até ao abastecimento em Zambujal. Esta maratona tinha cinco ou seis pontos de controlo, os atalhantes tinham o "trabalho" dificultado hoje. Em todos esses controlos diziam que a Tânia era a primeira mulher e que éramos os quarenta e tal na classificação geral. Não acreditámos, nem ligávamos muito a isso, porque havia muitas mulheres neste evento e a nossa média velocidade era pouco mais de 12 km/h. Mas que a menina tinha direito a festa tinha, mas isso tem sempre, mesmo que vá em último! São poucas as mulheres que se aventuram nos trilhos e hoje os trilhos eram bem complicados.

No abastecimento havia o essencial. Só comi gomos de laranja, bananas e bebi água. Não vi as escarpiadas... Só as vi na meta mas paguei-as a um euro cada uma. É um doce genuinamente de Condeixa com pão, azeite, canela e açúcar amarelo. Muito bom.

Cá está um dos muitos single-tracks da serra do Sicó.



No regresso a Condeixa voltámos a passar no trilho do Rio dos Mouros e depois de uma outra descida ou subida chegámos à meta. A Tânia foi, de facto, a primeira mulher a chegar e, no geral, ocupámos os lugares 45 e 46 de mais de cem.

Como era cedo, ficámos a alongar e descansar no relvado a ver o pessoal chegar todo sorridente. Os trilhos foram muito bem escolhidos.





Depois de um banho de água quentinha e de um retemperante almoço convívio ficámos por lá mais um pouco pois tínhamos direito a um prémio: segundo lugar na categoria de casal. Entretanto continuava a chegar pessoal à meta, com os trilhos do Sicó não se brinca...

Hoje levámos os jerseys do ProjectoBTT, que é meio caminho andado para conhecer muita gente. E hoje conhecemos mais uma mão cheia de Projectistas.

No regresso a casa, viemos a comer cerejas, compradas à beira da estrada.



Vitória, vitória, acabou-se a história...

sábado, 8 de maio de 2010

Maratona Internacional Idanha-a-Nova/Zarza la Mayor

Este sábado fomos a uma das mais conhecidas maratonas de Portugal, a maratona internacional Idanha-a-Nova/Zarza la Mayor. Sinceramente, preferíamos não ter ido. Mas isso nada tem a ver com esta maratona, já tínhamos outras coisas combinadas mas que as previsões de tempo chuvoso estragou. Agora espero que chova torrencialmente a semana toda. Se não chover, senhores da meteorologia considerem-se convidados para um duelo... Com o programa giro adiado, mas não cancelado, decidimos pela alternativa maratona de Idanha-a-nova.

Partimos de Lisboa cedinho, os injectores do carrito andavam a precisar de uma limpeza do trânsito de cidade. O pequeno almoço foi tomado em andamento porque não queríamos ser "roubados" nas estações de serviço. Chegados a Idanha-a-Nova, havia alguma demora para levantamento dos frontais (tinha escrito bicha, mas depois reformulei para evitar confusões). Então a equipa desdobrou-se: a menina ficava na bich... ai... fila e eu fui preparar as bikes. Ainda vimos a Teresa e o Jorge e a Sandra. Não deu tempo para grandes conversas, às 9 horas já estávamos na partida. Tudo cronometrado, senhores da Formula 1, se precisarem ajuda para os pit stop nós aceitamos um part-time, desde que não seja aos domingos de manhã. Nesses dias preferimos ir passear para o campo de bicicleta todo o terreno.

Partida dada lá fomos nós descer a calçada romana que não conhecíamos. Que desilusão. Que necessidade haverá em fazer passar mais de mil pessoas, na partida, por esta calçada romana? Ao ritmo de pára-arranca, com os habituais chicos-espertos que pensavam que o mundo ia acabar e forçavam a passagem provocando algumas quedas, desmontei da bike e fui assim até ao fim.

Em Sr.ª da Graça, paragem sobre a ponte! Não percebi mesmo esta partida... Mas deve ser de nós que não estamos habituados a maratonas... Bora lá.

