segunda-feira, 6 de julho de 2015

Corrida TSF 2015

A corrida TSF começa às 9 horas. Ora aí está um bom motivo para aderir à corrida da rádio das notícias. O preço baixo, relativamente a outras provas, também ajuda: apenas 8 euros. Inclui t-shirt técnica, contagem de tempos, diploma, água e fruta. Uma maravilha. Melhor só se tivesse 25% de desconto em cartão SportZone. E tinha!

Mas o início correu mal. Primeiro, quando planeava a minha deslocação até Belém percebi que os comboios da CP que vêm da zone norte de Lisboa não viajam mais para o centro de Lisboa, aos fins de semana. Ficam no Oriente ou Santa Apolónia, sempre a inovar esta empresa. Por isso há cada vez mais carros para entrar em Lisboa... Estes transportes públicos definitivamente não funcionam porque alguém não quer, qualquer mudança de horários é sempre para pior... Recordo-me de a CP tentar fazer o mesmo na linha de Cascais, mas aí os autarcas fizeram ouvir a sua voz. Na linha de Azambuja/Alverca... Silêncio!

Então tinha como alternativa apanhar comboio para Santa Apolónia, metro para Baixa-chiado, outro metro para Cais do Sodré e um comboio para Belém. Não era viável, acho que passava a manhã à espera de ligações... Fui de carro: 20 minutos, em vez de duas horas.

Mas os problemas não foram só estes, quando fui levantar o dorsal deram-me uma fita azul para o pulso. Perguntei para que era, disseram-me que me tinha sido atribuído o bloco de partida de mais de 60 minutos! Mais de uma hora para fazer 10km, nunca na minha vida demorei tanto tempo. Anda um pai de família a correr às 6 da manhã, para ser classificado como mais de 60 minutos... Disseram-me que nada podia fazer, que me foi atribuído com base no tempo que dei de uma prova no último ano. Ora esse tempo foi na meia-maratona de Lisboa que fiz a um ritmo de 5min/km. Não sei como fizeram as contas, mas fizeram mal. Enviei email à organização mas, obviamente não havia nada a fazer. A resposta chegou na segunda-feira, depois da prova. Agradeço a resposta, demonstra que se preocupam com os atletas. Disseram que houve um problema, tinham um tempo que não era o meu... Enfim, tudo contra.

Quanto à prova, maravilha. Muito bem organizada, boa animação, águas bem distribuídas. Ah, e aquela questão dos blocos de partida foi minimizada, 10 minutos antes da partida tiraram as fitas e deu para avançar para o "meu" lugar. A ideia de começar a prova às 9h foi excelente, mesmo assim o calor afetou um pouco a minha prestação.

Fiz os 10 quilómetros em 46m15s (tempo chip), gostava de conseguir treinar o suficiente para no final do ano terminar a mítica São Silvestre de Lisboa em 45 minutos.


Para finalizar, apesar do que referi, gostei da prova. Para o ano gostava de participar outra vez. É uma ótima prova para bater recordes pessoais pois não tem elevação. É uma prova de estrada, entre a Praça do Império e a zona de Alcântara.

terça-feira, 24 de março de 2015

25.ª Meia Maratona de Lisboa

A meia maratona de Lisboa é um dos desafios anuais de ir aferir a forma física. Este ano era para ser a sério, fiz a inscrição muito cedo para ter tempo de treinar e motivação para a prova. Por várias razões isso não foi possível, por isso fui com a ideia: ser o mais linear possível à volta dos cinco minutos por quilómetro.

O início da prova foi complicado. Muito complicado. Não consigo perceber como partindo eu quase na frente, estava junto da fita dos seguranças, apanhei imensa gente a andar à minha frente. Até apanhei um grupo que parou uns metros a seguir à partida, juntaram-se, abriram os braços e um foi para frente tirar a foto. Porquê? Como é possível? É nestas alturas que não me importava de ser gordo, ia tudo à frente...

