Mostrar mensagens com a etiqueta Corrida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Corrida. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Corrida TSF 2015

A corrida TSF começa às 9 horas. Ora aí está um bom motivo para aderir à corrida da rádio das notícias. O preço baixo, relativamente a outras provas, também ajuda: apenas 8 euros. Inclui t-shirt técnica, contagem de tempos, diploma, água e fruta. Uma maravilha. Melhor só se tivesse 25% de desconto em cartão SportZone. E tinha!

Mas o início correu mal. Primeiro, quando planeava a minha deslocação até Belém percebi que os comboios da CP que vêm da zone norte de Lisboa não viajam mais para o centro de Lisboa, aos fins de semana. Ficam no Oriente ou Santa Apolónia, sempre a inovar esta empresa. Por isso há cada vez mais carros para entrar em Lisboa... Estes transportes públicos definitivamente não funcionam porque alguém não quer, qualquer mudança de horários é sempre para pior... Recordo-me de a CP tentar fazer o mesmo na linha de Cascais, mas aí os autarcas fizeram ouvir a sua voz. Na linha de Azambuja/Alverca... Silêncio!

Então tinha como alternativa apanhar comboio para Santa Apolónia, metro para Baixa-chiado, outro metro para Cais do Sodré e um comboio para Belém. Não era viável, acho que passava a manhã à espera de ligações... Fui de carro: 20 minutos, em vez de duas horas.

Mas os problemas não foram só estes, quando fui levantar o dorsal deram-me uma fita azul para o pulso. Perguntei para que era, disseram-me que me tinha sido atribuído o bloco de partida de mais de 60 minutos! Mais de uma hora para fazer 10km, nunca na minha vida demorei tanto tempo. Anda um pai de família a correr às 6 da manhã, para ser classificado como mais de 60 minutos... Disseram-me que nada podia fazer, que me foi atribuído com base no tempo que dei de uma prova no último ano. Ora esse tempo foi na meia-maratona de Lisboa que fiz a um ritmo de 5min/km. Não sei como fizeram as contas, mas fizeram mal. Enviei email à organização mas, obviamente não havia nada a fazer. A resposta chegou na segunda-feira, depois da prova. Agradeço a resposta, demonstra que se preocupam com os atletas. Disseram que houve um problema, tinham um tempo que não era o meu... Enfim, tudo contra.

Quanto à prova, maravilha. Muito bem organizada, boa animação, águas bem distribuídas. Ah, e aquela questão dos blocos de partida foi minimizada, 10 minutos antes da partida tiraram as fitas e deu para avançar para o "meu" lugar. A ideia de começar a prova às 9h foi excelente, mesmo assim o calor afetou um pouco a minha prestação.

Fiz os 10 quilómetros em 46m15s (tempo chip), gostava de conseguir treinar o suficiente para no final do ano terminar a mítica São Silvestre de Lisboa em 45 minutos.


Para finalizar, apesar do que referi, gostei da prova. Para o ano gostava de participar outra vez. É uma ótima prova para bater recordes pessoais pois não tem elevação. É uma prova de estrada, entre a Praça do Império e a zona de Alcântara.

terça-feira, 24 de março de 2015

25.ª Meia Maratona de Lisboa

A meia maratona de Lisboa é um dos desafios anuais de ir aferir a forma física. Este ano era para ser a sério, fiz a inscrição muito cedo para ter tempo de treinar e motivação para a prova. Por várias razões isso não foi possível, por isso fui com a ideia: ser o mais linear possível à volta dos cinco minutos por quilómetro.

O início da prova foi complicado. Muito complicado. Não consigo perceber como partindo eu quase na frente, estava junto da fita dos seguranças, apanhei imensa gente a andar à minha frente. Até apanhei um grupo que parou uns metros a seguir à partida, juntaram-se, abriram os braços e um foi para frente tirar a foto. Porquê? Como é possível? É nestas alturas que não me importava de ser gordo, ia tudo à frente...

Eu acordei às seis da manhã, para conseguir partir na frente da corrida. Treino à noite com frio e chuva e a pisar có-có de cão para conseguir fazer um bom tempo. E depois há pessoas que acham que podem estragar os objectivos de todos os outros. Se não é para correr porque foram para a frente da corrida?

