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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Gruta da lapa de Santa Margarida

Depois dos 3000 e dos 2000 metros de acumulado andávamos a precisar de um passeio calminho para descansar as pernas. Pegámos nas Specialized, colocámos os pseudo-atrelados e assim descansámos também as costas. A ideia era ir descobrir a gruta da lapa de Santa Margarida e ir molhar o pezinho à praia.

Quem quer ir ver a gruta da lapa de Santa Margarida onde é que deixa o carro? Lá para os lados do Portinho da Arrábida, não é? Pois, mas nós deixámos em Palmela... Está-se mesmo a ver que não conseguimos fugir das subidas. Nem da chuva...

Começámos o nosso passeio às 11 horas da manhã. Deixámos o dia "amadurecer" para ver se chovia ou não. Parecia que não ia chover, mas à chegada a Palmela, tivemos a visita da chuva! Dentro do carro não chove, na rua também choveu por pouco tempo.

Quinta do Anjo, Cabanas e Vila Nogueira de Azeitão. Sempre por estrada que a malta anda farta de terrenos moles. A chuva também queria vir connosco. Encontrámos uma árvore centenária e escondemos as bikes, e nós também, debaixo das sua copa até ela passar. Nunca mais a vimos.



A chuva andava a vigiar-nos de longe. As subidas é que estavam ali mesmo à nossa frente, era preciso subir a serra. Os pneus Schwalbe Hurricane, com perfil semi slick, deram uma ajuda.

Da estrada avistámos um miradouro, fomos até lá tirar uma foto de grupo e definir estratégias para pesquisar a tal gruta.



Aqui a foto de grupo dentro da gruta de Santa Margarida.



A história deste sítio arqueológico pode ser lida aqui. Quando lerem a parte dos 200 degraus, desconfiem. É certo que o ermitão queria viver isolado, mas subir (ou descer) tantos degraus cansa qualquer um. Nós, como éramos dois, cansou ainda mais...

Se a descer já cansou, imaginem a subir...



Para recuperar fomos até ao Portinho da Arrábida, uma pequena aldeia e também uma praia muito concorrida no verão.





Para sair de lá tivemos de vencer uma subida com uma inclinação considerável, não levei o inclinómetro.

Já na estrada, em direcção à cidade do moscatel, do choco frito e dos golfinhos, passámos pelas nossas praias de eleição: Coelhos, Galapinhos e Galápos. Ai que nunca mais chega o Verão...



Como o acesso a estas praias não é fácil, fomos molhar os pés na praia da Figueirinha, um pouco mais à frente.





Seguimos para Setúbal para tentar encontrar o restaurante de uma amiga. Mas o telemóvel com o número tinha ficado em casa. Ohhhh, fica para a próxima. Regressámos a Palmela, só que subida fez-nos lembrar que ainda não tínhamos almoçado. O único sítio que apareceu foi um McDonalds... Quando saímos, uns metros mais à frente tínhamos choco frito, petinga, jaquinzinhos e outros petiscos. Fica para a próxima, já sabemos onde é.

O capacete da menina veio dali...



Foram férias meus amigos, foram férias! Se o tempo tivesse ajudado estaríamos hoje a chegar de uma grande aventura...

sábado, 10 de abril de 2010

Reconquista dos 3 Castelos (Palmela, Setúbal e Sesimbra) e ainda o Cabo Espichel

Antes de mais parabéns aos organizadores e ao Clube de BTT Vale de Barrios por nos ter proporcionado este excelente passeio. Ao aplicar a palavra "proporcionado" já dá uma certa qualidade ao evento. É umas das chamadas palavras de sete-e-quinhentos, mas agora em Euros não sei quanto é que isso dá.

Esta conquista tinha dois tracks. Um atalhado para os "tenrinhos" marcados com fitas vermelhas e um outro para os "treinados" marcados com fitas verdes. Atenção, quem estava marcado eram as bikers e não os trilhos!

Ora, venho aqui "defender" os "meus" tenrinhos. Como fui nomeado guia dos tenrinhos, posso dizer que andámos sempre juntos. 12 magníficos companheiros sempre com o espírito de entreajuda até ao almoço.

Então, os tenrinhos fizeram 97km com 1750 metros de acumulado. Ui, de tenrinhos não têm nada...

Se hoje vos dói as pernas (ou outras partes do corpo), a "culpa" é destes senhores: Ruddy e Vitor_Vitorino. Mas agradeçam-lhes porque para a próxima, com o treino de hoje, já dói menos.



Seguimos calmamente por alcatrão em direcção à primeira subida do dia, para Palmela. Mas não foi fácil, havia verdes a querem infiltrar-se. Nada que uma ou outra ordem de expulsão não resolvesse.

Primeiro em alcatrão, depois pela calçada-portuguesa lá chegámos à primeira conquista: o Castelo de Palmela.



Entretanto, começaram todos a olhar para o lado:



A seguir era sempre a descer, apesar das dificuldades da calçada Romada, até Baixa de Palmela.



Bem, depois vem a jibóia. Toda a gente se calou e concentram-se na subida. Nem o gajo das fotos cumpriu a sua função...

Depois era a descer, até à estrada de alcatrão que vai para Setúbal. Arranjei um bom local para as fotos.