Eu acordei às seis da manhã, para conseguir partir na frente da corrida. Treino à noite com frio e chuva e a pisar có-có de cão para conseguir fazer um bom tempo. E depois há pessoas que acham que podem estragar os objectivos de todos os outros. Se não é para correr porque foram para a frente da corrida?

Com isto tudo o primeiro quilómetro foi a 5m26s, pode parecer super confortável mas não. Foi um constante pára-arranca e ziguezague. Uma canseira, completamente evitável, desde que houvesse o mínimo de respeito pelos outros. Isto era uma corrida! Talvez não tenha notado tanto isto em edições anteriores porque partia sempre a 4m30s, mas hoje não podia ser.

Ultrapassada esta gente, ajustei o ritmo para 5 minutos por quilómetro e as coisas correram bem. Por volta do quilómetro 18, na inversão para a meta que nunca mais chegava, tive uma quebra, baixando para os 5m20s, mas que consegui inverter e cheguei à meta outra vez nos 5.

Demorei 1h46m24s a correr a 25.ª Meia Maratona de Lisboa.

Pela primeira vez cheguei ao fim de uma meia-maratona mantendo o ritmo e com energia para mais um bocadinho.

Na meta mais uma situação menos boa, assim que passei a meta deram-me logo a medalha (bem gira, tenho de tirar uma foto de medalha ao peito e colocar aqui) mas para conseguir uma garrafa de água ainda estive uns cinco minutos numa fila. Prioridades...

No final tinha a minha claque à espera, o que significa que fiquei logo sem a medalha e o gelado...

(Foto de MarathonFoto)

domingo, 8 de março de 2015

Corrida das Lezírias 2015, não é preciso dizer mais nada

Este domingo fui pela primeira vez participar na Corrida das Lezírias em Vila Franca de Xira.

À chegada, o S. perguntou-me:

Pai, porque demoraste tanto?

E foi isto, obrigado e bons treinos.

(Foto de Atletismo Magazine)

sábado, 27 de dezembro de 2014

São Silvestre Lisboa 2014

Ao terceiro quilómetro (3257 metros, vá) da corrida São Silvestre de Lisboa apercebi-me que os doces deste Natal me consumiram as forças! Oh, se consumiram. Nunca me tinha acontecido esgotar a energia após o primeiro terço de um corrida.

Até fui ultrapassado por uma mulher grávida! OK, era a Jéssica Augusto...

Até fui ultrapassado por um comboio! Ahah, pensei eu, já te apanho. Mas não apanhei, os comboios da linha de Cascais funcionam, não são como os da linha de Sintra que param 5 minutos antes da estação Roma-Areeiro e param 5 minutos antes da estação Oriente.

As coisas começavam a correr mal, antes de sair de casa disseram-me "Vamos depressa pai, se não eles ganham-te". A dúvida aqui era quem seriam eles, vou ter de não os deixar ganhar.

Decidi levar um telemóvel novo para esta corrida, neste tenho Internet para passar o tempo de espera pelo tiro de partida. Mas o raio do telemóvel só registou 14 segundos de corrida. Quatorze segundos! Ainda por cima o telemóvel não foi prenda de Natal, quando disse novo é novo nas corridas porque já tem uns anos. Se fosse o um iPhone 6 ou Galaxy S5 até podia nem registar um único segundo, desde que fosse oferecido...

Sem feedback do Endomondo, habituadíssimo que estou a essa informação, só podia dar disparate. Fiz os primeiros 5 quilómetros em 22m55s. Pouco tempo para quem tem corrido apenas para manutenção.

Esgotado e a água, não levei nada para repor energia porque não tinha grande objetivo para esta corrida. O problema é que na prova é muito fácil entrar no espírito maria-vai-com-as-outras. Se os outros estão a correr tu tens de os acompanhar.

Antes da prova apostava no último quilómetro, era a descer, poderia fazer um tempo abaixo dos 4 minutos. Quando comecei a subir do Rossio, mudei a estratégia. Vou nas calmas e amanhã há mais 10 kms para "compensar"...

Lá fui eu, no ritmo possível, encorajado pela minha grande claque na zona do Marquês de Pombal. Como está crescida a minha claque...

