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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Há uma ano estávamos a caminho de Santiago de Compostela





















domingo, 17 de abril de 2011

Arrábida, o melhor que sei e posso.

Quem me conhece sabe que eu faço sempre o melhor que sei e posso! Quando não faço ronha, claro. No BTT tenho duas modalidades: passeio, grandes passeios que dou com a Tânia onde se pára por tudo e por nada, e voltinhas (ou voltitas) onde se pedala com convicção tentando tirar o máximo prazer da bicicleta e dos trilhos.

Hoje tivemos uma voltinha na Arrábida, quarenta e cinco quilómetros do melhor que há na Arrábida. Muitos trilhos, muitas subidas, algumas descidas (muitas também) e até uma ligação em alcatrão para podermos conhecer outros trilhos dentro do horário que tínhamos disponível.

A nossa foto de grupo, xiiii tantos! Estão a ver quem são?



Não?!! E agora?



Éramos poucos mas bons, as paragens foram poucas e, assim, conseguimos fazer muitos quilómetros por trilhos exigentes como é o caso da Arrábida. Chamam-lhe a "serra mãe", eu não sei se é a mãe ou o pai, mas que aquilo não é fácil toda a gente sabe. E para quem não sabe eu digo, aqueles trilhos são manhosos. Claro que há por lá muitos estradões, ainda cheios de lama do Inverno, mas nós optámos pelas grandes subidas e ainda maiores descidas.

Começámos por subir um pouco por Palmela para apanhar a descida da "romana".



Está cada vez pior, ou melhor. Chegámos lá a baixo com as inevitáveis dores nos pulsos de tamanho abananço que é aquela descida. Feita "a frio" também não ajuda. Também ainda "a frio" subimos a "jibóia" em direcção ao topo da serra de São Luís.



As descidas continuavam complicadas, agora em direcção a Setúbal. Não para visitar a indústria conserveira, que essa já fechou há uma mão cheia de décadas, mas para pedalar.



Apanhámos um trilho meio lavrado, mas para a frente é que é o caminho porque eu gosto de carreiros, e à frente eu lembrava-me que havia um!



Nos ingredientes de hoje havia uma segunda estrada romana, desta vez a subir. O dia era para passar pelo melhor da Arrábida. O melhor não quer dizer que sejam os trilhos mais fáceis, de todo!



A meio da descida para o Sado, fomos ver Tróia por um canudo... Canudo não, foi mesmo a olho nú. Oportunidade para o primeiro abastecimento do dia. A vista poderia parecer de um restaurante caro, o menu é que era fraco: bananas. Também não foi boa ideia termos feito um abastecimento a meio da descida. Nas descidas quanto mais peso melhor... Ah, lembrei-me agora, tiramos a comida da mochila para a barriga. Portanto o peso manteve-se, excepto a casca. Andamos a carregar um casca de banana pesadíssima para depois a dar aos cabritos! Quando há cabritos, às vezes são ovelhas ranhosas. E outras nem isso, fica por ali a casca a torrar ao Sol.. Olhem se os fabricantes de barritas inventam um invólucro de casca de banana! Não queiram meus senhores, não queiram. Ninguém as ia comprar... As nossas mochilas já vão cheias com câmaras de ar e ferramenta. Não temos mais espaço.



Depois de uma breve passagem na Comenda para abastecer de água, subimos logo quinhentos metros de acumulado (ou parecido) em direcção ao heliporto. E as subidas, tipo duracel (e duram e duram, e duram!) continuavam...



E agora o momento fofo (para não lhe chamar outra coisa) do dia.





O segundo abastecimento foi numa zona fresquinha, ninguém quis molhar o pezinho por isso passámos pelo pontão. Não confundir com o Pontal que isso mais para sul e vamos voltar a ouvir falar dessa localidade lá para meados de Agosto, isto se o FMI não fizer "estragos"...



Depois do momento fofo e do momento fresquinho tivemos uma aceleração em alcatrão até ao parque de campismo e nova subida até ao trilho do "Chico das Saias". Depois de servir de cicerone na cabana onde ele vivia, procurei um bom spot. Saíu-me este na carteirinha...





Por esta altura já estávamos a pedalar em direcção ao carro, não quer dizer que tivéssemos escolhido o trilho mais fácil. Depois do carreiro da vedação, junto do restaurante que serve umas óptimas sandes de choco frito (só não digo o nome porque não chegámos a acordo com o número de sandes a oferecer em troca de publicidade), subimos pelo estradão que vai dar à estrada do clube BTT Vale de Barrios. Podíamos ter seguido por essa estrada e num instante estávamos em Palmela. Mas como somos fortes e gostamos de um bom trilho, subimos o fio-dental. Sim, subimos o fio-dental, virámos as costas ao cai-de-costas e seguimos em direcção aos moinhos na serra do Louro. Eheheh, ou seja, fizemos o contrário do que os maioria dos mortais fazem...