Percorremos alguns quilómetros por alcatrão e... Começa a chover! Ai que isto não estava a correr nada bem. A dúvida 50/100 começou a fazer parte das nossas cabeças. Entrámos nos trilhos, algumas poças com lama, outras só com água e os engarrafamentos habituais. O que não é habitual é ver pessoal quase a andar à porrada porque uns querem passar à frente empurrando as outras pessoas que pagaram o mesmo valor de inscrição. A Tânia fez de apaziguadora. Além disso, a discussão do primeiro lugar já ía a uns largos quilómetros mais à frente. Bora lá.



Os trilhos eram muito rolantes, seguíamos a bom andamento até que encontrámos os nossos amigos Amílcar e João. Tinham tido um furo. Cumprimentos da praxe e "até já, que vocês já nos apanham". Como o ritmo era elevado parámos no abastecimento da Zebreira para comer qualquer coisa. Mas só havia laranjas e água, o resto já tinha acabado... Felizmente íamos preparados com o Camelbak! Bora lá.

Avançámos em direcção a Segura. Que grande acolhimento, até havia música popular ao vivo. O abastecimento estava muito bom com pessoas a oferecer bananas, água e croissants. Bora lá.

Seguimos para uma das prometidas partes mais técnicas da maratona, um longo single-track ao longo da margem direita do rio Erges. À chegada às margens do rio que separa o território Português do Espanhol encontrámos a trupe dos Maníacos do Pedal (Kitos, Carlos, Meska e Dino), iam ao ritmo de gastar o flash das máquinas fotográficas e, como é isso que gostamos, seguimos todos juntos até ao final. Sem se combinar nada foi uma Maníacada. O trilho era de facto técnico mas só num ou outro local. Bora lá.



Agora ao rever as fotos lembrei-me devia ter trazido umas espigas de trigo para quem ficou cá em casa. Mas, pensando melhor, não mereceu. Não aspirou o chão, não lavou e secou a roupa e a louça, não limpou o pó dos móveis e não tinha feito uma sopa quente quando chegámos. Passou o dia a dormir... Se há boas vidas, uma é a de gato...

Deixámos as margens do rio Erges em direcção a Salvaterra do Extremo para depois sentir a adrenalina da descida pela calçada romana. Infelizmente tinha chovido e as pedras estavam escorregadias. Com mais ou menos pé no chão pouco tempo depois já estávamos novamente perto das águas do rio. O dia estava fresco senão a banhoca era garantida. Bora lá.



Passámos o pontão de Salvaterra do Extremo - Zarza e depois de uma pequena subida de alcatrão chegámos a uma calçada que nos levou até ao abastecimento de Zarza. Estava feita a primeira parte da maratona. Excelente abastecimento onde se incluía apoio mecânico. As CANYON são como os motores TDI: muito fiáveis mas gastam um pouco de óleo, problema resolvido pela assistência mecânica gratuita.

Encontrámos o Noddy (não é o Noddy do Noddy, é o Noddy) e a Beta que também tinham acabado de chegar. Estivemos por ali algum tempo a ganhar coragem para enfrentar os trilhos de regresso a Idanha. Disseram-me que eram rolantes até ao último abastecimento. Bora lá.



Vestimos o impermeável e bora lá que Portugal é para a esquerda. As subidas eram mesmo fraquinhas e aumentámos o ritmo. Depois de algum sobe e desce e mais um abastecimento (Toulões) chegámos a Alcafozes. Aqui estava a nossa amiga SUN à espera para nos tirar uma foto de grupo. Descansámos um bom bocado porque pela frente íamos ter várias subidas. A chuva ficou mais intensa e a lama estaria também à nossa espera sempre pronta para sugar as nossas rodas ou desviar-nos do caminho.

A chegada à barragem Marechal Carmona lembrou-nos que estávamos perto de Idanha. Esse sentimento era um misto de felicidade e sofrimento-à-vista. A calçada romana esperava-nos acompanhada de alguma chuva. Antes disso ainda apanhámos uma boa subida desde a fundação do paredão da barragem e uma descida complicada. A descida fez-se bem, com calma. Só havia uma trajectória possível, era preciso controlar bem a bike. Dava para ver uma ambulância no final o que nos fazia, inconscientemente, ir com mais calma.

