sábado, 6 de novembro de 2010

Caminhada Gastronómica em Bucelas

Este sábado fomos a uma caminhada gastronómica em Bucelas. A Associação Empresarial de Bucelas arranjou um percurso de 15 quilómetros um pouco exigente para o pessoal ganhar apetite para o almoço num dos restaurantes que aderiram ao festival gastronómico. Havia várias opções, consoante o gosto de cada um, por apenas 10 Euros a refeição completa.

A caminhada começou no largo do coreto, seguindo depois para os trilhos ainda com o orvalho da manhã fresca de Outono.

Quando passámos numa pequena ponte, acho que toda a gente pensou: "se houver arroz de pato não quero!". Os patitos assistiram bem serenos à nossa passagem, nem um quá-quá fizeram...



Quanto a nós, logo esquecemos os patos e arroz de pato. Era a subir. A subir muito até ao topo do monte Serves.

Aproveitámos para conhecer o forte da Aguieira, das fortificações das Linhas de Torres.





Com a ajuda da GNR, cruzámos a estrada para fazermos o abastecimento: fruta, sumos e barras. Para o valor que pagámos, 5 Euros, foi muito bom.

Seguimos em direcção a Vila de Rei, não no coração de Portugal, logo ali ao pé de Bucelas. Pelo caminho passámos pelo Forte do Arpim, está actualmente com obras de conservação e restauro.



Até Bucelas ainda apanhámos mais umas subiditas, mesmo a calhar para abrir o apetite para as entradas, o prato gastronómico, a sobremesa e o café.

Quando chegámos ao fim, depois de uma sessão de alongamentos, e vimos os pratos disponíveis não tivemos dúvidas. O polvo à lagareiro deixou-nos de água-na-boca. Pegámos no mapa e, depois de alguns erros de navegação, chegámos ao restaurante. Pedimos uma mesa para duas pessoas e aguardámos 5 minutos! Sim, esperámos 5 minutos que nos arranjassem uma mesa. Não era por falta de mesas vazias, havia muitas. Como era óbvio não queriam os nossos 20 Euros! Virámos costas e fomos procurar outra restaurante. Decidimos ir experimentar o bacalhau à minhota no restaurante O Menino, onde fomos muito bem atendidos por gente muito simpática. Recomendo este restaurante, fica na estrada principal mesmo em frente ao jardim do coreto.

O bacalhau estava óptimo, e em parte foi acompanhado do Apita o Comboio. O festival gastronómico incluía animação musical.

Apito comboio que coisa tão linda.
Apito comboio perto de Coimbra.
Apito comboio que coisa tão linda.
Apito comboio perto de Coimbra.

Por falar em Coimbra, sabem onde é que se come um óptimo polvo à lagareiro? Estão a ver aquela rua que vai desde a Igreja de Santa Cruz até ao Banco de Portugal? Esqueçam não é aí, é próximo da Lousã. Um dia destes vamos lá fazer uma caminhada e depois tiro uma foto do almoço!

Apito comboio, lá vai apitar.
Apito comboio, à beira do mar.
À beira do mar, mesmo à beirinha.
Apito comboio, no centro da linha.

E lá vai mais uma batata frita e um pedaço de bacalhau. Hmmmm, delicioso. E depois foi uma pêra bêbeda, divinal.

E foi assim a nossa manhã de sábado: desporto e gastronomia.

À beira do mar, debaixo do chão,
Apito comboio lá na estação.
À beira do mar, debaixo do chão,
Apito comboio lá na estação.

Continua aqui.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A apanhar castanhas

Há dias umas pesquisas na Internet levou-me a um site que falava da apanha da castanha de há alguns séculos atrás. Nesse site, não consigo agora encontrar o link para colocar aqui, dizia que a castanha era um alimento mais importante do que o pão ou mesmo a batata. Mas não é isso que quero aqui destacar: nesse site dizia também que a apanha era feita por homens, por vezes ajudados pelas mulheres...

Então, nesta segunda-feira fui apanhar castanhas ajudado pela Tânia, tal como um jovem casal faria em meados do século XVI: eu varejava os ouriços e a Tânia apanhava as castanhas.



Esta divisão de tarefas mostra bem a descriminação que havia antigamente, adivinhem quem é ficou com mais picos na mão?

O sábado e o domingo foram de chuva e vento, parecia que o Inverno tinha chegado mais cedo. Ora, como toda a gente sabe - e não é preciso consultar o Borda D'Água - os ouriços abriram e mandaram as castanhas "cá para baixo". O souto que nós escolhemos, talvez sinais da crise, não tinha muitas castanhas. Para conseguir fazer um magusto andámos por lá uma manhã entre cascatas e troncos centenários.