Com isto tudo o primeiro quilómetro foi a 5m26s, pode parecer super confortável mas não. Foi um constante pára-arranca e ziguezague. Uma canseira, completamente evitável, desde que houvesse o mínimo de respeito pelos outros. Isto era uma corrida! Talvez não tenha notado tanto isto em edições anteriores porque partia sempre a 4m30s, mas hoje não podia ser.

Ultrapassada esta gente, ajustei o ritmo para 5 minutos por quilómetro e as coisas correram bem. Por volta do quilómetro 18, na inversão para a meta que nunca mais chegava, tive uma quebra, baixando para os 5m20s, mas que consegui inverter e cheguei à meta outra vez nos 5.

Demorei 1h46m24s a correr a 25.ª Meia Maratona de Lisboa.

Pela primeira vez cheguei ao fim de uma meia-maratona mantendo o ritmo e com energia para mais um bocadinho.

Na meta mais uma situação menos boa, assim que passei a meta deram-me logo a medalha (bem gira, tenho de tirar uma foto de medalha ao peito e colocar aqui) mas para conseguir uma garrafa de água ainda estive uns cinco minutos numa fila. Prioridades...

No final tinha a minha claque à espera, o que significa que fiquei logo sem a medalha e o gelado...

(Foto de MarathonFoto)

domingo, 8 de março de 2015

Corrida das Lezírias 2015, não é preciso dizer mais nada

Este domingo fui pela primeira vez participar na Corrida das Lezírias em Vila Franca de Xira.

À chegada, o S. perguntou-me:

Pai, porque demoraste tanto?

E foi isto, obrigado e bons treinos.

(Foto de Atletismo Magazine)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Grande Prémio "Fim da Europa"

Diz-se "Dificilmente haverá prova mais bonita", confirmo. Com o tempo farrusco e depois de uns dias de tempestade que abalou a paisagem da serra de Sintra, a beleza natural estava lá. Um cenário fantástico para uma corrida de montanha, cujas inscrições esgotaram muito cedo, com partida do centro histórico de Sintra (Fonte Mourisca) e chegada no ponto mais ocidental do continente europeu, o Cabo da Roca.

Foram cerca de 17 quilómetros, primeiro pelas verdejantes paisagens do interior da serra de Sintra e depois com o oceano atlântico, e os vários percursos pedestres, no horizonte.

A ida para Sintra foi debaixo de chuva, levando-me a pensar se iria correr de impermeável. O meu impermeável é mais corta-vento que outra coisa, decidi correr de jersey. Quando cheguei a Sintra, depois do café (doping bom!), a chuva parou. Ótimo, enquanto eu iria correr o pessoal cá de casa foi passear de "tuu-tuu" pela vila de Sintra. O pequeno S. adorou...

Os primeiros quilómetros marcam esta corrida, fica o conselho a quem me quiser acompanhar para o ano. Fiz os primeiros 1000 metros a um ritmo confortável de 5min/km, assustei-me com a mensagem do Endomondo. Abrandei para 6min/km no segundo e arrastei-me no terceiro quilómetro. O terceiro quilómetro é tudo o que não se deseja numa corrida. Tudo não, só uma coisa: a inclinação. A paisagem é fantástica, verde, refrescante, parece retirada de um episódio do National Geographic.

Neste terceiro quilómetro percebi que o objetivo que tinha para a corrida não era possível. O Endomondo piorava as coisas atribuindo-me 7min30s. Mais tarde confirmei que não foi bem assim, o GPS não registou corretamente o percurso devido às apertadas curvas da estrada.

A prova é bastante acessível, se retirar-mos os três quilómetros iniciais e uma subida por volta dos 10 quilómetros. A certeza que os quilómetros finais são a descer dá-nos o conforto para enfrentar as subidas que vão surgindo.

Nos quilómetros de descida não consegui o ritmo desejado, talvez por, psicologicamente, saber que não iria conseguir o tempo objetivo. O ritmo de descida andou a cerca de 4m30s/km.

Terminei a prova com 1h29m26s (tempo oficial), cerca de dez minutos acima do objetivo... Em termos classificativos, fiquei no lugar 380 em 898 participantes. Acima do meio da tabela como eu gosto...

Depois de uma bebida de recuperação, da Gold Nutrition (oferecida pela organização), e de uma banana, só sobrou tempo de fazer os alongamentos e entrar no autocarro que me levaria até à Azóia para reunir a claque de apoio...