E para finalizar, a calçada romana. Inicialmente a pedalar, depois a andar e depois a pedalar. Montei-me na bike e disse "Vou ficar à vossa frente na classificação". Foram as palavras mágicas para a Tânia e o Carlos começarem a pedalar... O Carlos nunca mais o vi... A Tânia chegou um bocadito (grande) cansada.



Para finalizar, a Tânia teve banho de água fria. Que maldade, isso não se faz. Então a menina tem a coragem de ir fazer 100km numa maratona com elevado grau de dificuldade, andou muitos quilómetros debaixo de chuva, esforça-se a subir algumas partes da calçada romana e depois não tem direito a água quente?!!

Resumindo, gostámos muito dos trilhos, a chuva estragou um pouco a festa, a sinalização estava perfeita, o track GPS fornecido só falhou na última parte junto da barragem. Negativo apenas o primeiro abastecimento e o banho de água fria para a Tânia.

O jantar foi muito animado com a presença do Monteiro (que chegou às 16:20 e esperou até às... Não me lembro) e da família BOY_SCOUT. Ainda tivemos a visita da Beta e do Manel.

No regresso a casa, novo encontro de amigos na área de serviço de Santarém.

Os números dizem que fizemos 103 quilómetros com 2000 metros de acumulado.

Bora lá?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Maratona de Alcains

Ouvimos falar muito bem desta maratona. A subida até ao topo da serra da Gardunha também era motivante. O tempo até estava "amigo" e fizemos a nossa inscrição.

Mas "passou-me ao lado" a tradição: esta maratona sempre se realizou com chuva. Este ano a tradição manteve-se...

Os primeiros quilómetros, até ao primeira abastecimento, foram muito rolantes. Algumas poças de água mas sem lama.

Parámos no abastecimento para, entre outras coisas, comer chouriço assado... E quando voltámos a pedalar já não se via ninguém nos trilhos. Acho que a chuva assustou muita gente.

Depois do abastecimento de Alpedrinha (já conhecíamos do festival dos chocalhos, somos uns boémios eheh), tivemos a companhia da chuva até ao final.

A subida da serra da Gardunha, debaixo de chuva e com piso pesado custou muito. Mas depois veio a descida e alguns trilhos conhecidos de outras aventuras.



Excelente maratona organizada pelos Pápa-Léguas de Alcains, abastecimentos com gente simpática e muita comida e apoio.

Na meta a Tânia soube que ganhou a maratona. Vitória, vitória, acabou-se a história.

domingo, 4 de outubro de 2009

4.ª Maratona 5 cumes - Barcelos

Por estes dias deveríamos andar a esmiuçar os trilhos do Norte e quiçá por terras de nuestros hermanos. Mas o São Pedro mandou dizer: "Vejam lá bem... Têm a certeza?!! Pensem bem!". Perante a ameaça de chuva, nem pensámos duas vezes. Vamos à maratona de Barcelos e já é uma sorte se não chover.

Já em Barcelos, a ver montras, vimos um galo de Barcelos meteorológico! Isso mesmo, prevê o tempo através da mudança da cor das penas. Entrámos na loja, e como o preço era acessível, comprámos um. Ao ver a legenda reparei que estava a prever bom tempo mas já chovia em Barcelos. Pedi outro que não estivesse "doente". Ao que a lojista respondeu que este estava agasalhado (dentro do saco) por isso não previa chuva! Mal chegámos aos nossos aposentos tirámos o galináceo do saco para ver se funcionava. E não é que funciona mesmo. No dia seguinte já estava a ficar cor-de-rosa. Apesar da cor ser janota, na linguagem dele quer dizer tempo nublado e possibilidade de chuva.

Aqui está uma foto do artista:


Vejam na galeria (final do post) como mudou de cor.

Como pernoitámos a 100 metros do paddock aproveitámos para dormir até tarde. Quando digo tarde quero dizer qualquer coisa parecida com 9 horas. Tantos cumes e tanto sono...

Quando acordámos fui à janela e tirei esta foto:



Bem, pensei eu, muita gente deve ter tido medo da chuva e não veio. Fomos tomar o pequeno almoço, nas calmas, preparar as bikes, nas calmas, lavar os dentes...