Há uma explicação para não haver castanhas: os javalis tinham-nas comido todas, só deixaram as cascas. Animais! Animais não, que isso não os ofende. Malandros! Isso sim já não devem gostar... O que não iriam gostar era eu ir lá pôr umas castanhas piladas dentro das cascas! Ahhh, também não era capaz de fazer isso, ainda partiam algum dente. Coitados, já estou cheio de pena deles, não as podem ir comprar ao supermercado. Até não estão caras, estão a um euro e qualquer coisa no LIDL.

Mesmo assim, conseguimos apanhar algumas. O magusto não deu para fazer porque a caruma estava molhada! Estão todas espalhadas ali na varanda para irem secando e assarem mais depressa. Já pedi ao gato para se ir deitar em cima delas mas não foi boa ideia. Em pouco tempo já havia castanhas espalhadas por toda a casa. Deve pensar que não nos deu trabalho, e muitos picos nos dedos, para as apanhar...

domingo, 24 de outubro de 2010

Corrida do Tejo 2010

Num destes dias de Outono, passeava-me com a Tânia numa famosa rua de Lisboa, quando ao desviar-me de uma folha toda apressada em se alojar na calçada vi uma coisa que me despertou a atenção. Por entre os números gordos do jackpot do Euromilhões, escritos a marcador cor-de-rosa, vi outra coisa mais real. "Corre os teus melhores 10 quilómetros", dizia a capa da SportLife. Foi um amor à primeira vista e levei-a para casa.

Sentado no sofá, com o gato ao colo, comecei a desfolhar a revista à procura desse método para correr os 10 quilómetros. Deparei-me com uma tabela que me obrigava a correr 4 vezes por semana. Não vais longe, pensei. Então e tempo para as caminhadas, para o BTT e para escovar o pêlo do gato? Mas essa não era a única dificuldade, por exemplo na quinta-feira da semana 6 tinha de correr o seguinte: 10' 60-65% + 4x1:30 90-95% c/3' int. 70% + 5' 60-65%. Após decifrar este código concluí que não fazia outra coisa do que olhar para um cronómetro/cardio-frequencímetro! Desisti, deste método.

Mas nem todos os 3.2 Euros foram perdidos. Memorizei a parte do pequeno almoço e no dia da Corrida do Tejo segui os conselhos. Tomar o pequeno almoço 3 horas antes do início da corrida. Beber uma chávena grande de chá preto, comer uma banana madura e 2-3 fatias de pão branco com mel. Evitar os produtos lácteos (o meu erro na Corrida do Aeroporto).

Com a barriga cheia, dirigi-me para o meio da multidão verde fluorescente que ocupava a marginal em Algés. Tentei ocupar um lugar o mais possível à frente mas já centenas de pessoas se tinham antecipado.

Enquanto aguardava pela partida pensei no meu objectivo para a corrida. Sentia-me bem, tomei um bom pequeno-almoço e decidi colocar um objectivo ambicioso. Na Corrida do Aeroporto tinha corrido 9km em 46 minutos e 10 segundos, com uma passada de 05:07 min/km. Com estes números, decidi tentar fazer estes 10 quilómetros em menos de 50 minutos.

Dada a partida, a confusão previsível. Muita gente a passo, de mão dada, era muito difícil correr. Não estava muito preocupado, a Nike tinha-nos dado um chip que contaria o tempo apenas desde o momento em que passaríamos no pórtico de partida. A pouco e pouco lá se conseguia dar uma passadas e depois, com algum ziguezaguear, segui rumo ao objectivo.

Tentei seguir num ritmo ligeiramente superior ao da corrida anterior, penso que o tenha conseguido. Mais uma vez, nas descidas passava imensa gente por mim. Não sei mesmo correr nas descidas!

Nos últimos dois quilómetros quebrei um pouco, principalmente quando passei ao lado da meta e ainda tinha de ir dar a volta a Carcavelos. Cheguei à meta muito cansado e em ritmo cada vez mais lento. Nem reparei no tempo total, também não interessava, era preciso descontar o tempo que gastei até começar a correr.

Não consigo parar logo na meta, tenho de correr sempre mais um pouco para baixar o ritmo cardíaco. Mas toda a gente parou à frente da meta, quase não me conseguia mexer. Acho que me ia dando uma coisinha má...

Mais à frente, aproveitei para fazer uns alongamentos. Já recomposto, entreguei o chip, aproveitei o abastecimento e vi-me embora num superlotado comboio.

