Mostrar mensagens com a etiqueta Porto Côvo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Porto Côvo. Mostrar todas as mensagens

domingo, 17 de maio de 2009

Alvalade-Porto Côvo-Alvalade

Alvalade-Porto Côvo-Alvalade. Definitivamente o melhor evento de BTT em que participámos. Melhor a todos os níveis. Desde a organização sem uma única falha, trilhos fantásticos com algumas subidas para depois descansar nas descidas, apoio popular autêntico, alguma areia (pouca) para treinar a técnica eheheh, abastecimentos que davam para almoçar, simpatia, dois apoios mecânicos, várias ribeiras para ir limpando o pó LOL, um saco cheio de arroz e outras lembranças muito úteis para a época de "abrandamento" do BTT que se avizinha. Tudo isto por um preço de 12 Euros. E ainda uma bela refeição quente no final.

Esta foi a nossa segunda participação. Na primeira vez, a ideia do "nunca mais" ficou na nossa cabeça, apenas pela nossa fraca resistência física. Mas durante um ano fomos treinando para que o nosso físico nos deixasse apreciar a cem por cento este magnífico evento. E deixou!

Logo à chegada a Alvalade a organização nos encaminhou para um parque de estacionamento. Mas o carro não aqueceu o lugar. Levantámos os dorsais e lembranças, tomámos o pequeno almoço oferecido pela organização e fomos levar o carro até junto da chegada. Era aí que iriamos tomar banho e almoçar a horas de jantar.

Após a lubrificação das bikes e afinações finais avançámos para a zona da partida. Já estava muita gente no "garrafão" pois eram quase 9 horas. O objectivo era reduzir o tempo do ano passado sem quebras físicas ou problemas mecânicos. Já se sabe que as CANYON são "aquela máquina", desta vez um shifter SRAM X.9 ía preguiçoso. Afinal a preguiça era só em casa. Nos trilhos portou-se lindamente. Ainda não é desta que vai ser desmontado.

Os primeiros quilómetros foi no necessário alcatrão para alongar o pelotão. Não conseguimos descolar e entrámos nos trilhos num aglomerado de bttetistas com as frequentes e inevitáveis paragens.

A "entrada" nos arrozais permitiu alongar o pelotão e começámos a pedalar sem a preocupação de embater no guiador de algum companheiro.



A vontade de pedalar era tanta que, numa curva mal calculada, velocidade e areia a mais e... lá fui eu em frente. Sr.º agricultor, fui eu quem pisou uma ou duas plantinhas de milho. É que se tentasse virar era queda certa... E ainda me podia aleijar...

Não parámos no primeiro abastecimento (São Domingos), mas fizemos o nosso próprio abastecimento pouco depois para o necessário cúbito de marmelada. Era preciso reduzir o peso do Camelbak.

A chegada à zona da barragem de Campilhas é gira devido às breves subidas que dá para fazer ganhando balanço antes.



No abastecimento da barragem de Campilhas, célebre pelo camião TIR e pelas sandes de carne assada oferecidas aos participantes, encontrámos os Maníacos do Pedal. Não sei por onde tinham andado mas vinham com uma coisa esquisita na cara... Pó. Muito pó. "Eu não estou assim pois não?" Disseram-me que sim :(

Após uns quinze minutos de paragem seguimos viagem em direcção à serra do Cercal. Parece que agora é que vinham as subidas.



E vieram mesmo. Foi giro, pois logo a seguir vieram também as descidas. E a travar pouco é que giro!



Que bem que nos soube os cubos de laranja no abastecimento do Cercal. Comi uns quatro ou cinco. Estavam fresquíssimos...

Depois vem aquele single-track fabuloso na apelidada "selva amazónica".



Só não foi melhor porque uns "engraçadinhos" que iam à frente decidiram parar três vezes a dizer que havia um tronco. Na realidade não havia tronco nenhum. Teve piada? Sim, a primeira. Depois foi parvoíce... Não havia necessidade!

A chegada a Porto Côvo é sempre motivante. O povo junta-se na subida a aplaudir estes bravos que vêm de Alvaladade de bicicleta todo-o-terreno.



Em Porto Côvo, parámos cerca de 20 minutos. Foi um erro. Demorámos muito tempo até entrar no nosso ritmo outra vez e quando o apanhámos tivemos azar porque logo a seguir estava a última grande subida do dia. Já que íamos lentos, e parece que tínhamos desaprendido a andar na areia (private joke), parámos para a foto de grupo:



Nesta paragem de Porto Côvo, aproveitámos para fazer companhia ao Pacha que estava à espera de mais Maníacos do Pedal. Assim que ficou bem acompanhado fomos embora em direcção a Alvalade. Tempo ainda para cumprimentar uns amigos Projectistas.