Quando olhámos para o relógio eram quase 9:30. A partida era às 9:30. Fomos a correr para a zona de partida e, afinal, ninguém teve medo da chuva. Tinhamos mais de duas mil pessoas à nossa frente! Tantos cumes e tanta gente para ultrapassar...

Chegámos mesmo a tempo de ouvir o tiro de partida para o pessoal da frente. Nós começámos a andar 10 minutos depois.

Os primeiros quilómetros foram de cortesia pela cidade. Os nossos olhos tentavam procurar um capacete cor-de-rosa que só conhecíamos das conversas on-line. Só conhecemos a simpatia das meninas do Norte no final da volta. Até qualquer dia.

O primeiro cume era o monte da Franqueira. Custou a fazer a subida em Alcatrão. Lá em cima dá para avistar grande parte do vale do Cávado e até o mar em Esposende. Fiz a subida ao meu ritmo, ou melhor, a um ritmo superior ao meu. Devo ter perdido um quilo nessa subida. Acho que nunca tinha transpirado tanto. Via-se a "água" pingar para o quadro. Lá em cima esperei pela Tânia e fiquei a saber que um autocarro, com condutor "profissional", quase passava por cima de vários atletas obrigando-os a desmontar e a saltar para fora da estrada.

A seguir à subida entrámos no trilho e... parámos num hiper-mega engarrafamento de bicicletas. Por mais longe que tentássemos olhar, para a frente ou para trás, só víamos pessoal com a bike. Mas ninguém andava. Estava mesmo tudo parado. Houve algumas desistências logo ali. Voltaram para trás. Eu olhei para baixo e quase que via o mar em Esposende. Ainda dei a sugestão de ir descobrir trilhos até Esposende e voltar por estrada. Estávamos quase a desistir da maratona quando começámos a andar. Devagarinho! Pouco depois apareceram os controladores para marcar o nosso dorsal. O engarrafamento era provocado pelo posto de controlo e por um abastecimento. Estivemos ali parados mais de meia hora. Nem sei se não foi mais. Foi desesperante. Tantos cumes e tanto tempo ali parado...



Mal se conseguia andar um pouco, logo apanhávamos um engarrafamento. Curiosamente havia umas descidas manhosas que dava para fazer sem engarrafamento.



A "coisa" só começou a ficar mais fluída depois do segundo cume (Monte de Midões). Depois, porque até lá houve mais um mega engarrafamento. O engarrafamento ultrapassava o abastecimento porque precedia uma alucinante descida por um single-track. Cheia de armadilhas encobertas pelo pó. Correu bem e só encontrei a Tânia no final. E depois sou eu que ando a descer rápido...

Mas compreendo, tínhamos como objectivo fazer os cinco cumes e o tempo estava a ficar apertado. Teríamos de chegar à divisão do dois percursos (3 e 5 cumes) antes das 13 horas. Por esta altura ainda faltava subir ao terceiro cume, no Monte de Airó. Esta subida foi gira, por vezes seguíamos quinze ou vinte todos juntos a pedalar todos encarreiradinhos, parecíamos formigas. Não tirei fotos porque o trilho não me dava esse luxo. Tinha regos, raízes e pedras, obrigando-nos a ziguezaguear por entre essas dificuldades.

Tal como previsto, e com muita pena nossa, chegámos à divisão dos percursos e já não era possível optar pelos 5 cumes.

Até Barcelos ainda apanhámos umas boas subidas. Com o objectivo falhado aumentámos a velocidade e devemos ter ultrapassado mais de cem pessoas. Gostei de ver a Tânia a pedalar assim.

Os trilhos desta zona são fantásticos e muito diversificados. Algumas descidas requeriam alguma atenção mas havia sempre uma alternativa para atenuar os saltos sobre as gigantes pedras que ocupavam os trilhos. As zonas mais técnicas estavam identificadas. Eram poucas as zonas identificadas mas eram mesmo para desmontar...