Pelo entusiasmo dos atletas nesta prova, penso que a organização (Câmara Municipal de Sintra) irá fazer um esforço para pôr a crise de lado e continuar a proporcionar-nos uma excelente manhã pelas estradas da serra de Sintra e do Cabo da Roca.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Corrida de Montanha, fui tomar um café a Arruda

No dia em que os meteorologistas prometiam descida acentuada de temperatura, acompanhada de chuva e vento moderado, decidi fazer uma corrida de montanha até Arruda dos Vinhos para tomar um café e um pastel de Natal. Consegui, bastou acreditar. Não choveu, levei roupa a mais e o café afinal foi uma meia-de-leite.

A organização desta corrida esteve muito bem, percurso muito bom (apesar das subidas, mas estava lá para isso) com um misto de estrada e trilhos e abastecimentos nos locais certos. Bastava esticar um braço e tinha água, esticava o outro e tinha uma barrita ou um gel. A água levei-a à cintura e as barras num bolsos das calças... Organizo-me mesmo bem.

A corrida foi solitária, duas horas em que se pensa em muita coisa menos na corrida em si (exceto nas subidas). A liberdade de correr na montanha e escolher o nosso caminho é uma maravilha neste desporto. Como as pernas aguentaram o "esticão", qualquer dia volto a repetir o destino mas com muito mais trilhos pois eu sei onde estão... A distância aumentará um pouco e a dificuldade também o que melhora o desafio.


sábado, 29 de dezembro de 2012

São Silvestre de Lisboa

Este ano fui experimentar uma corrida São Silvestre, a de Lisboa.
O horário da prova é próximo do meu horário de treino o que poderia ser uma vantagem. Só o frio e a subida do Rossio ao Saldanha me poderiam atrasar...

Cheguei uma hora antes da prova, procurei por caras conhecidas mas não encontrei. Mais fácil foi a minha claque de apoio encontrar o seu atleta e dar os últimos incentivos antes da partida.

Excelente organização, com zonas de partida consoante o ritmo (só não percebi como é que encontrei tanta gente mais lenta que eu no bloco dos sub 40) e um fantástico apoio popular na zona da baixa e avenida da Liberdade.

A partida atrasou um pouco, nada de especial, e arranquei a toda a velocidade tentando não cair. Não foi fácil: por um lado era empurrado por outro tinha de me desviar dos corredores mais lentos. Muitos corredores lentos à frente e os de trás a empurrar, na praça do Rossio abriu-se uma clareira e aí vou eu a 4m12s ao quilómetro. Uau!

Mas o meu ritmo não é esse, fui tentando acalmar. Até porque iria encontrar uma valente subida do Rossio ao Saldanha. Foi precisamente no Rossio que o bandeirinha do 45m me passou para nunca mais o conseguir alcançar, voltei a vê-lo a descer em frente à PT na Fontes Pereira de Melo. Não tinha o objetivo sub 45 mas por momentos pensei ser possível, em 2013 é que é!

A subida custou, custa a todos, mas vinguei-me e compensei, na descida. O último quilómetro foi a 4m05s.

Cheguei à meta com 46m59s, o tempo chip (real) deve ter uns segundos a menos, cerca de dezassete minutos e meio depois do Rui Silva (o vencedor da prova, haja alguém que continue a dar vitórias ao Sporting).

Fui para casa com uma medalha e uma taça do Endomondo para a minha mais rápida corrida de 10kms.




sexta-feira, 2 de novembro de 2012

20 kms de Almeirim

Hoje foi dia de ir até Almeirim e não foi para comer sopa da pedra! Foi para participar na conhecida corrida de estrada organizada pela Associação 20kms de Almeirim.

Uma prova exemplarmente organizada e rica gastronomicamente.

Se calhar não vale a pena falar da corrida, é um pé à frente do outro e repetir o mais rápido possível, falemos então da gastronomia. Ou seja, falemos de pedras na sopa, felizmente não me calhou nenhuma... Deliciosa, maravilhosamente calórica, acompanhada das típicas caralhotas (na minha opinião é pão normalíssimo).

Desportivamente o dia foi positivo, a menina levou o S. a percorrer uma percurso pedestre e eu fui correr 20 quilómetros pelas estradas da região, acompanhado por cerca de 1000 atletas.