A seguir ao abastecimento da Sonega demos por nós a andar a 30 e tal km/h. "O que é que puseram nos bolos?" LOL. Ou na sandes de ovo que levávamos... Desta vez em pão sem sal. É o que dá comprar sem ler a etiqueta...

Na segunda parte do percurso via-se pouca gente nos trilhos. Parece que ficaram todos em Porto Côvo. Pelo menos já vi relatos de horas de espera para almoçar.

Os quilómetros iam-se acumulando e Alvalade ficava cada vez mais próximo. O nosso objectivo estava prestes a ser alcançado.

Chegámos a Alvalade às 17:09 (7:15 a pedalar), o que é uma redução de mais de uma hora em relação ao tempo do ano passado. Desta vez foi muito mais giro porque fomos descontraídos, encontrámos muita gente conhecida e o nosso corpinho aguentou-se. Foram precisos uns bons alongamentos para tentar reduzir algumas dores.



Objectivo cumprido e ego satisfeito. Era hora de tomar banho e o almoço quase à hora do jantar.

Para o ano estamos lá outra vez, com o objectivo que corra tão bem como este ano. Ou com menos trabalho para a Margarita.



Vês Pedro? Fizemos os 120 km! Teresa, bem-vinda às longas distâncias.

domingo, 18 de maio de 2008

Alvalade - Porto Côvo - Alvalade

Foi a "loucura"...

Fomos nas calmas até Alvalade. Chegámos cedo, por volta das 8 horas.

Logo à chegada fomos direccionados para um parque de estacionamento e logo ao lado levantámos os dorsais. Os dorsais e as ofertas: 3 quilos de arroz! Ora, como somos dois, já temos reservas de arroz até ao fim do ano!

Até havia pequeno almoço incluído na inscrição. E por falar em inscrição: o valor da minha foi-me devolvido graças a um sorteio do ProjectoBTT. Isso mesmo! Comi, bebi, fiz BTT num ambiente fantástico e com uma organização 5 estrelas sem pagar. Foi à borla!

Aqui está o envelope que me aguardava coladinho ao dorsal personalizado com nome e equipa.



Quanto aos trilhos: começou mal. O pessoal da frente enganou-se e seguiu por maus caminhos com muita areia. O companheiro Medeiros bem disse que o GPS dizia que não era por ali. Mas lá seguimos feitos em ovelhinhas seguidoras... Mais à frente haveríamos de entrar novamente no trilho oficial. Com isto perdemos algum tempo e o esforço era desnecessário.

O trilho junto à barragem de Campilhas era muito bom. E o abastecimento excelente: água, sumos, queques, fruta e sandes de carne assada. Muito bom mesmo para ganhar forças para subir à Serra do Cercal. Aí iríamos encontrar uma valente subida. Mas nada de especial. E mesmo lá em cima tínhamos mais um abastecimento e um apoio mecânico. Ainda pedi para me lubrificarem a corrente da bike!

A aproximação a Porto Côvo foi feito por um single track muito fixe, com passagem por umas pequenas ribeiras. É nestes sítios que o BTT me convence. Ainda posámos para a BTT-TV. Vamos ver se ficámos no filme.

A chegada a Porto Côvo já conhecíamos de uma férias recentes. Mas subir aquela rampa de bike custa muito mais do que a pé... Mas não podíamos desmontar porque, mais uma vez, a BTT-TV estava lá. Mas aí eu escapei-me por detrás das objectivas porque ninguém me viu. Estava toda a gente a incentivar a Tânia. Foi uma algazarra...

Uns metros acima acabava a volta para quem fazia a primeira parte do percurso. Nós descansámos um pouco, dos 70km já feitos, junto a uma ribeira e lá seguimos em direcção a Alvalade, embora o cansaço fosse muito. A ideia da desistência ainda pairou entre nós: eu por dores no joelho esquerdo e a Tânia por cansaço.

Para piorar as coisas ainda nos perdemos. Arrastámos-nos durante algum tempo até encontrar o trilho. A coisa só animou ao ver a placa "Alvalade 20km". A partir daí sabíamos que dentro de hora e meia estaríamos em Alvalade. Assim foi. Ainda lá estavam os Maníacos a tempo de tomarmos banho juntos, literalmente!

Aqui uma foto da Tânia com cara de "vou para a festa".



A cara de "venho da festa" não tive forças para fotografar. Mas fica a frase, quando estava escrito no chão "Pensei Nunca". A Tânia disse-me: "Pensei Nunca? Nunca, nunca mais me inscrevas em voltas com mais de 40km". Vamos aguardar pelas cenas dos próximos capítulos...

Para a história ficam 130 km feitos em nove horas e um quarto (aproximadamente). Excessivo para a nossa condição física. Mas com uma satisfação enorme por termos conseguido.



De Alvalade seguimos para as bifanas de Pegões.