Uma nota também para o apoio popular. Maioritariamente para as meninas mas, como eu ando sempre bem acompanhado, também sobrava para mim. Este apoio está ao nível do Alvalade-Porto Côvo. Mas com mais gente pois passávamos por mais localidades e cruzamentos.

Como eu ouvi dizer: "Quer dizer, as mulheres pagam menos de inscrição, não pagam entrada nas discotecas e ainda recebem apoio nos trilhos e nós nada...". Ah, e também ouvi muitas palavras começadas por "C"...

Aqui estávamos mesmo a chegar, passando sobre a velha ponte sobre o rio Cávado, que liga Barcelinhos a Barcelos:



Se o apoio popular fez lembrar o Alvalade-Porto Côvo, as nossas caras cobertas de pó também nos trouxe à memória esse mítico evento.

Passámos uns dias fantásticos pelo Norte onde as pessoas são fantásticas e falam connosco como se fossem da família. Desde a pessoa que nos serviu um café em Esposende à pessoa a quem pedimos que nos tirasse uma foto como os fantásticos jerseys, de manga comprida, que recebemos de oferta. Recebemos também umas peúgas e o óbvio Galo de Barcelos. Ofertas úteis. Até para o ano.

domingo, 20 de setembro de 2009

II Maratona Gardunha BTT, Fundão

Depois de ontem ter pedalado pela Gardunha e festivalado em Alpedrinha, hoje era dia montar novamente nas bikes e participar numa maratona de BTT. A II Maratona organizada pelo clube BTT Gardunha do Fundão.

Estávamos inscritos para a mini-maratona mas, neste caso, a mini era mesmo mini. Então optámos por alterar a inscrição para pedalar 62 km com 1400 metros de acumulado. Durante a semana ainda tentámos "desencaminhar" a Beta para a maratona. Não conseguimos! No domingo, já com as bikes preparadas, a Beta lá disse "olha, afinal vou com vocês...". E foi muito giro.

Quanto a prémios. Não chegámos em primeiro logo não houve. Mas, para mim, foi um prémio bem grande ouvir a Tânia a recusar a minha ideia de ela ficar no carro e vê-la concluir a prova. No estado em que estava fazer sessenta e tal quilómetros com tantas subidas foi preciso garra. Parabéns Tânia! A Tânia disse-me que só conseguiu pedalar graças à Beta. Foram na conversa e abstraiu-se do resto. Obrigado Beta.

A maratona começou e eu ao telemóvel. Não me preocupei muito porque tinha o track no GPS. Apanhei-os logo à frente. A partida também era falsa, leia-se falsa-partida. A partida real era junto do patrocinador da prova (MOTOBRIOSO) na zona industrial do Fundão.

Os primeiros quilómetros eram muito rolantes e fáceis, ciclisticamente falando. Quando apanhámos a primeira subida (pequena), coincidiu com a divisão do percurso para a mini e para a maratona. Também havia um pequeno abastecimento. A Tânia tentou tomar o pequeno almoço e... Não havia dúvidas, apesar da paragem de 15 minutos, vamos para a maratona.

Durante os próximos quilómetros foi um constante sobe e desce. A Tânia bem dizia que havia zonas para descansar, queria dizer descidas. Mas algumas eram bem inclinadinhas.



Numa delas entrei rápido demais e vi a coisa mal parada, foi largar os travões e travar no final da descida. Voltei rapidamente para trás dizer à Tânia para fazer o mesmo. Também já vinha "à rasca" com a descida que piorava a cada metro que se descia. Passámos! Uma nota para a organização que colocou uma pessoa na zona mais complicada da descida.

De resto, a organização esteve irrepreensível. Não temos nenhuma falha a apontar. Até nas piores subidas lá estava desenhado um sorriso ou umas palavras de incentivo.

Por esta altura já estava a precisar de comer qualquer coisa. Querem abastecimentozinho, querem?!!! Então toma lá a bela da subida até Silvares. O abastecimento foi junto da igreja matriz. Peguei numa banana e numa barrita e fui para sombra descansar. Deu para cuscar a conversa de umas pessoas que por lá estavam a assistir. "Se soubessem o que vão subir...".