Fiz uma corrida certinha, a ritmo constante, tendo conseguido terminar os 20kms em 1h39m49s, correspondente a uma passada inferior a 5 minutos por km. À primeira vista parece ter sido um grande resultado, pessoalmente foi. Mas relativamente aos restantes participantes foi uma bela treta... Falhei um dos objetivos que tenho sempre que é ficar classificado do meio da tabela para cima, o que não foi o caso!

Resumo:

Tempo oficial: 1h39m49s
Classificação geral: 542/870
Classificação escalão: 205/284

Curiosidade: correram melhor que eu: 6 homens com mais de 65 (sim, sessenta e cinco) anos!

Com um treinador a crescer, só tenho de melhor as minhas prestações...


domingo, 9 de outubro de 2011

3.ª Corrida do Aeroporto

Hoje foi o dia de ir correr para o Aeroporto, não literalmente para o Aeroporto - ainda podia ser atropelado por um avião - mas lá aos lados do Lumiar, Alta de Lisboa e Parque das Conchas.

A menina cá de casa levou o nosso menino e também participaram. Fizeram a prova a andar e chegaram primeiro que eu que me fartei de correr! Como é que foi possível?

Corri durante 45m36s e parei ao fim de 9km um bocadito, grande, cansado. Fiquei no lugar 446 entre 1350, acima do meio como eu gosto ;)

Fotos, há muitas, aqui.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

1.ª Corrida da Água

Em breve uma história sobre uma corrida em Monsanto, a constatação que Campolide é a subir e uma magnífica claque de apoio.

Onde está escrito "Em breve uma história" deve ler-se "uma história breve". Então foi assim, levei a família - ui, soa bem, vou escrever outra vez - levei a família para o campo, mais concretamente para Monsanto, ficaram lá sossegaditos a ver os outros a puxar pelo corpo...

Fui participar na 1.ª Corrida da Água, com partida e chegada em Monsanto e com passagem pelo Aqueduto das Águas Livres. Só não sei o que é que a subidorra de Campolide tem a ver com água... Ah, já sei. Todos lá deixámos uma boa parte!

Fora de brincadeiras, foi uma corrida bem organizada e com um percurso acessível, tirando aquela parte de Campolide, mas não podia ser sempre a descer.

Para a história fica o meu tempo de 49m36s para 10km, tendo-me classificado no lugar 256 entre 888 participantes. Acima do meio da tabela, como eu gosto.

O que eu gosto mesmo é de chegar à meta e ter o apoio do pessoal cá de casa. E hoje gostei.

domingo, 27 de março de 2011

8.ª Corrida de Solidariedade ISCPSI / APAV e marcha das Famílias



Hoje acordámos lá em casa com a sensação que faltava qualquer coisa... Faltava mesmo, faltava uma hora de sono porque o relógio deu um pulo da uma para duas da manhã. Um pulo tão rápido que no momento era uma da manhã mas, afinal, já eram duas. Fomos roubados, portanto!

Com esta sensação de perda, saímos da cama, tomámos o pequeno almoço e fomos até Belém para fazer o primeiro aquecimento. Deixámos o carro em Belém e caminhamos até Alcântara. A partida era no Instituto Superior de ciências Policiais e Segurança Interna.

Apesar da hora perdida durante a noite, ainda chegámos cedo. Aproveitei para fazer o aquecimento para corrida.



A partida foi dada às 10h30m, correr até ao Cais do Sodré e dar a volta até à Praça do Império, em Belém. Sempre plano, uma canseira. Nunca tinha feito uma corrida deste tipo e não fiquei fã, não me importo de subir desde que haja uma descida a seguir.

Durante as corridas não costumo verificar os meu tempo parcial, controlo apenas a frequência cardíaca. Também não ligo ao facto de ser ultrapassado. Normalmente, passou por muita gente ao início, passa muita gente por mim no meio da corrida e passo mais uns tantos no final. Avistar a meta dá-me energia, talvez a pensar nas laranjinhas fresquinhas que vou comer ou será de pensar que vou ouvir "Então só agora?" ou, daqui a algum tempo, "... ganhaste?". A primeira pergunta será apenas uma provocação, já a segunda será certamente genuína, mas eu depois explico-lhe que ganhei, à minha maneira.

