sábado, 13 de novembro de 2010

Caminhada pelo litoral do Guincho

Este sábado avizinhava-se um dia diferente: ia a uma caminhada que conhecia os trilhos do Btt.

Já tinha saído da Lagoa Azul em direcção ao ponto de encontro e oiço o telemóvel tocar, não vou parar o carro pois o telemóvel está na mochila que se encontra na bagageira, olhei para o relógio e ainda eram 8:40m, bem a tempo. Quando cheguei ao ponto de encontro já lá estavam quase todos e ainda faltavam uns 10 minutos para a hora da saída. Depois de estacionar fui ter com os guias, todos devidamente identificados, que me informaram que me tinham ligado para saberem se estava a dar com o sitio. Não lhes expliquei que conhecia muito bem aquele percurso. De qualquer forma foram muito cuidadosos em nos telefonarem para darem indicação do percurso até ao ponto de partida. Nas maratonas e passeios organizados (Btt) pagos nunca me ligaram para saber se estava a encontrar o local da partida!




Este passeio esteve a cargo do http://www.omundodacorrida.com

Esta associação é responsável por muitos eventos na sua maioria ligados à corrida.

Fazem percursos de maratonas 42 Km (quase), trial, orientação, etc. Em conversa tive conhecimento que fazem mais de 100km a correr até Fátima pelos caminhos do Tejo!

Ok, também já fiz!

Está bem, foi de bike, a correr chegava aí ao km 7 e deitava-me para o chão a ver se alguém me levava até à meta de carrinho!

Foram muito interessantes as conversas que tive com variadíssimas pessoas, algumas da organização e outras participavam na caminhada como eu. O tempo passa depressa, percorremos a zona da praia do Abano, está tudo queimado, é uma pena. Da última vez que lá passei achei que daria um pelo percurso para uma caminhada, assim como está dá para ver as falésias. Talvez na próxima Primavera já não hajam vestigios dos monstrinhos que fazem estas coisas. Deviam estar todos numa ilha deserta rodeada de tubarões! Ok, estou a ser mazinha, mas este tipo de gente (se é que assim podemos denominá-los) são dementes.

Entramos em alguns percursos que não conhecia, estão todos devidamente assinalados, caso não tenham GPS podem se aventurar pois as marcações são recentes e estão lá todas! Ao fim de 6km tínhamos o nosso 1º abastecimento: mesa posta com bananas, laranjas, maçãs, águas, bolos.

Recuperadas as forças lá continuamos para os restantes 6km. A paisagem é lindíssima e lá terminamos a nossa caminhada a percorrer o parque de merendas. Chegamos ao fim da caminhada, mas voltamos a ter mesa posta?

Ah! pois é, não é só no Btt, nas Caminhadas também temos vários abastecimentos, isto de caminhar abre o apetite, não é só a pedalar. Também temos subidas!

No 2º abastecimento havia tudo o que o anterior tinha (as laranjas eram muito boas) mas ainda fomos presenteados por um bolo feito por uma das guias. Estava realmente muito bom! Esqueci de pedir a receita, fica para a próxima porque eles têm muitos passeios!

Após o abastecimento tínhamos uma secção de Yoga ao ar livre, toca de ir buscar o tapete (apesar de já o ter comprado há muito tempo e de pensar mas porque fui comprar uma coisa destas, gostei tanto que com certeza será utilizado, tenho que ver onde me posso inscrever no Yoga)!



A caminhada foi excelente muito bem organizada mas a secção de Yoga foi espectacular! Deviam adoptar esta modalidade pois, para alongar e relaxar, após o esforço não há nada melhor!

Sem dúvida a repedir.

Reconhecimento para encontro do clube KTM em Sintra



Hoje fui até Sintra ajudar no reconhecimento dos trilhos para encontro do clube KTM. Na próxima semana quando os senhores das bikes laranjinhas por lá andarem, todos contentes, a desfrutar dos trilhos, lembrem-se de mim: eu ajudei a reconhecer os trilhos.

Quando alguém disser que não podem ir pelos Trilhos Húmidos, foi porque eu (e mais alguns) arriscámos a levar com um pau no desviador. Esse trilho está cheio de lenha. O que até é bom se tiverem lareira, é o chamado "arranjar lenha para se queimar"...

Os senhores da KTM vão ter mais sorte que eu. O guia não nos quis levar à Piriquita comer um travesseiro. Para a semana parece que esse ex-libris de Sintra vai fazer parte da vossa manhã.

Bem, manhã é o meu lado optimista a escrever. Para ultrapassarem todas as subidas e descidas com muitas malandrices, às vezes escondidas, é melhor reservarem um dia inteiro.

Ou então façam como eu, arranjem boleia ali para os lados do Guincho e assim poupam uma belas subidas e uma descida com enguiço para alguns Maníacos do Pedal.

Ah, na descida para a praia, quando o guia estiver no meio de uns pinheiros a dizer "vamos vamos, em frente", desconfiem... Pela frente têm um salto de um metro ou 100 centímetros que até parece mais.