E subimos tanto, tanto, meu Deus, tanto... Até arrisquei uma desclassificação dando uns empurrãozitos à Tânia. Subimos até quase ao parque eólico da Gardunha. Quase a chegar ao topo encontrámos uma fonte de água fresca (gelada) que soube mesmo bem.



Lá em cima via-se bem a Serra da Estrela. A inspirar a descida para o Açor. Quase que não víamos o abastecimento com a velocidade que levávamos.

A partir daqui o trilho era bastante rolante. Passámos por uma localidade com um nome curioso: Enxabarda. Continuámos a rolar até ao Castelejo, onde apanhámos uma subida. Era pequena mas já vínhamos um pouco cansados. Descemos para o Freixial e novamente a rolar até às subidas finais na aproximação ao Fundão.

A nossa foto de grupo, captada pelo Jorge do Team Santos. Que já estavam de banho tomado e a "celebrar" a vitória da Sandra.



Durante o almoço encontrámos novamente a Teresa com quem já tínhamos estado antes da partida e no dia anterior no almoço do III Encontro Canyon Owners Club Portugal. Também estava satisfeita com a sua prestação. Pedalou bem porque não a encontrámos nos trilhos.

Em resumo, ficámos satisfeitos com o nosso fim-de-semana por terras Beirãs. Chegámos a casa cansados mas com os músculos bem exercitados.

Um agradecimento muito especial à Beta e ao Manel pela excelente companhia.

domingo, 5 de julho de 2009

Caminhando e pedalando na IV Maratona Vale do Vouga

Quase dois anos depois da nossa adesão ao BTT encontrámos os trilhos mais bonitos e espectaculares de sempre. Em cerca de 40km percorremos estradões circundados por uma vegetação deslumbrante, subidas extasiantes, descidas alucinantes e vários ribeiros ou açudes para ir molhando o pezinho. Tudo isto bem misturado para ir variando. Foi assim a IV (meia) maratona BTT do Vale do Vouga.

Abrimos uma excepção e fomos a esta badalada maratona. Normalmente não vamos a maratonas nem a eventos com grande show-off. Mas os relatos de anos anteriores e a oferta de um jersey para o menino e para a menina levaram-nos a abrir uma excepção.

Eram muitos os inscritos mas só conhecemos o Team Santos (Sandra e Jorge) e no local menos óbvio: a alimentar o vício do café. Após uma breve conversa - tínhamos de nos ir aprontar - ficámos a saber que estava prevista chuva. O Jorge tinha visto a previsão meteorológica. Estamos tramados. Não tínhamos impermeável e até o óleo de corrente era para tempo seco...

E choveu mesmo. Após o controlo zero (novidade para nós) apareceu uma chuva miudinha. A avenida (Eugénio Ribeiro) era grande mas parecia pequena para acomodar tanta gente. Toda decorada e repleta de apoiantes. Parecia uma etapa do Tour.



O inicio da maratona foi a bom ritmo (demasiado elevado) pelas ruas e avenidas da cidade de Águeda. O pior veio quando entrámos nos trilhos. A chuva que era cada vez mais forte fez-me lembrar de outro "filme". Mas a lama era muito pouca. Claro que os trilhos estavam um pouco escorregadios mas à medida da nossa perícia e da capacidade dos pneus cumprirem as nossas ordens. O pior foi mesmo os engarrafamentos. Qualquer pedrinha mais saliente, estreitamento, riacho ou, pro vezes, sem qualquer causa o pessoal parava e... Eram longos e desesperantes minutos com a bike à mão. Foi pena, porque os trilhos eram fantásticos.



A partir do meio do passeio (ops, maratona) já se conseguia passar uns ribeiros sem desmontar. Afinal isto é BTT.



(Foto de Galvão)

As "gentes" de Águeda vieram em força para a rua apoiar os atletas. Era impressionante a quantidade de pessoas junto dos trilhos. Sempre que o trilho cruzava uma estrada ou nos riachos, éramos presenteados com um coro ensurdecedor de incentivos. Muito mais do que no Alvalade-Porto Côvo.