De repente, ouve-se "olé, olé" e os jerseys diziam o resto. "olé, olé, VPBTT é que é". Fomos apanhados pelos verdes, encabeçados pelo Did.



Daqui seguimos para o castelo de Setúbal, o nosso track não passava pela romana, mas passámos por outra subida mais manhosa. Afinal, a romana já é uma "velha" conhecida...

No castelo fomos, novamente, apanhados pelos verdes que nos tiraram a foto de grupo na nossa segunda conquista. A Arquinha telefonou e o carro de apoio chegou... Estávamos sem água. Adilson, não deve ter sido fácil ver o pessoal a pedalar e tu metido dentro do carro, mas foi uma excelente ajuda. Obrigado.



Depois fomos ver como estavam as construções do tio Belmiro.



De seguida descemos para a Comenda, agrupámos e seguimos pelo trilho das palmeiras. Até que a Beta se lembrou que a voar fazia isto muito mais rápido. O máximo que conseguiu foi saltar para cima de um tronco. Bem deu aos braços mas o corpo continuava imóvel. Tinha de ser mesmo a pedalar...



Pelas minhas memórias, dos primeiros tempos de BTT, estávamos em direcção ao molha-o-pezinho. Era verdade. Com mais ou menos água nos pés, nas pernas ou nos eixos das bikes todos passámos e acelerámos o ritmo. Por esta zona as subidas são poucas.

Depois veio a subida do parque de campismo que parecia não ter fim e, finalmente, o estradão até Casais da Serra.

Quando se almoça não se trabalha, logo fotos não há. Parámos cerca de uma hora para a tradicional coca-cola, néctar e café. A pouco e pouco os mais atrasados iam chegando, ocupámos o espaço comercial e, obviamente, esgotaram as bifanas. Eu ia preparado de casa com uma bifana e uma sandes de ovo...

A partir de agora, seguíamos todos juntos ou pelo menos o track era o mesmo os andamentos é que poderiam ser diferentes. Arranjámos um grupo que queria ir andando e siga para as pedreiras.



No final da subida das pedreiras agrupámos e formou-se um grande grupo que só se partiria na descida do downhill de castelo de Sesimbra.

Antes disso, uma foto de grupo.



E siga para Sesimbra.



Aqui festejava-se a conquista do terceiro castelo. Agora era só ir ali ao Cabo Espichel...



A descer para Sesimbra foi ao estilo downhill mas com bikes de XC, que é muito mais engraçado...



Aqui o grupo partiu-se uns desceram até à lota de Sesimbra, eu incluído, e os restantes devem ter seguido o track. Com este engano, fizemos mais uns quilómetros.

A subida desde Sesimbra foi penosa. Estradão largo, com muito pó, sempre a subir por vezes a empinar, ui. O que valia eram as vistas à medida que subíamos. Muito giro.





Finalmente a coisa planou, seria sempre a rolar até ao Cabo Espichel.



Nada disso, o track mandou-nos descer por um trilho cheio de pedra ora roliça ora afiada...



Depois por single-track algo técnico e novamente a subir. Ufa, estávamos a ficar cansados...



Os trilhos a seguir já eram mais rolantes. Só que as meninas puseram-se na conversa e pedalar rápido ficou para outro dia. Quando fiquei para trás para lhes tirar uma foto iam a falar nos tipos de couve: lombarda, portuguesa... Eu sei que é feio andar a ouvir as conversas, mas elas iam a falar alto e eu estava parado a tirar fotos.



E a foto de grupo no Cabo Espichel.



Depois foi sempre rolante até perto do clube. Como o Filipe se tinha atrasado, esperámos por ele e por um companheiro que o foi "rebocar". Fizemos os quatro as últimas subidas porque a Beta já tinha ficado em casa e o restante pessoal empura/puxa os pedais com mais velocidade que nós.

Foi um dia inteiro de BTT num passeio que vai ganhando tradição, pela beleza e dureza dos trilhos.

Para o ano há mais...

Este relato foi uma cópia do colocado em http://www.projectobtt.com com a devida autorização do autor ;)

domingo, 14 de março de 2010

Conhecer a história das cidades em BTT - Setúbal

O Projecto BTT anda a dar a conhecer a história das cidades, em BTT. Este domingo fomos conhecer um pouco da história de Setúbal.

Que Setúbal é uma cidade ali para os lados do rio Sado, toda a gente sabe. Que tem muralhas é que, talvez, pouca gente saiba. Mas os nossos guias sabiam e nós também ficámos a saber.

O ponto de encontro foi junto ao Clube Naval Setubalense. Fundado em 1920. Uma altura em que existiam 130 fábricas de conserva em Setúbal. Sim, cento e trinta. Não é que eu me lembre mas contaram-me.

Também poucos saberão a localização da casa onde se diz ter nascido a senhora que deu nome àquela grande avenida de Setúbal, a célebre cantora lírica Luísa Todi. Nós sabemos. Fomos lá.

Éramos mais de uma centena a pedalar pelas grandes avenidas e ruelas de Setúbal. Alguns pelas escadas...

No final deste passeio pelos locais com história, ficámos ainda a conhecer a subidita (!) até ao Forte de São Filipe...



Para terminar, um divinal almoço com choco frito e moscatel de Setúbal para a despedida.