No trilho dos moinhos escolhemos sempre os carreiros no topo da serra, estávamos com tempo e é sempre mais engraçado. Também é bom para as lojas de bicicletas porque a probabilidade de bater com os discos ou desviador nas pedras é grande. Não tão certa como o Natal ser a 25 de Dezembro mas é grande... Não, hoje não foi o dia!

Apesar dos trilhos manhosos (já tinha dito) por onde andámos não tivemos nenhum azar. Nem quedas nem problemas mecânicos, um mimo de volta. Até houve fotos com florzinhas...

O momento se-eu-avisasse-não-ficava-uma-boa-foto:



Uma private joke para o Nuno, conjuntamente com o Rui foram os meus companheiros desta manhã.

Coisa rara nas nossas voltas, tínhamos apontado chegar às 12:45 mas chegámos 15 minutos antes. Excelente manhã de BTT e um obrigado especial ao Rui pela boleia no seu "bus".

O resto da tarde, depois do peixinho grelhado, foi passado com as pernas esticadas a dar mimos... Ao gato.

Sabem onde é que há mais fotos? Mesmo mesmo boas, sabem? No meu picasa. Mas coloco mais tarde, tá? Agora já têm aqui muito para ler...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Arruda-Montejunto-Arruda 2011

O Arruda-Montejunto já dispensa apresentações, uma evento com alguma dificuldade (principalmente devido à altimetria), guiado por GPS e completamente gratuito. A organização disponibiliza o track para o GPS e à hora marcada, apesar de ser no Inverno, o estacionamento junto da praça de touros enche de carros com bicicletas em cima ou desmontadas na bagageira.

À hora marcada partimos todos juntos em direcção à serra da Montejunto, o grupo vai-se dispersando à medida que as dificuldades (subidas) vão aparecendo. Há também muita gente que, mesmo não tendo GPS, se consegue juntar a grupos que tenham e aí está a camaradagem no BTT.

Este ano apanhámos alguma lama, principalmente no início da subida para Montejunto. Por vezes pedalava-se mas a bike não saía do sítio ou andava mesmo para trás!

O final da subida foi feita por estrada o que ajudou imenso, a subida do ano passado era impraticável.

À nossa espera no topo da serra estava o Sol. E a Tânia. E uma garrafa de Licor Beirão! A Tânia foi-nos levar um miminho lá ao topo da serra. Obrigado.

A organização ainda disponibilizou um abastecimento, completamente grátis, em Montejunto.

A descida também foi um miminho. Claro que não a fiz toda montado na bike, era demasiado técnica. E perigosa, não podia arriscar. Ainda estava longe de casa.

Participei nesta aventura com uma mão cheia da Maníacos do Pedal.



Depois da descida, e de uma paragem para abastecimento, arrancámos a todos o gás e acho que só parámos na Arruda. Eu aproveitei o "balanço" e vim a pedalar para casa! Foram quase 80 quilómetros. Se isto fosse o Facebook já colocava aqui um 'like'...

domingo, 21 de novembro de 2010

Infiltrado



Este domingo peguei num jersey que estava esquecido - ou à espera da oportunidade - no fundo da gaveta, vesti-o sobre uma roupa mais quente e fui até Sintra infiltrar-me num encontro informal do clube KTM (bicicletas).

Ouvi o gato resmungar por me levantar tão cedo. Arrumei as coisas nas calmas, tomei o pequeno e fui até à Lagoa Azul. O passeio começaria às 8:30 mas só começou às 9:30! Uma hora depois, portanto. Cumprir horários é chato como o caraças, apanha-se frio (por vezes chuva, como este domingo) a fazer tempo enquanto outros estão no bem bom da caminha ou do ar condicionado do carro. São opções...

O passeio desta vez teve uma visita aos travesseiros. A Tânia não pôde ir aos travesseiros mas não foi por isso que ficou sem eles. Fazer BTT com uma caixa de travesseiros no Camelbak é muito mais doce, especialmente se me espalhar para cima deles. Não foi o caso... Chegaram comestíveis para o lanche.

A volta de BTT foi ao estilo veste-o-impermeável-agora-despe-depois-veste-agora-já-não-é-preciso-olha-veste-lá-outra-vez-é-melhor-deixar-vestido. Ora chovia, ora até fazia sol. Essa chuva não nos deixou ir aos trilhos mais fofos, mas aproveitámos para conhecer outros não reconhecidos a semana passada. Estes Maníacos do Pedal, conhecem a serra de trás-para-a-frente e da frente-para-trás ou melhor: de-cima-para-baixo e de baixo-para-cima. Se bem que às vezes parece que é só de baixo-para-cima: subir, subir, subir... Subir!

O spot do dia era o trilho do Abano. Cumpriu, até há vídeos disso no final desta página.

Acho que me infiltrei bem, estava prevista uma manhã, mas acabou por ser quase um dia inteiro!