Pouco depois da ZA (muito boa) veio a inesquecível passagem pelo açude do rio Alfusqueiro. Normalmente, este açude não tem água a passar sobre o paredão. Não sei se foi a organização que pediu para fecharem as adufas, mas a água a transbordar pelo paredão e os ciclistas a passar formava uma paisagem... Mais vale uma imagem do que mil palavras:



Mais uma vez, apesar da chuva, o apoio popular estava lá.

Já muito perto da chegada ouço o pessoal muito assustado com uma subida que se aproximava. A dizer que "a organização não devia fazer isto", que "havia outros trilhos melhores para chegar a Águeda". Bem, pensei eu, aproxima-se mais uma zona de passeio pedestre. Afinal não. Era uma subidita de 50 metros bem acessível.

A chegada foi apoteótica, pela apoio popular às rosinhas do jersey da Tânia, onde fomos ultrapassados por três ou quatro pessoas que nos passaram a sprintar. Mas não ganharam nada os primeiros já tinham chegado há muito tempo. E os primeiros dos 80 km só chegariam quinze minutos depois.

Seguiu-se os habituais banhos e almoços, tudo irrepreensivelmente organizado. Como a lista de prémios a sortear era grande ficámos para ver a festa da cerimónia do pódio e ver se nos calhava alguma coisa no sorteio. Não tivemos sorte. Mas valeu pela experiência de ver a festa de entrega dos prémios aos vencedores.

O track dos 80 km já está guardado para o ir fazer qualquer dia. A zona é fantástica para o BTT. Tem sempre muita vegetação o que é óptimo para nos proteger do calor nos dias mais quentes. Hoje, protegeu-nos da chuva.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Na lama da Maratona do Mondego

Domingo tivemos a pior experiência desde que fazemos BTT. Nem nunca imaginámos que fosse possível existirem trilhos assim. E num evento organizado!

A manhã acordou chuvosa. Apanhámos muita chuva e vento a caminho de Coimbra. Ainda ponderámos ir só levantar os dorsais e almoçar, mas optámos por arriscar. Chegámos cedo, a tempo de ver o pessoal chegar e sentir o ambiente. Mas estava tudo muito calmo. Como a chuva. Se tivesse chovido nessa altura, tínhamos ficado dentro do carro e não alinhávamos na partida. Mas a chuva não colaborou.

Encontrámos a Beta e o Manel que tinham tomado a decisão acertada. Não é preciso dizer qual foi, pois não?! Fomos preparando as bikes e esperando pelos dorsais que a Sandra tinha levantado de véspera. Obrigado Sandra.

A Sandra, atrasou-se um pouco. Sim, sabemos que a culpa não foi tua. Estás desculpada. Fui ter com ela, ao final da descida, para trazer os dorsais. Quando já vinha a subir passa por mim uma menina (quando se casam deixam de ser "menina" para ser "senhora". Será isso? Tenho de ir cuscar no livro na Bobone) a grande velocidade. Era a Soraia. Está cá com uma... não é pedalada... como é que se diz? Bem, não me ocorre a palavra agora. O que é certo é que a Soraia passou por mim e eu ia de bike. Era uma subida com mais de 10% de inclinação.

Quando estávamos a colocar os dorsais ouvimos a partida. Esperámos mais um pouco pela Sandra, mas como ela nunca mais aparecia seguimos para os trilhos. Apanhou-nos pouco depois e seguimos juntos até ao final. Grande companhia. Temos de repetir em trilhos mais agradáveis.

Na ligação entre a falsa partida e a partida oficial ainda vi a Teresa com a sua Epic. E mais tarde nos frequentes atascansos. Coitadinha da Epic, tão novinha e já metida na lama.



Estávamos avisados que só os primeiros 18 km teriam lama. Íamos olhando para o conta quilómetros a desejar que o km 18 chegasse. E, finalmente chegou. Chegou o 18, o 19, o 30 e o 35. E a lama sempre presente. Foi horrível, desesperante. Por vezes havia uma aberta e logo depois a lama estava de volta nas mais variadas formas e cores.

A organização tem culpa da lama? Não. Mas podiam ter escolhido trilhos mais cicláveis.

