terça-feira, 24 de março de 2015

25.ª Meia Maratona de Lisboa

A meia maratona de Lisboa é um dos desafios anuais de ir aferir a forma física. Este ano era para ser a sério, fiz a inscrição muito cedo para ter tempo de treinar e motivação para a prova. Por várias razões isso não foi possível, por isso fui com a ideia: ser o mais linear possível à volta dos cinco minutos por quilómetro.

O início da prova foi complicado. Muito complicado. Não consigo perceber como partindo eu quase na frente, estava junto da fita dos seguranças, apanhei imensa gente a andar à minha frente. Até apanhei um grupo que parou uns metros a seguir à partida, juntaram-se, abriram os braços e um foi para frente tirar a foto. Porquê? Como é possível? É nestas alturas que não me importava de ser gordo, ia tudo à frente...

Eu acordei às seis da manhã, para conseguir partir na frente da corrida. Treino à noite com frio e chuva e a pisar có-có de cão para conseguir fazer um bom tempo. E depois há pessoas que acham que podem estragar os objectivos de todos os outros. Se não é para correr porque foram para a frente da corrida?

Com isto tudo o primeiro quilómetro foi a 5m26s, pode parecer super confortável mas não. Foi um constante pára-arranca e ziguezague. Uma canseira, completamente evitável, desde que houvesse o mínimo de respeito pelos outros. Isto era uma corrida! Talvez não tenha notado tanto isto em edições anteriores porque partia sempre a 4m30s, mas hoje não podia ser.

Ultrapassada esta gente, ajustei o ritmo para 5 minutos por quilómetro e as coisas correram bem. Por volta do quilómetro 18, na inversão para a meta que nunca mais chegava, tive uma quebra, baixando para os 5m20s, mas que consegui inverter e cheguei à meta outra vez nos 5.

Demorei 1h46m24s a correr a 25.ª Meia Maratona de Lisboa.

Pela primeira vez cheguei ao fim de uma meia-maratona mantendo o ritmo e com energia para mais um bocadinho.

Na meta mais uma situação menos boa, assim que passei a meta deram-me logo a medalha (bem gira, tenho de tirar uma foto de medalha ao peito e colocar aqui) mas para conseguir uma garrafa de água ainda estive uns cinco minutos numa fila. Prioridades...

No final tinha a minha claque à espera, o que significa que fiquei logo sem a medalha e o gelado...

(Foto de MarathonFoto)

domingo, 8 de março de 2015

Corrida das Lezírias 2015, não é preciso dizer mais nada

Este domingo fui pela primeira vez participar na Corrida das Lezírias em Vila Franca de Xira.

À chegada, o S. perguntou-me:

Pai, porque demoraste tanto?

E foi isto, obrigado e bons treinos.

(Foto de Atletismo Magazine)

sábado, 27 de dezembro de 2014

São Silvestre Lisboa 2014

Ao terceiro quilómetro (3257 metros, vá) da corrida São Silvestre de Lisboa apercebi-me que os doces deste Natal me consumiram as forças! Oh, se consumiram. Nunca me tinha acontecido esgotar a energia após o primeiro terço de um corrida.

Até fui ultrapassado por uma mulher grávida! OK, era a Jéssica Augusto...

Até fui ultrapassado por um comboio! Ahah, pensei eu, já te apanho. Mas não apanhei, os comboios da linha de Cascais funcionam, não são como os da linha de Sintra que param 5 minutos antes da estação Roma-Areeiro e param 5 minutos antes da estação Oriente.

As coisas começavam a correr mal, antes de sair de casa disseram-me "Vamos depressa pai, se não eles ganham-te". A dúvida aqui era quem seriam eles, vou ter de não os deixar ganhar.

Decidi levar um telemóvel novo para esta corrida, neste tenho Internet para passar o tempo de espera pelo tiro de partida. Mas o raio do telemóvel só registou 14 segundos de corrida. Quatorze segundos! Ainda por cima o telemóvel não foi prenda de Natal, quando disse novo é novo nas corridas porque já tem uns anos. Se fosse o um iPhone 6 ou Galaxy S5 até podia nem registar um único segundo, desde que fosse oferecido...

Sem feedback do Endomondo, habituadíssimo que estou a essa informação, só podia dar disparate. Fiz os primeiros 5 quilómetros em 22m55s. Pouco tempo para quem tem corrido apenas para manutenção.

Esgotado e a água, não levei nada para repor energia porque não tinha grande objetivo para esta corrida. O problema é que na prova é muito fácil entrar no espírito maria-vai-com-as-outras. Se os outros estão a correr tu tens de os acompanhar.

Antes da prova apostava no último quilómetro, era a descer, poderia fazer um tempo abaixo dos 4 minutos. Quando comecei a subir do Rossio, mudei a estratégia. Vou nas calmas e amanhã há mais 10 kms para "compensar"...

Lá fui eu, no ritmo possível, encorajado pela minha grande claque na zona do Marquês de Pombal. Como está crescida a minha claque...

Terminei os 10 quilómetros em 49m29s. Eles não me ganharam, eles são todos aqueles que ficaram entre o meu tempo e a uma hora. De entre todos os participantes que terminaram em uma hora, fiquei do meio para cima na classificação, como eu gosto. Não posso dizer que ganhei aos outros que demoraram mais de uma hora, e são a maioria dos participantes na corrida São Silvestre de Lisboa, porque o nível de treino não será certamente o mesmo.