Depois veio a desilusão. O tempo chip foi 00:00:00. Zero! Ou seja, não contou! Fiquei sem saber se atingi o meu objectivo. Tanta festa, com o Manzarra, com bandas ao longo da marginal e muita animação. Muito show, mas a única coisa que me interessava, falhou! Isto aconteceu a centenas de pessoas, estão todas com zero no tempo do chip.

De realçar a péssima qualidade da camisola/dorsal. Eu fiquei com lesões nos mamilos. Nem foi muito mau, vi por lá muita gente com sangue! Parece que a camisola do ano passado era melhor...

Estou chateado! Pensei em desistir das corridas, mas antes de arrumar as sapatilhas, ainda vou tentar uma São Silvestre...

domingo, 17 de outubro de 2010

Pelas falésias de Armação de Pêra ao Carvoeiro

O dia de ontem foi desgastante com uma longa caminhada pela Via Algarviana. O jantar também foi pesado, nada saudável mas muito saboroso. Era isso que precisávamos depois de um dia alimentados a sandes e fruta. Apesar disso tudo, o nosso pequeno-almoço mais parecia uma almoço. Estávamos mesmo cheios de fome... Talvez a pensar nisso, escolhemos um local para pernoitar onde não houvesse comentários negativos sobre o pequeno almoço. Acho que provámos de tudo, excepto os típicos ovos mexidos mal passados para inglês ver comer.

Acordámos cedo, o dia teria uma agenda preenchida: caminhada de Armação de Pêra até ao Carvoeiro, sol e piscina e regresso a casa. Ah e tentar encontrar romãs à venda... E encontrámos mas eram iguais às dos supermercados. Os dióspiros é que eram deliciosos. Nunca gostei muito dos dióspiros de roer, depois de hoje vou mudar a minha opinião. Depois de descascados são uma delícia.

A caminhada não teve a extensão inicialmente pensada. Fizemos só uma pequena caminhada sem deixar a piscina muito longe da vista. O track e a logística está preparada, quando voltarmos ao Algarve vamos fazê-la.

Começámos junto da praia da Senhora da Rocha, em Armação de Pêra. Imperdível uma visita à capela da Senhora da Rocha. Um sítio muito bonito e único no contexto paisagístico do Algarve.

Ficámos por ali a observar as gaivotas e tirar umas fotos artísticas com uma garrafa de Carlsberg. Infelizmente, não ficaram as melhores fotos do mundo. Percebe-se a piada alcoólica?!

Seguimos pelas falésias, passando pela praia do Barranco e aproveitando para tirar algumas fotos como as duas seguintes.





Apesar do passeio ter sido pela falésia, dá para fazer em BTT sem qualquer perigo. Há muitas alternativas e não é preciso andar mesmo junto da falésia como fazem os pescadores.

Claro que escolhemos os caminhos mais difíceis mas, ao mesmo tempo, os mais bonitos. É esta a vantagem das caminhadas em relação ao BTT. Sempre que possível optamos por percursos de trekking. Já no BTT nunca fomos adeptos de escolher os "piores" trilhos...



Antes da Praia da Albandeira encontrámos alguns algares. Vistos de cima as fotos não ficam grande coisa. Enquanto não voltarmos lá num dos passeios turísticos de barco ou de kayak vejam algumas fotos aqui.

Enquanto eu ficava para trás à procura de bons enquadramentos para umas fotos, a Tânia fazia uma brincadeiras...





Sempre que passamos de bicicleta junto de algum cão, o raio do animal vem atrás de nós para fincar a dentadura nas nossas pernas. Nas caminhadas é diferente: o cão posa para a foto e segue o seu caminho...



Como "Somos pelos Gatos", haverá algo melhor do que passar a tarde na piscina com um Sol radioso e um simpático gatinho a fazer rumrum?...



sábado, 16 de outubro de 2010

Via Algarviana - São Bartolomeu de Messines a Silves



Este fim-de-semana fomos ver como estava o sol do Algarve e aproveitar para conhecer o outro Algarve: o interior.

Para começar o dia, colocámos as mochilas às costas com comida e bebida para o dia e fomos fazer uma etapa da Via Algarviana. Percorremos os cerca de 27 quilómetros do sector 9, entre São Bartolomeu de Messines e Silves. Se podíamos ir directamente para piscina? Podíamos, mas não era a mesma coisa...