É certo que andei sempre a olhar onde poderia colocar o pneu da frente (passei a volta a olhar, literalmente, para o chão) mas os trilhos não tinham nada de especial. Era pelo meio de matas de eucaliptos. Aqui, a 15 minutos de Lisboa, temos trilhos bem melhores.

Nesta volta tínhamos um novo setup nas bikes. Colocámos um pneu Nobby Nic 2.1 atrás e mantivemos o 2.25 à frente. Apesar de tudo, esta configuração dos pneus não nos deu problemas. Antes pelo contrário, foram uma grande ajuda. A lama não se agarra ao Nobby Nic 2.1 e permitem seguir uma rota mesmo quando a lama é mais que muita. As bikes também estão de parabéns. As Canyon XC e a transmissão Shimano XT / SRAM X9 estiveram irrepreensíveis até ao final. Sempre prontas para as solicitações. Aprovadíssimas. As pastilhas dos travões é que foram à vida.



O abastecimento, muito bom, foi demasiado tarde. O desgaste era muito e muita gente parava antes para tomar o farnel.

No abastecimento encontrámos a Lídia. Companheira numa aventura épica. Lídia, agora aceitam-se apostas: "à terceira é vez" e temos bom tempo ou "não há duas sem três" e teremos mais do mesmo. Depois arranjo uma linha de valor acrescentado para registar as apostas. Uma boa maneira de ganhar algum dinheiro para pagar os "estragos" nas nossas bikes.

Nesta altura o pensamento era unânime. A partir dali não haveria mais lama. Estávamos redondamente enganados. Foi lama até ao fim.

Mais para o final, já me custavam a fazer as subidas e desmontava quase sempre para seguir a pé. Já estava farto daquilo tudo. Mas nunca me passou pela cabeça desistir. Desistir como? Voltar para trás?!! Nãããããããoooooooooooooo... Tirem-me deste filme! Ainda dei uns murros na cara para verificar se não era um sonho (pesadelo). Não era. Além de me ter doído apercebi-me que a minha cara tinha uma película de lama. Estava desesperado.

Penosamente, lá nos arrastámos até à meta. Uff já está. Vamos lá tomar um banho quente. O banho teria de esperar. Ainda tinha de ser feita mais uma "etapa de ligação" com dois quilómetros a subir. A organização disponibilizou um autocarro e um camião para levar as bikes. Mas as nossas bikes já tinham sofrido tanto que não achámos bem largá-las num camião. Fomos a pedalar.

Na escola C+S grande fila para lavar as bikes. Quase congelámos na espera. Depois de tirada a lama maior, fomos rapidamente tomar o merecido banho. A Tânia teve de tomar com água fria ou "temperada" como lhe chamaram. Ainda tinha sofrido pouco...

Mas ainda havia mais. Quando chegámos para almoçar tínhamos uma enorme fila à nossa frente. Esperámos 15 minutos e como aquilo não andava, decidimos fugir dali em direcção a casa.

À beira do IC2 encontrámos um simpático restaurante onde tomámos uma saborosa refeição quente: cabrito no forno com arroz, batatas e grelos. Divinal.

Depois seguimos para casa no conforto do nosso carrinho. O pior já tinha passado.

A nossa lista do NUNCA MAIS já foi aumentada.

Maratona do Mondego

domingo, 10 de fevereiro de 2008

II Maratona Cartaxo (estreia em maratonas)

Este fim-de-semana fomos andar de BTT ao Cartaxo. O Clube de Ciclismo José Maria Nicolau organizava a sua segunda Maratona e os Maníacos do Pedal iriam ter a maior representação de sempre: 25 elementos!

À chegada o meu GPS baralhou-se um bocado porque não tinha algumas das ruas. Nem tinha a saída para o Cartaxo na A1. Mas lá conseguimos chegar e levantar os dorsais e lembranças.

Os trilhos e paisagens não eram grande coisa mas valeu pela presença Maníaca e pela nossa estreia em maratonas.

Resumos (Powered By Sigma Sport BC 906):
Distância: 35.59 kms
Tempo: 2:27:52
Média: 14.44 km/h
Velocidade Máxima: 40.77 km/h

Classificação: 415 (Tânia) e 416 (Miguel) em 462 atletas.