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domingo, 3 de maio de 2009

Coimbra-Tomar-Lisboa. A nossa primeira travessia.

Yessssssssssss, conseguimos. Já está! Venha a próxima. Mas mais acessívelzinha que esta deixou marcas no traseir...

Como não foi possível ir a Santiago de Compostela, tivemos de arranjar uma maneira de nos vingarmos. E que vingança! Travessia Coimbra - Lisboa, pelos Caminhos de Santiago, em dois dias.

1.ª Etapa (2 de Maio): Coimbra-Tomar

Este era o dia mais duro, segundo a altimetria do track. A zona também era completamente nova para nós, por isso era melhor não abusar, fazer "apenas" 100 kms e pernoitar na cidade dos templários: Tomar.

Saímos de Coimbra-B cerca das 9 horas, um pouco tarde mas não foi possível sair antes. A primeira paragem seria na Igreja de Santa Cruz.



Daí até à Ponte de Santa Clara foi muito rápido, só foi preciso alguma atenção para nos desviarmos do que sobrou da noite da queima das fitas. A próxima paragem foi inevitável, junto do Portugal dos Pequenitos.



Nesta altura, era preciso acelerar porque o sol já ia alto. Guardámos a máquina e siga até Conimbriga. Aqui a máquina decidiu não colaborar.

A próxima paragem foi na zona do Rio dos Mouros, serviu de ZA. Este trilho tinha algumas zonas com alguma pedra, nada compatíveis com o sistema de carga que coloquei na bike. Está aprovado!



Seguimos por trilhos rodeados de paisagens lindíssimas que por vezes até nos esquecíamos de parar para comer alguma coisa ou simplesmente fazer uma pausa. Nem sequer nos preocupava se íamos a bom ritmo. Era só apreciar a paisagem...

Passámos por Zambujal, Alvorge e Ansião, onde passámos pelo meio de um casamento. Cada grande rota que fazemos temos de "apanhar" com eles. Ouvi dizer que os casamentos estão a sair de moda. Deve ser igual aquela história do Alentejo ser plano.

A seguir veio uma valente subida, por trilhos, até uma simpática aldeia que não sei o nome. Mas lembro-me que me teria sabido bem lavar a cara e as mãos na fonte pública, infelizmente não tinha água. Tão bem localizada no Adro da capela e sem água! Mesmo assim fizemos ali a nossa refeição. Versão low-cost: sandes de ovo feitas de véspera. Só faltou a Coca-Cola, passo a publicidade. Só saciámos o nosso desejo em Alvaiázere.

Olhando para o GPS, já tínhamos ultrapassado os prometidos 900 metros de acumulado. Como estávamos quase a chegar a Tomar, abrandámos o ritmo porque no dia seguinte era para bater recordes. A certa altura, reconhecemos os trilhos de uma volta recente. Que maravilha repetir aquele trilho junto ao rio Nabão.



Quase 100 quilómetros depois de termos saído de Coimbra e 1650 metros de acumulado de subidas chegámos a Tomar.



O descanso da guerreira (esta foi para a foto):



Fotos do banho não há. Mas garanto que estava bom, com água quentinha.

Depois, fomos dar uma volta (a pé) pela cidade. Infelizmente a máquina ficou no quarto. Jantámos choco grelhado com batata a murro, delicioso e de fácil digestão. E fomos descansar as perninhas.

Foi assim o primeiro dia da nossa primeira travessia. Correu tudo bem, só não contávamos com tanto acumulado. Mas as paisagens ajudaram a esquecer as subidas.

Adormecemos a ver a novela...

2.ª Etapa (3 de Maio): Tomar-Lisboa

Esta foi a etapa do recorde de quilómetros num dia. No Alvalade-Porto Côvo-Alvalade tinhamos feito 130. Neste dia fizemos 133 entre Tomar e Póvoa de Santa Iria. Mas desta vez com uma volta bem dura na véspera. Mas com calma tudo se faz. Curiosamente, em ambos os dias pedalámos durante sete horas e meia.