A volta até começa bem, pelas margens da lagoa azul. Quando virem uma lagoa com água escura, não procurem mais. É essa a lagoa azul, chamam-lhe azul mas é uma lagoa normalíssima com alguma poluição. Cuidado com esse trilho, está cheiro de raízes para complicar as descidas.

Depois têm a subida do jipes, cerca de quatro quilómetros a subir. A inclinação não é muita, se o guia não alterar o percurso até estão com sorte, conheço uma alternativa bem mais inclinada nada boa para fazer a frio. Pelo sim, pelo não, é melhor fazerem o trilho na lagoa com elevada cadência para aquecer os músculos.

A seguir tem um trilho com pouca inclinação que é bom para aumentar o ritmo, vão ver que assim é mais giro de fazer.

A chegada a Sintra é feita pela rampa da pena. Uma descida imprópria para quem tem extensores no guiador. Quando lá passarem vão perceber porquê.

Já com os travesseiros de Sintra na barriga vão subir bastante até aos Quatro Caminhos e mais ainda até à Peninha. Por esta altura devem estar fartos de subir... Para desenjoar seguem-se algumas descidas malandrecas (engraçadas, vá) até junta da praia.

Quando estiverem junto do mar, mentalizem-se ainda vão ter muito que subir até à lagoa azul.

Mas é isso que todos gostamos, não é? Ééééé....

No domingo se virem por lá alguém com uma bike preta anodizada, pode ser que seja eu...

domingo, 7 de novembro de 2010

De volta ao BTT

Algumas luas depois - se calhar não foram assim tantas, mas quartos de lua já é um número mais grandito - estou de volta ao BTT.

A bike ainda tem pó dos caminhos de Santiago e não a vou lavar tão cedo, está abençoada. Abençoada também pelos muitos quilómetros que já fez este ano na companhia da "irmã gémea" que também está ali paradita, cheia de pó. Agora as prioridades são outras, mas vou tentando ir pedalando de vez em quando para não esquecer o funcionamento do pedais SPD.

Durante esta folga da CANYON, tenho corrido e feito caminhadas. Por isso o regresso não deu empeno, e no próximo fim-de-semana vai ser a loucura...

Este domingo fui até Monsanto com os Maníacos do Pedal.

Ando com azar na secção dos restaurantes e afins. Hoje não me quiseram vender um pastel de nata acabadinho de chegar. Não vou dizer o nome, não merecem a publicidade, mas é no habitual ponto de encontro dos Maníacos. Já lá tomei o pequeno almoço muitas vezes por volta das 7h e hoje, eram 7:30, e não me quiseram servir um café ou simplesmente vender um pastel de nata acabadinho de chegar. O que vale é que não são os únicos! Enfim, o que é importante é que sejam felizes assim...

Eu e os 10 magníficos maníacos percorremos alguns dos melhores trilhos de Monsanto. Cada vez que lá vou passo por sítios diferentes. Ou tenho a memória fraca, como os peixinhos, ou então aquilo está mesmo esburacado de trilhos.

Pela primeira vez fiz a descida pelo single-track do Chimarão. Entrei um pouco assustado pelo que vi numa noite das 24 horas BTT, mas afinal faz-se bem. Nessa noite, vi muita gente cair nesse trilho até que saí dali para outro local mais calmo em acidentes.

O regresso a casa foi antecipado com uma ameaça de chuva. Felizmente não passou da ameaça. Como era cedo, e não tinha chave de casa, veio mesmo a calhar a conversa com o Alex, patrocinador dos Maníacos de Pedal, sobre as obras de expansão da sua superfície comercial.

Mesmo assim ainda cheguei cedo a casa, a tempo de ir resgatar a Tânia a uma caminhada...

Caminhada campestre 10km

Hoje levantei-me bem cedinho para a caminhada campestre 10km inserida no programa Póvoa Vive+ (http://www.jf-povoasantairia.pt). Este programa tem como objectivo incentivar as pessoas a se mexerem.

Partimos do CPCD, pois a caminhada era organizada por um grupo maioritariamente de betetistas os TNT e essa era a sua sede.

O percurso escolhido foi sobretudo os trilhos que percorremos em Btt, a pé há sempre oportunidades de contemplar a beleza dos sítios e a mata do Paraíso surpreende-me sempre.

Ainda bem que éramos muitos (é sempre bom ver que as pessoas aderem a estas iniciativas), pois o objectivo era visitarmos uma quinta em Alpriate e por pouco não éramos atingidos pelas balas das equipas do PaintBall, estava a decorrer um jogo e fomos alertados para não prosseguirmos e aguardarmos que o jogo terminasse. Os guias tomaram a melhor decisão e alteramos o percurso.

Esta caminhada foi mais um passeio pois o grupo era grande e notava-se que não estavam habituados a estas lides, de qualquer forma penso que a caminhada ficou pelos 12km (o meu GPS ficou sem pilhas e o Miguel é que costuma levar as pilhas extra e ele "baldou-se", optou por trocar a caminhada por uma volta em BTT!).