Quando passei em frente aos Pasteis de Belém, apesar de correr na marginal, acho que me cheirou aos deliciosos pasteis de nata quentinhos com canela. Optei por continuar a correr...



À chegada tinha a minha fotógrafa particular à espera, já a recuperar da caminhada.



O resultado foi bom, o melhor até agora, 48m15s para completar os 10 quilómetros. Fazendo as contas, dá um ritmo de 4m49s/km. Fiquei no lugar 286 entre 823 participantes, acima do meio da tabela como eu gosto.

Como estava por lá o Vasco Palmeirim, ficámos um pouco a aguardar que o rapaz pegasse na sua guitarra e cantasse algum dos êxitos da Radio Comercial. Não, a única coisa que disse foram nomes, nomes dos vencedores da corrida. Ah, e também andava por lá uma famosa blogger na nossa praça...

Nestes eventos todos se divertem, cada um à sua maneira...

domingo, 14 de novembro de 2010

Corrida pela Diabetes

Para assinalar o Dia Mundial da Diabetes, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) organizou uma corrida pela principais avenidas do centro de Lisboa com a presença dos campeões olímpicos Rosa Mota e Carlos Lopes.

Eu participei na corrida e a Tânia na marcha.

A corrida teve cerca de 11 quilómetros com partida do jardim do Príncipe Real, passagem pelo Rato em direcção ao Marquês de Pombal. Subimos até ao Saldanha e pela grande avenida da República até ao Campo Grande. Regresso à Praça Marquês de Pombal e descer a avenida da Liberdade até à meta instalada nos Restauradores.

Gostei muito desta corrida, correr por estas avenidas nobres livres de carros foi o atractivo principal.

A corrida correu-me bem do início ao fim, talvez devido ao aquecimento do dia anterior. Não houve confusão na partida, por isso comecei logo a correr sem necessidade de grandes esforços para ultrapassar os caminhantes.

A chegada ao Marquês de Pombal foi rápida, depois na subida até ao Saldanha fui controlando o esforço, segui ao meu ritmo evitando reagir ao ritmo dos companheiros que passavam por mim.

Nos túneis da avenida da República tentei aprender a correr nas descidas, acho que já estou melhor. Pelo menos já não sou ultrapassado por muita gente...

Fui correndo e apreciando a arquitectura dos prédios para esquecer o passar dos quilómetros. Depois de dar a volta no Campo Grande e chegar ao Saldanha, já sabia que era sempre a descer até à meta.

Aqui apertei o ritmo e a coisa correu bem até ao fim.

Na chegada tinha uma claque dos Maníacos do Pedal e a Tânia. Apareçam mais vezes...

O saco de ofertas tinha um pão de Seia (museu do pão) que calhou mesmo bem para o nosso almoço de sopa de coentros à alentejana.

Houve algumas falhas organizativas: não havia casa de banho junto da partida (a do jardim estava fechada) e faltou uma garrafa de água a meio do percurso. De qualquer forma, não foi dito que existiam estas "comodidades". Por isso toda a gente sabia ao que ia.

Quanto à minha prestação, demorei 52 minutos a percorrer os cerca de 11 quilómetros. Fiquei muito satisfeito com este tempo, agora vamos lá ver se sempre arrumo as sapatilhas até regressar o bom tempo...

domingo, 24 de outubro de 2010

Corrida do Tejo 2010

Num destes dias de Outono, passeava-me com a Tânia numa famosa rua de Lisboa, quando ao desviar-me de uma folha toda apressada em se alojar na calçada vi uma coisa que me despertou a atenção. Por entre os números gordos do jackpot do Euromilhões, escritos a marcador cor-de-rosa, vi outra coisa mais real. "Corre os teus melhores 10 quilómetros", dizia a capa da SportLife. Foi um amor à primeira vista e levei-a para casa.

Sentado no sofá, com o gato ao colo, comecei a desfolhar a revista à procura desse método para correr os 10 quilómetros. Deparei-me com uma tabela que me obrigava a correr 4 vezes por semana. Não vais longe, pensei. Então e tempo para as caminhadas, para o BTT e para escovar o pêlo do gato? Mas essa não era a única dificuldade, por exemplo na quinta-feira da semana 6 tinha de correr o seguinte: 10' 60-65% + 4x1:30 90-95% c/3' int. 70% + 5' 60-65%. Após decifrar este código concluí que não fazia outra coisa do que olhar para um cronómetro/cardio-frequencímetro! Desisti, deste método.