Portanto, ainda na conversa do ganhar, ganharam-me 2258 e eu ganhei a 3092 (ou a 5258 que foi o total de pessoas que terminaram a prova, para parecer melhor).

Boas Festas e bom ano de 2015.

(Imagem retirada do site da prova)

segunda-feira, 17 de março de 2014

A moda das selfies, também temos aqui no blog!

A moda das selfies anda aí, e este blog foi apanhado por essa tendência.
Aqui estamos nós antes de iniciarmos, a quatro, o primeiro evento desportivo em que todos participámos. Na foto parecemos só três mas será ilusão de ótica, falta aqui uma menina.


Isto a partir de agora é que vai ser giro.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Corrida do Sporting 2013

Bla, bla, bla (isto para começar um post, promete...), que este ano é o do Sporting, que o Sporting olé, que só eu sei porque não fico em casa, e bla, bla, bla...

Eu fui ver.

Inscrevi-me na corrida do Sporting, equipei-me com uma cor neutra e fui ver a toca do leão.

Mas não vi, estava tudo fechado. Guardei um pouca de energia para o sprint final, em glória, dentro do estádio, mas a meta era nos arredores... Ainda por cima a subir!

A minha prestação, em modo de treino para outras paragens, teve duas partes distintas. A primeira em modo mostra-o-que-vales e a segunda em modo estás-todo-queimadinho-agora-aguenta. Gostei mais da primeira parte, apesar do resultado negativo da prova de aferição...

Brioooooooooooooooooosa...

Adenda: agora que fui ver as classificações, é capaz de ser - mesmo - o ano do Sporting. Acho que nunca fiquei tão bem classificado numa prova! Fiquei em 973.º em 4240 participantes (3150 com um tempo inferior a uma hora).

Disclaimer: não sou adepto de nenhum clube dos chamados grandes.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

20kms, entre o trabalho e o jantar.

Esta sexta-feira foi dia de fazer algo diferente. Ir a correr, depois do trabalho, para casa!
Depois de um breve aquecimento nos jardins do Campo Grande, fiz-me à estrada. Primeiro pelo bairro de Alvalade - com receio de levar alguma bolada (dizem-me que este ano há muitos golos por lá) - avenida do brasil e, primeira dificuldade do dia, subir da rotunda do relógio para a zona da feira do relógio.

Depois, tenho a dizer o seguinte: a avenida Marechal Gomes da Costa é enooooorme... Felizmente era a descer, o que não trouxe grande vantagem pois a ideia do treinador era ir num ritmo minimamente confortável.

A opção de descer até ao Parque das Nações, adicionou mais quilómetros mas tem a vantagem de não ter trânsito. É certo que perdi o diploma de atleta-com-mais-quase-atropelamentos-nas-passadeiras-dos-olivais-encarnação-e-portela, o que - se calhar - até é bom.

Na foz do rio Trancão, termina a parte agradável e começa a parte pior: correr na N10. Não há grande história para contar para além do óbvio: barulho, poluição, mau cheiro da ETAR, fábricas... Chega? É que ainda há aquelas pessoas que buzinam e tiram a cabeça de dentro do carro para gritar não sei o quê... Não vale a pena, não ouço. Não dispenso os phones, pelo menos em zona urbana.

Já cheguei de noite, embora a última parte tenha sido feita em passeios, trilhos e zonas residenciais.

Aqui fica o registo, fotos não há. Uma falha grave na história deste blogue, mas para a próxima tiro uma às linhas longitudinais da estrada. É melhor tirar às guias, para não ter de ir para o meio da estrada.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Relato de uma tarde de domingo

Por este blog abaixo (mas sempre de grande nível) há relatos de grandes aventuras ao domingo. Desde dias inteiros a pedalar, a simples passeios de fim-de-tarde, passando por umas corridas de 10 kms ou mesmo meias-maratonas. Há de tudo, até passeios pedestres.

Hoje fiz uma coisa diferente, algo que nunca tinha feito. E, até agora, o melhor programa para uma tarde de domingo. Passei umas boas horas a montar um móvel do IKEA com o pequeno S., foi uma animação.


Numa linguagem própria, mais parecida com Alemão do que com Português, lá ía repetindo o nome das peças e ferramentas. E ajudou imenso! Dava-me os parafusos quando lhe pedia, claro que os tentava enfiar em tudo o que era buraco. Mas no fim, não faltou nenhuma peça e o móvel parece-me inteiro. Algumas partes eram pequenas, em que o pequeno S. me foi dando uma-a-uma dizendo "eta, eta"...

Há medida que a estrutura ia ganhando forma, o rapaz dançava, literalmente. Estava a gostar da forma do seu novo brinquedo. Claro que, logo que viu a oportunidade, subiu para cima daquilo e sentou-se lançando o olhar de isto-é-meu-e-daqui-ninguém-me-tira! Mas entretanto, o saco dos parafusos tornou-se mais interessante e deixou-me terminar a obra.

É certo que o quarto do S. está mais arrumado, mas também mais fácil de desarrumar. Mal virámos costas, ouviu-se um grande barulho no quarto... Era uma gaveta de brinquedos, acabada de arrumar, que apareceu misteriosamente no chão. Não sabemos quem foi, porque o pequeno S. começou logo a encolher os ombros e a dizer "ó, ó" e apontar para o estrago... Portanto, não terá sido ele, ou será que foi?

E para terminar o dia, uma pequena corrida a 6 minutos por quilómetro (com chuva, claro), para recuperar dos 20 de ontem.