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domingo, 12 de julho de 2009

III Passeio BTT de Arraiolos

Regresso a Arraiolos para um passeio à moda antiga. Ou seja, guiado. Não podíamos perder esta oportunidade de passear pelos trilhos da zona depois da experiência da maratona.

Apesar de ser um passeio guiado, o ritmo era homogéneo não existindo muitas paragens. Deu para bater recordes de "dar à língua". Foram prai uns 15 a 20 quilómetros seguidos. E não fui eu...

A primeira paragem foi na Barragem da Carrasqueira, próximo de Santa Justa.



Depois de uma breve passagem pela aldeia da Igrejinha, chegámos ao abastecimento na margem da barragem do Divor. Para além do habitual neste tipo de eventos, havia também melão da zona. Fresquíssimo e saboroso.

A partir daqui foi ao estilo "salve-se quem puder". Ou seja, o passeio deixou de ser guiado para seguirmos as marcações no terreno.


(Foto de Mamede Nazaré)

O almoço foi muito bem servido, ao estilo da maratona. Com direito a várias entradas para além do magnífico almoço.

No final, houve um sorteio de prémios. Não nos calhou nada. Mas a Tânia veio de lá toda satisfeita com o seu troféu da maratona.



(Foto de Núcleo Cicloturismo de Arraiolos)

Como habitualmente, esta volta também teve gelado.

sábado, 27 de junho de 2009

Pedalei, pedalei... Travei... E conheci Lavre!

Nunca tínhamos chegado a casa tão tarde depois um passeio de BTT. Do relógio da torre já tinha soado a primeira hora da madrugada de domingo. Cá em casa já estavam a ficar preocupados com a nossa ausência.

Até pedalámos depressa, pelo menos mais do que é normal. A distância também não era grande: apenas 50 quilómetros. A altimetria também era acessível: cerca de 600 metros. O "problema" foi a hora da partida. 18 horas. Isso mesmo, seis da tarde.

Achámos piada a este evento por duas razões: iniciar-se ao fim da tarde (sem ser um nocturno) e pelos trilhos alentejanos que nos faz pensar que estamos a pedalar num postal tal a beleza das paisagens por estas bandas.

Chegámos cedo ao campo de futebol de Lavre. Excelente local para a concentração. Há lugar para todos. Aos poucos as margens do pelado iam ficando repletas de carros que transportavam as bikes e os bikers. Para levantar os dorsais e ofertas não havia filas. Preparámos as bikes e fomos dar umas voltinhas ao campo de futebol para ganhar técnica a pedalar na areia. Iríamos precisar...



A partida foi separada por alguns minutos para as duas distâncias: 25 e 50. Mas os primeiros metros a subir eram iguais para todos. Aquecemos logo ali. Nem houve tempo para engrenar a avozinha!



O percurso estava muito bem sinalizado. Tinha algum receio pois já não ia a um evento com marcações há algum tempo. Estou mais habituado a olhar para o GPS do que para as fitas penduradas nos ramos das árvores. Conseguíamos ver sempre alguém à nossa frente o que ajudou na navegação. Não nos perdemos.

A organização está de parabéns. Havia sempre pessoal ou polícia nos cruzamentos das estradas e várias ambulâncias de prevenção. Vi pelo menos três.

No primeiro abastecimento, aos quilómetro 15, não parámos. Mas estavam duas pessoas a dar águas "em andamento". No segundo, parámos para o tradicional abastecimento de bananas, laranjas, água e uma barra energética. Não sei se havia mais alguma coisa. Para mim estava perfeito.

A seguir ao abastecimento os touros assustaram-se com a nossa passagem. Bravos.



A ideia da organização iniciar o passeio ao fim da tarde foi excelente. Parece que o ano passado ainda estavam quarenta e tal graus (Celsius). À medida que o passeio se aproximava do final, o Sol também se ocultava no horizonte definindo uma paisagem maravilhosa. Este vai ser, sem dúvida, uma passeio a repetir no próximo ano.



À chegada, uns metros antes da meta, não consegui evitar uma queda... Da máquina fotográfica. Felizmente foram só uns arranhões. Ficou um pouco "abalada" (ver foto da chegada) mas logo a seguir já estava pronta para registar fotograficamente a satisfação da Tânia por ter vindo a este simpático passeio de fim de tarde.



E eu a verificar a altimetria: pouco mais de 600 metros.



Ainda chegámos com um pouco de Sol. Os trilhos eram bastante rolantes, com umas boas subidas e descidas, claro. Também houve dois locais para molhar o pezito e refrescar um pouco. Nunca falha nos trilhos alentejanos. Apanhámos alguma areia no início do percurso mas sem necessidade de desmontar. O único inconveniente era termos de ir com mais atenção e mais devagar também.

Estivemos a "rescaldar" e a beber uma água junto à meta com o amigo Amílcar do ProjectoBTT e mais uns companheiros com quem viemos quase sempre juntos. Depois foi sempre a descer até ao campo de futebol para o banho obrigatório. Cinco minutos de espera que o cilindro enchesse. Valeu a pena porque a água estava óptima.

Depois subimos até à casa do povo para uma saborosa jantarada à hora da ceia. Excelente local. Para almoçar já não poderia ser assim ao ar livre.



NOTA: O título deste post foi inspirado na t-shirt oferecida pela organização do evento (IV Passeio de BTT por Terras de Lavre - Crédito Agricola).