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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Grande rota pelo Ribatejo até Coruche

A semana solarenga estava mesmo a pedir... uma grande rota pelo campo.

Pegámos no Google Earth e começámos a desenhar a volta sempre a fazer as contas aos quilómetros. Cada vez que se adicionava mais um pouco de trilho pensava-se "Ainda dá para fazer num dia. Avançamos mais um pouco". E, de tanto avançar, já estávamos próximo de Coruche. Save as GPX and send to GPS. Done.

O sábado não quis fazer a desfeita e amanheceu também com Sol. Apanhámos o comboio até Vila Franca de Xira porque andar na N10 logo ao amanhecer não é das coisas mais agradáveis e seguras para fazer.

O início da volta tem o incontornável alcatrão sempre embelezado pela travessia da ponte de Vila Franca de Xira e depois uma interminável recta até ao Porto Alto. Esta recta só não custou mais porque tínhamos um objectivo: saborear uns pasteis de nata quentinhos que estariam à nossa espera.

Tomado o pequeno almoço, seguimos até Benavente. Esta parte tem de ser feita por alcatrão. Há alternativas por terra mas é preciso um cartão que não temos. Esta zona também ainda deve ter alguma lama, por isso fomos por estrada.

Mal entrámos nos trilhos, parámos para uns registos fotográficos:



Nesta fase do trilho seguíamos junto ao canal de distribuição de água. Um grande single-track... É um trilho muito fácil de percorrer. Só é preciso ter um pouco de equilibrio pois à esquerda temos o canal e à direita um precipício.

Por vezes saíamos do trilho junto ao canal para estradões onde já podíamos ir mais descontraídos. Só era preciso desviar das auto-estradas. Apesar de vazias de carros, as infra-estruturas estão lá.



A nossa viagem continuava agradável a admirar as paisagens verdejantes semi-inundadas de água. Aproveitámos uma sombra e fizemos uma pausa para abastecimento. Chocolates e bananas.



Aproveitámos também para descansar um pouco. A próxima paragem seria em Coruche. Mas não é possível avançar sem parar para apreciar os animais que se atravessam à nossa frente ou simplesmente nos olham como se fossemos estranhos. Um dos momentos do dia foi ver a Tânia a atirar pedras a um rebanho de ovelhas só porque um cordeirinho estava deitado junto da sua progenitora. A Tânia pensava que o bichinho poderia estar doente. Mas nem com pedras ele se moveu. Quando a Tânia lhe começou a mandar beijinhos ele lá se mexeu como que dizendo que estava a apreciar o Sol. Preguiçoso...

Já próximos de Coruche a Tânia descobriu uns veados. Mais uma vez eu ia distraído.



Na foto não dá bem para ver. Os maganos disfarçam-se bem na paisagem. Mas pode-se ver o macho com as suas galhadas (hastes) rodeado pela fêmea e as crias. Quando nos viram esconderam-se por detrás de umas silvas. Mas não tínhamos pressa e esperámos. A pouco e pouco foram aparecendo e deu para tirar umas fotos. Acho que nunca mais vamos comer carne de veado...

Chegámos a Coruche antes do meio-dia. Como ainda não era hora de almoço fomos dar uma volta à vila e tirar umas fotos.



Passámos pela igreja onde estava a decorrer um casamento. Se não estivéssemos vestidos com roupa de ciclista ainda nos podíamos infiltrar no "copo de água" e não precisávamos de ir a um restaurante...

O restaurante escolhido foi o primeiro que vimos ao chegar a Coruche. Muito bem situado junto da zona ribeirinha/praia fluvial. Mesmo ao lado da ciclovia. Sim, em Coruche também há ciclovias!

O almoço foi o sempre rápido bitoque, magnificamente bem servido.

Depois de almoçar e com a praia ali mesmo ao lado o que é que vamos fazer? Pedalar para casa, claro. A saída de Coruche foi pelo "trilho" das pontes:



Com o cheiro a primavera que já se sentia em alguns locais e com paisagens tão relaxantes por vezes apetecia largar as bikes e ficar ali a apreciar a paisagem. A flora e fauna como um um lindo pónei que nos "obrigou" a sair da rota:



Mais à frente, o barulho dos motores de uns aviões ultra-leves levou-nos até uma história do programa de televisão Nós por Cá (SIC). Encontrámos uma escola de pilotagem (campo de voo de Benavente) vedada, a Sul, por uma edificação de vários postes. Desavenças entre vizinhos, segundo consta.



Para nós foi mais um momento de paragem a olhar para o ar... perdão, para os aviões. E a ver se não nos caía nenhum em cima. Aqueles objectos voadores vistos de perto, parecem tão frágeis! Ainda pensámos em ir dar uma volta num deles. Mas nenhum tinha suportes para bikes...

A nossa volta estava a chegar ao fim. Pelo menos a parte mais divertida. Até casa ainda nos esperavam alguns quilómetros de estrada.

Apesar de ter algum alcatrão (bastante) é uma volta que iremos repetir. Os quase 130 km deixaram-nos satisfeitos e com vontade de regressar na Primavera.

Ah, que saudades que tínhamos de chegar a casa com as bikes cheias de pó!

Pelo Ribatejo até Coruche (e volta)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

À descoberta do Ribatejo. O relato. Parte II.

Continuação...

Depois da ponte virámos à esquerda pelo dique de protecção de cheias até à praia fluvial de Valada. Este trilho é do género de single-track, tinha alguns troços mais largos mas outros com gravilha. Foi fixe. Para variar um pouco do excesso de alcatrão que tínhamos feito até ali.



Este trilho levou-nos até à praia fluvial de Valada [vídeo].



A seguir fomos fazer umas séries de subidas e descidas de uma calçada romana para... estragar a média!