Terminei os 10 quilómetros em 49m29s. Eles não me ganharam, eles são todos aqueles que ficaram entre o meu tempo e a uma hora. De entre todos os participantes que terminaram em uma hora, fiquei do meio para cima na classificação, como eu gosto. Não posso dizer que ganhei aos outros que demoraram mais de uma hora, e são a maioria dos participantes na corrida São Silvestre de Lisboa, porque o nível de treino não será certamente o mesmo.

Portanto, ainda na conversa do ganhar, ganharam-me 2258 e eu ganhei a 3092 (ou a 5258 que foi o total de pessoas que terminaram a prova, para parecer melhor).

Boas Festas e bom ano de 2015.

(Imagem retirada do site da prova)

segunda-feira, 17 de março de 2014

A moda das selfies, também temos aqui no blog!

A moda das selfies anda aí, e este blog foi apanhado por essa tendência.
Aqui estamos nós antes de iniciarmos, a quatro, o primeiro evento desportivo em que todos participámos. Na foto parecemos só três mas será ilusão de ótica, falta aqui uma menina.


Isto a partir de agora é que vai ser giro.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Corrida do Sporting 2013

Bla, bla, bla (isto para começar um post, promete...), que este ano é o do Sporting, que o Sporting olé, que só eu sei porque não fico em casa, e bla, bla, bla...

Eu fui ver.

Inscrevi-me na corrida do Sporting, equipei-me com uma cor neutra e fui ver a toca do leão.

Mas não vi, estava tudo fechado. Guardei um pouca de energia para o sprint final, em glória, dentro do estádio, mas a meta era nos arredores... Ainda por cima a subir!

A minha prestação, em modo de treino para outras paragens, teve duas partes distintas. A primeira em modo mostra-o-que-vales e a segunda em modo estás-todo-queimadinho-agora-aguenta. Gostei mais da primeira parte, apesar do resultado negativo da prova de aferição...

Brioooooooooooooooooosa...

Adenda: agora que fui ver as classificações, é capaz de ser - mesmo - o ano do Sporting. Acho que nunca fiquei tão bem classificado numa prova! Fiquei em 973.º em 4240 participantes (3150 com um tempo inferior a uma hora).

Disclaimer: não sou adepto de nenhum clube dos chamados grandes.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

20kms, entre o trabalho e o jantar.

Esta sexta-feira foi dia de fazer algo diferente. Ir a correr, depois do trabalho, para casa!
Depois de um breve aquecimento nos jardins do Campo Grande, fiz-me à estrada. Primeiro pelo bairro de Alvalade - com receio de levar alguma bolada (dizem-me que este ano há muitos golos por lá) - avenida do brasil e, primeira dificuldade do dia, subir da rotunda do relógio para a zona da feira do relógio.

Depois, tenho a dizer o seguinte: a avenida Marechal Gomes da Costa é enooooorme... Felizmente era a descer, o que não trouxe grande vantagem pois a ideia do treinador era ir num ritmo minimamente confortável.

A opção de descer até ao Parque das Nações, adicionou mais quilómetros mas tem a vantagem de não ter trânsito. É certo que perdi o diploma de atleta-com-mais-quase-atropelamentos-nas-passadeiras-dos-olivais-encarnação-e-portela, o que - se calhar - até é bom.

Na foz do rio Trancão, termina a parte agradável e começa a parte pior: correr na N10. Não há grande história para contar para além do óbvio: barulho, poluição, mau cheiro da ETAR, fábricas... Chega? É que ainda há aquelas pessoas que buzinam e tiram a cabeça de dentro do carro para gritar não sei o quê... Não vale a pena, não ouço. Não dispenso os phones, pelo menos em zona urbana.

Já cheguei de noite, embora a última parte tenha sido feita em passeios, trilhos e zonas residenciais.

Aqui fica o registo, fotos não há. Uma falha grave na história deste blogue, mas para a próxima tiro uma às linhas longitudinais da estrada. É melhor tirar às guias, para não ter de ir para o meio da estrada.