Mas nem todos os 3.2 Euros foram perdidos. Memorizei a parte do pequeno almoço e no dia da Corrida do Tejo segui os conselhos. Tomar o pequeno almoço 3 horas antes do início da corrida. Beber uma chávena grande de chá preto, comer uma banana madura e 2-3 fatias de pão branco com mel. Evitar os produtos lácteos (o meu erro na Corrida do Aeroporto).

Com a barriga cheia, dirigi-me para o meio da multidão verde fluorescente que ocupava a marginal em Algés. Tentei ocupar um lugar o mais possível à frente mas já centenas de pessoas se tinham antecipado.

Enquanto aguardava pela partida pensei no meu objectivo para a corrida. Sentia-me bem, tomei um bom pequeno-almoço e decidi colocar um objectivo ambicioso. Na Corrida do Aeroporto tinha corrido 9km em 46 minutos e 10 segundos, com uma passada de 05:07 min/km. Com estes números, decidi tentar fazer estes 10 quilómetros em menos de 50 minutos.

Dada a partida, a confusão previsível. Muita gente a passo, de mão dada, era muito difícil correr. Não estava muito preocupado, a Nike tinha-nos dado um chip que contaria o tempo apenas desde o momento em que passaríamos no pórtico de partida. A pouco e pouco lá se conseguia dar uma passadas e depois, com algum ziguezaguear, segui rumo ao objectivo.

Tentei seguir num ritmo ligeiramente superior ao da corrida anterior, penso que o tenha conseguido. Mais uma vez, nas descidas passava imensa gente por mim. Não sei mesmo correr nas descidas!

Nos últimos dois quilómetros quebrei um pouco, principalmente quando passei ao lado da meta e ainda tinha de ir dar a volta a Carcavelos. Cheguei à meta muito cansado e em ritmo cada vez mais lento. Nem reparei no tempo total, também não interessava, era preciso descontar o tempo que gastei até começar a correr.

Não consigo parar logo na meta, tenho de correr sempre mais um pouco para baixar o ritmo cardíaco. Mas toda a gente parou à frente da meta, quase não me conseguia mexer. Acho que me ia dando uma coisinha má...

Mais à frente, aproveitei para fazer uns alongamentos. Já recomposto, entreguei o chip, aproveitei o abastecimento e vi-me embora num superlotado comboio.

Depois veio a desilusão. O tempo chip foi 00:00:00. Zero! Ou seja, não contou! Fiquei sem saber se atingi o meu objectivo. Tanta festa, com o Manzarra, com bandas ao longo da marginal e muita animação. Muito show, mas a única coisa que me interessava, falhou! Isto aconteceu a centenas de pessoas, estão todas com zero no tempo do chip.

De realçar a péssima qualidade da camisola/dorsal. Eu fiquei com lesões nos mamilos. Nem foi muito mau, vi por lá muita gente com sangue! Parece que a camisola do ano passado era melhor...

Estou chateado! Pensei em desistir das corridas, mas antes de arrumar as sapatilhas, ainda vou tentar uma São Silvestre...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

As minhas primeiras três corridas

Depois de alguns posts a falar de caminhadas estava na altura de aumentar o ritmo. E o aumento foi para... 10 km/h. No próximo fim-de-semana vamos tirar o pó às bikes e aumentar ainda mais a velocidade, ou não...

Acabei de completar o terceiro treino de corrida, ambos com cerca de meia hora. Já consigo correr meia hora sem parar, com uma passada inferior a 6 minutos por quilómetro.



Tanto me falaram da Corrida do Tejo, que é giro, que nunca ficarei em último, que tem pessoal a correr com o tempo guia previsto escarrapachado nas costas, que oferecem uma t-shirt toda XPTO da Nike com tecido respirável e que por mais que corra nunca fica molhada. E que me vão dar apoio e tirar fotografias.

Estive a pensar, estivemos a pensar, e só tenho autorização para me inscrever se conseguir correr os 10 quilómetros em menos de uma hora. Avizinham-se tempos difíceis com muitas dores nas pernas. Mas vou treinar para isso, eu disse treinar...