Se há muita gente que pensa que o leite vem dos pacotes (será?!!), também poderá haver muito boa gente que nunca viu as azeitonas de mesa nos ramos altaneiros das oliveiras. Sempre lhe ouvi chamar azeitonas cordovis e até se faziam algumas piadas na escola porque eram azeitonas para curtir. Se quiserem saber como se faz sigam este link. Confesso que não li o texto todo, mas pareceu-me que não está lá o método que conheço em que se usa as cinzas da lareira. Talvez um dia até dê um post...

Cá está a azeitona que, se não cair ao chão ou for comida por um pássaro, deverá ser curtida e depois trincada por quem aprecia estes aperitivos simples.



Quando saímos da estrada de alcatrão, junto de S. B. Messines, e entrámos nos trilhos pensei que fizemos bem em trazer as mochilas grandes. Pareceu-me existirem mais romãzeiras que figueiras: dois frutos que gostamos muito lá em casa. Não me pareceu bem andar a assaltar os quintais das pessoas, mas pensámos que mais para a frente haveria mais em terrenos baldios. Não havia! Viemos do Algarve sem nenhuma romã na mochila! Eu sei onde há umas, igualmente boas, ali para os lados do paralelo 40 N. Meu amigos se andam habituados a comer romãs de supermercado, digo-vos que há melhores. Muito melhores. Têm os bagos bem vermelhinhos e deliciosos. Têm um inconveniente, ficam com as mãos e a boca vermelhos. Lá em casa, para além de ser descascador de laranjas, a tarefa de retirar os bagos das romãs para uma taça é minha... Depois há quem os coma de colher... E não é o gato, que não liga à fruta!

Mas estava a falar de quê? Hummm? Ah, já me lembro, da Via Algarviana.

O percurso até às margens da albufeira do Funcho é muito bonito e bastante acessível. Esta albufeira foi nossa companhia em quase 10 quilómetros. Mas não foi nada monótono porque a paisagem é fantástica. Se estamos habituados a fazer quilómetros sentados dentro de um carro em que se olharmos para a direita temos alguém a limpar os salões do nariz com o dedo, e na esquerda temos aqueles senhores que vão a 10 km/h na faixa da esquerda. E se não avançamos logo que o semáforo passa a verde, ouve-se logo uma buzina... Para contrastar com isso temos a albufeira à direita e os medronhos à esquerda.



O Algarve interior também é conhecido pela produção de aguardente de medronho. Hoje percebemos porquê. Não resistimos a provar os deliciosos medronhos, embora estivesse lá uma placa a proibir a apanha de medronho. Mas era inevitável, os caminheiros tinham fome e a caminheira nunca tinha comido medronhos.



A primeira subida do dia levou-nos até um parque de merendas, construído pelo Instituto da Água. Aproveitámos para sacar do almoço, sentámo-nos nos bancos e ficámos por ali uns largos minutos a saborear umas sandes de ovo e um delicioso néctar de pêra. À nossa frente uma paisagem agradável formada pelo espelho de água da albufeira do Funcho.

Do parque de merendas até à barragem foi sempre a descer, depois seguimos por um estradão largo até uma extenuante subida. Talvez quatro quilómetros sempre a subir, por vezes bem íngreme. Lá de cima, com alguma imaginação (muita!) dá para ver o Oceano Atlântico. Mas grande parte do Algarve interior, e os muitos montes e vales, isso vê-se.





Depois foi quase sempre a descer até Silves. A paisagem era monótona, socalcos para plantar eucaliptos. Já próximo de Silves encontrámos um carreirinho, também conhecido por single-track.

E chegámos a Silves. Ou quase, porque a Via Algarviana não passa em Silves. Fica a mais de 2 quilómetros da zona ribeirinha de Silves. No total fizemos 30 quilómetros!

Para quem quiser ir fazer esta etapa a pé tomem nota do seguinte:
- Cuidado com os cães. Há muitos.
- O caminho não passa em nenhum local habitado. Não há pontos de água, não há onde comprar comida, não há onde pedir ajuda se ocorrer algum problema.
- Rede Vodafone sem cobertura em grande parte do caminho.

Para quem vai de bicicleta, normalmente pedalamos mais rápido que os cães e, em 30 km, não precisam de pontos de água. Mas fica o alerta, nós tínhamos percebido isso e carregámos tudo na mochila e levámos dois telemóveis de redes diferentes.

A Via Algarviana está bem marcada com estacas bem identificadas. Tivemos dúvidas em alguns cruzamentos por isso aconselho a levarem um GPS.