Depois de um bom pequeno-almoço, deixámos a cidade de Tomar cerca das 8 horas. Por alcatrão. Íamos tão distraídos que me esqueci de olhar para o GPS e quando vi o track tinha ficado para trás. Foi só um quilómetro. O nosso trilho seguiu por um caminho junto à linha do comboio.



Até Vila Nova da Barquinha ainda apanhámos algumas subidas e descidas bem rápidas. Mas depois foi quase sempre plano.



Claro que fizemos várias paragens para apreciar a fauna e a flora ribatejana, como os este cavalos na Golegã.



Ou até parar o trânsito para tirar uma foto no meio de uma rotunda.



O trilho continuava plano. Por um lado era bom porque não havia subidas mas também não havia descidas para descansar.

As "saudades" das subidas foram desfeitas na subida para Santarém onde comemos uma bifana. E, logo a seguir, uma descida bem rápida em alcatrão.

Seguimos por Ponte Muge, Valada e Azambuja onde atravessámos por dentro da estação de comboios.






Até casa fomos sempre por estrada onde nos aguardava o gato cheio de saudades de rebolar à nossa frente, roçar nas nossas pernas e fazer rumrum.

Resumo: Coimbra-Tomar-Lisboa

Muita coisa terá ficado por dizer. Foi a nossa primeira travessia. Liiiiiiiiindo!

Chamaram-nos "malucos" quando dizíamos de onde vínhamos e para onde íamos. Mas foi giro passar estes dois dias pelos trilhos de Portugal. Encontrámos alguns peregrinos, todos estrangeiros, que respondiam ao nosso cumprimento com um "bonjour" ou um simples abanar de cabeça.

Travessia Coimbra-Tomar-Lisboa

domingo, 22 de março de 2009

I Maratona de Tomar - DROPZONE

Lindo, lindo, lindo... Foi assim esta maratona. Muitos single tracks a romper por paisagens maravilhosas. Os trilhos deste passeio são um sério candidato aos melhores do ano.

O passeio foi especial. As mulheres estavam em maioria no nosso grupo: 3 (Tânia, Beta e Lídia) contra 2 (Miguel e Manel). Mas haviam muitas mais. Parece que as mulheres da zona aderiram ao BTT.

Após a partida, junto do parque desportivo da cidade, seguimos pela ruas de Tomar até entrarmos na Mata Nacional dos Sete Montes. Dentro da mata fizemos 2km quase sempre a subir.



Ainda não tinhamos recuperado totalmente do esforço inicial e já nos mostravam o monumental Aqueduto de Pegões.



Logo a seguir uma pequena descida daquelas onde não é possível parar a meio... Era um aviso para as muitas iguais ou piores que iríamos apanhar.

O abastecimento estava montado na Quinta dos Azinhais. Muito bom. Fui buscar um pastel de nata mas não resisti a dar metade a um lindíssimo canzarão que por lá estava a fazer as honras da casa.

A seguir apanhámos um trilho mais técnico. Mais um. Apesar de termos feito só 30km apanhámos umas descidas matreiras.





Já na parte final percorremos um longo e espectacular single track junto ao rio Nabão. A densa vegetação ainda deixava apreciar o rio e os seus açudes.



Chegámos cedo, logo não tivemos problemas em tomar um banho quentinho e a saborear uma magnífica sopa de peixe. Cada vez gosto mais desta sopa. O almoço, para quem chegou cedo, correu bem. Tivemos a companhia do Bruno que conhecemos numa volta memorável. Quando chegámos já ele tinha tomado banho e foi aos 60km. Valente!

Sabem quanto custou? 10 Euros.

Companheiros do pedal, foi giro fazermos este passeio juntos. Não foi? Beijinhos e abraços e até à próxima. Miguel e Tânia.

Maratona de Tomar - DROPZONE