Continuámos pelos Caminhos de Fátima. Estes trilhos apresentavam alguma lama. Mas, com um pouco de perícia, seguimos em bom ritmo. Nesta fase andávamos a pedalar por puro prazer. Sem a necessidade de cumprir um trilho pré-definido. Ao longe víamos Azambuja. Seguíamos nessa direcção a escolher o trilho que nos parecia mais interessante.

Mais à frente voltámos a encontrar o alcatrão. Mas assim que vimos uma placa indicando "Palácio" por uma estrada de terra, rapidamente concordámos em seguir por ali. Esta estrada levou-nos ao Palácio das Obras Novas (também conhecido por Palácio da Rainha). À chegada ao palácio, ficámos extasiados com a beleza natural da "Avenida das Palmeiras".



Durante o percurso de ida até ao palácio, não gostei nada de ver um curso de água ao meu lado direito. Desde logo suspeitei que teríamos de voltar para trás. Mas isso pouco interessava. Íamos à aventura. Mais tarde descobri que aquele curso de água era a Vala Real.



Perguntei a um pescador que por ali estava como podíamos ir até Azambuja. E a suspeita confirmou-se. Tínhamos de voltar para trás. Nada que nos incomodasse muito. Afinal eram só dois ou três quilómetros que nos pareceram meia dúzia de metros tal a rapidez com que voltámos à estrada que nos levaria à Azambuja.

Passámos por dentro da estação da CP e estacionámos numa tasca em frente à estação onde comemos uma belas bifanas rapidamente servidas.



Estávamos com tanta fome que desmobilizámos antes da máquina disparar...

Depois do almoço (bifanas) regressámos à estrada. A coisa estava negra. A chuva ameaçava aparecer a qualquer momento.



Mas tivemos sorte. Chegámos secos a casa.

À saída de Vila Nova da Rainha, deixámos a N3 e seguimos por uma estrada, menos movimentada, que passa junto da Central Termoeléctrica do Carregado. Andámos paralelamente à A1.



Passámos junto da estação da CP de Castanheira do Ribatejo e apanhámos a N10 à entrada de Vila Franca de Xira. Aqui passámos rapidamente enquanto os carros se amontoavam em filas. Ou melhor, era só uma fila. Todos paradinhos a ver-nos avançar...

Para concluir a volta, faltava conhecer a ciclovia que liga Vila Franca de Xira até Alhandra. Sabia que começava junto da praça de touros. Chegámos lá e não vimos nenhuma ciclovia. Pedimos ajuda a um segurança e ficámos a saber que existe um elevador para dar acesso à ciclovia. Um elevador não. Dois: um para subir e outro para descer. Isto para ultrapassar a linha férrea. Não havia uma maneira mais barata e com menos manutenção de fazer isto?!!

Quanto à ciclovia. Parabéns Maria da Luz Rosinha. Está espectacular.



Da zona ribeirinha de Alhandra subimos até a N10 onde fizemos os últimos quilómetros desta volta.



Foram quase 117 quilómetros. Iremos certamente repetir esta volta. Da próxima vamos tentar incluir mais trilhos.

Ribatejo - Até PonteMuge

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

À descoberta do Ribatejo. O relato. Parte I.

Amélia Luísa Helena de Orleães foi a última rainha de Portugal. Conhecida por rainha Dona Amélia. Era mulher do rei D. Carlos I, uma das vítimas do Regicídio de 1908.

E o que é que os reis e rainhas têm a ver com gatos ou BTT?!! Até vivemos numa República... Ah, mas já foi Monarquia... Não tem nada a ver com isso...

Foi à descoberta de uma ponte sobre o Rio Tejo, com o nome de "Ponte Rainha Dona Amélia", que no Sábado juntou 3 bttistas em direcção ao Ribatejo. Sabíamos que a ponte existia desde 14 de Janeiro de 1904 (inaugurada pelo rei D. Carlos I).

A manhã até estava agradável. Mas, de repente, o nevoeiro desceu e o Sol foi-se... Ligámos as luzes e avançámos, por estrada, até ao Porto Alto. Aí estava combinada a primeira paragem para abastecimento. Demorámos uma hora, certinha!

Depois de comer alguma coisa e tomar uma bebida quente, avançámos, sempre por estrada, por Benavente, Salvaterra de Magos e Muge.

Pelo caminho, fomos fazendo algumas paragens para apreciar as paisagens rurais.

Uma das paragens foi, logo após Benavente, numa ponte sobre um braço do rio Tejo, a Vala Nova.



Mais à frente, numa suposta breve paragem, para diminuir o espaço disponível no cartão de memória da máquina, uns domesticados poldros (ou cavalos) vieram até nós para receberem umas festinhas. Foi um dos momentos da volta!





Daí foi sempre a pedalar até Muge e à Ponte Rainha Dona Amélia. O tráfego automóvel faz-se alternadamente, regulado por semáforos. Existem ainda dois corredores laterais: um para bicicletas e outro para peões. Fizemos uma longa paragem para os automobilistas libertarem o tabuleiro porque queríamos tirar a nossa foto de grupo.



Esta ponte, projectada por Gustave Eiffel, tem uma arquitectura muito particular que nos deixa em silêncio a contemplar a sua beleza. A meio do tabuleiro, fizemos mais uma paragem para apreciar a paisagem envolvente.



Ultrapassada a ponte entrámos nos trilhos. O relato fica para mais tarde...

sábado, 1 de novembro de 2008

À descoberta do Ribatejo. 2 fotos.

Hoje fomos fazer estrada. Estava prevista uma volta com 100km. Acabámos por fazer um pouco mais. Por estradas, trilhos e ciclovias. Mais pormenores em breve. Para já, ficam duas fotos.