No final, depois de descansar um pouco em Silves regressámos a São Bartolomeu de Messines de autocarro (Frota Azul). É uma boa opção, há muitos autocarros durante o dia e o último é quase às 8 horas da noite. Dá tempo de fazer esta etapa nas calmas. Nós apanhámos o das 16:30 porque tínhamos uma piscina à nossa espera... Não considerámos o comboio como opção por ia dar uma grande volta e ficava mais caro. Se for um grupo de 3 ou 4 pessoas talvez compense o taxi. São apenas 16 quilómetros por estrada.

Foi a nossa primeira etapa da Via Algarviana, só faltam 13.

Mais informação do projecto Via Algarviana em http://www.viaalgarviana.org.

Em directo da Via Algarviana

domingo, 10 de outubro de 2010

A primeira prova: Corrida do Aeroporto



Ultimamente temos percorrido meio Portugal e arredores em BTT. Fizemos peregrinações, travessias de três dias, de dois dias, voltas de um dia inteiro ou simplesmente voltinhas de uma manhã. Era tempo de diversificar, arranjar outros desportos. As caminhadas estão a levar-nos a conhecer outro meio mundo, como recentemente nos Picos de Europa.

A Tânia não gosta de correr, apesar disso os seus Pegasus já têm uns quilómetros... Mas, tal como no BTT, a parte competitiva é que lhe passa completamente ao lado!

Eu propus-me experimentar duas corridas aqui na zona de Lisboa: Corrida do Aeroporto e Corrida do Tejo. Obviamente que a vertente competitiva é comigo próprio, saber se vou ser mais rápido na próxima corrida, já que não tenho tempo nem paciência para grandes treinos. Por isso estou condenado a ser classificado para lá do meio da tabela.

A primeira corrida foi este domingo, organizada pelo ClubeANA de Lisboa, a Corrida do Aeroporto.

Levantei o dorsal e o chip no dia anterior. Quando abri o envelope, deparei-me com uma peça de plástico branco (o chip) e um pedaço de papel pouco mais pequeno de um A5 (dorsal). O que fazer com isto? Lá descobri que o chip era para fixar dos atacadores e o dorsal fixava-se com alfinetes, felizmente havia uns cá por casa. Parece que levava um arco-íris à volta do dorsal mas não foi ao vento.

Cheguei alguns minutos antes da partida, ainda a tempo de participar numa sessão de aquecimento (alongamentos). Perto das 10:10 (hora oficial de partida) o aquecimento acabou e era tempo de ocupar um lugar na partida. "Quem for fazer a caminhada de 3km é favor não ocupar os lugares da frente", ouvia-se da speaker de serviço. Oh, mas havia lá tanta gente a precisar de uma consulta aquele médico com um nome complicado de dizer, otorrinolaringologista!

Depois de ultrapassar uma muralha de pessoas, acelerei o ritmo. E desatei a correr como se não houvesse amanhã. Ou melhor, como se a corrida só tivesse 3 quilómetros. Pouco tempo depois, já estava com dor-de-burro e vontade de arrotar. Tinha entrado na pista de atletismo Mário Moniz Pereira. A suavidade da passada não me trouxe grandes melhorias, estava cansado, pouco depois estava a placa dos 5 quilómetros! Bonito serviço, estava a meio da corrida e já não podia com um porco pelo rabo. Sim, com um porco, com um gato claro que podia mas não se deve fazer isso aos gatos!

Nunca tinha corrido mais de 7 quilómetros, comecei a ver a coisa complicada. Abrandei o ritmo, no abastecimento peguei numa garrafa de água e bebi uns goles em andamento, usei o resto da água para me refrescar e deixei-me ir a gerir os esforço. Ía mais ou menos ao ritmo dos meus companheiros, mas nas descidas passavam por mim umas 20 ou 30 pessoas e eu não conseguia correr mais depressa. Decididamente tenho de treinar descidas...

A partir dos 6 quilómetros comecei a sentir-me melhor, aumentei o ritmo e recuperei algumas posições. Inesperadamente, visualizei a meta antes da placa dos 9km, aumentei ainda mais o ritmo e terminei ao sprint. Impensável pelo que passei no meio da corrida.

No final, soube que afinal a corrida teve apenas 9 quilómetros devido a obras na zona da prova.

Consegui o tempo de 46 minutos e 10 segundos, classificando-me no lugar 455 entre 1172 atletas, com uma passada de 05:07 min/km. Acho que foi muito bom, não esperava um tempo tão bom. Nem a Tânia que quase não me via passar, pela primeira vez, uma linha de meta!

No final mais uma sessão de alongamentos patrocinada pela organização.

Até breve, na Corrida do Tejo.