Na Mata do Paraíso tivemos um abastecimento (água e bolos) e tivemos direito a observar o passeio de um porco preto acompanhado de um cão! Estas coisas são espantosas, as amizades que eles fazem!!!

Tivemos que atravessar um riacho e escalar uma barreira, os guias até carregaram uma corda para nos ajudar a subir, boa ideia, pois no grupo todo só três pessoas tinham bastão (eu era uma delas). O bastão ou o "cajadinho" (como assim o apelidaram) para além de nos dar muita segurança nas subidas ajuda-nos nas descidas, acho que todos os que vão para este tipo de caminhadas deveriam-se acompanhar de um bastão, encontram na Decathlon e na Sportzone a preços muito porreiros.

Neste passeio ainda transpirei um pouco na famosa subida do "martelo", eu sempre a conheci pela subida do Raid das Bragadas e a pé fiz todinha, yupi!!!

Coisa que em Btt ainda não consegui, há-de ser o meu objectivo!

Foi uma volta simpática e de salientar Gratuita!

Cada um para seu lado...

É a vida!

Eu para o BTT, a Tânia para uma caminhada e o gato ficou em casa a apanhar Sol e a ler um livro...

sábado, 6 de novembro de 2010

Caminhada Gastronómica em Bucelas

Este sábado fomos a uma caminhada gastronómica em Bucelas. A Associação Empresarial de Bucelas arranjou um percurso de 15 quilómetros um pouco exigente para o pessoal ganhar apetite para o almoço num dos restaurantes que aderiram ao festival gastronómico. Havia várias opções, consoante o gosto de cada um, por apenas 10 Euros a refeição completa.

A caminhada começou no largo do coreto, seguindo depois para os trilhos ainda com o orvalho da manhã fresca de Outono.

Quando passámos numa pequena ponte, acho que toda a gente pensou: "se houver arroz de pato não quero!". Os patitos assistiram bem serenos à nossa passagem, nem um quá-quá fizeram...



Quanto a nós, logo esquecemos os patos e arroz de pato. Era a subir. A subir muito até ao topo do monte Serves.

Aproveitámos para conhecer o forte da Aguieira, das fortificações das Linhas de Torres.





Com a ajuda da GNR, cruzámos a estrada para fazermos o abastecimento: fruta, sumos e barras. Para o valor que pagámos, 5 Euros, foi muito bom.

Seguimos em direcção a Vila de Rei, não no coração de Portugal, logo ali ao pé de Bucelas. Pelo caminho passámos pelo Forte do Arpim, está actualmente com obras de conservação e restauro.



Até Bucelas ainda apanhámos mais umas subiditas, mesmo a calhar para abrir o apetite para as entradas, o prato gastronómico, a sobremesa e o café.

Quando chegámos ao fim, depois de uma sessão de alongamentos, e vimos os pratos disponíveis não tivemos dúvidas. O polvo à lagareiro deixou-nos de água-na-boca. Pegámos no mapa e, depois de alguns erros de navegação, chegámos ao restaurante. Pedimos uma mesa para duas pessoas e aguardámos 5 minutos! Sim, esperámos 5 minutos que nos arranjassem uma mesa. Não era por falta de mesas vazias, havia muitas. Como era óbvio não queriam os nossos 20 Euros! Virámos costas e fomos procurar outra restaurante. Decidimos ir experimentar o bacalhau à minhota no restaurante O Menino, onde fomos muito bem atendidos por gente muito simpática. Recomendo este restaurante, fica na estrada principal mesmo em frente ao jardim do coreto.

O bacalhau estava óptimo, e em parte foi acompanhado do Apita o Comboio. O festival gastronómico incluía animação musical.

Apito comboio que coisa tão linda.
Apito comboio perto de Coimbra.
Apito comboio que coisa tão linda.
Apito comboio perto de Coimbra.

Por falar em Coimbra, sabem onde é que se come um óptimo polvo à lagareiro? Estão a ver aquela rua que vai desde a Igreja de Santa Cruz até ao Banco de Portugal? Esqueçam não é aí, é próximo da Lousã. Um dia destes vamos lá fazer uma caminhada e depois tiro uma foto do almoço!

Apito comboio, lá vai apitar.
Apito comboio, à beira do mar.
À beira do mar, mesmo à beirinha.
Apito comboio, no centro da linha.

E lá vai mais uma batata frita e um pedaço de bacalhau. Hmmmm, delicioso. E depois foi uma pêra bêbeda, divinal.

E foi assim a nossa manhã de sábado: desporto e gastronomia.

À beira do mar, debaixo do chão,
Apito comboio lá na estação.
À beira do mar, debaixo do chão,
Apito comboio lá na estação.

Continua aqui.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A apanhar castanhas

Há dias umas pesquisas na Internet levou-me a um site que falava da apanha da castanha de há alguns séculos atrás. Nesse site, não consigo agora encontrar o link para colocar aqui, dizia que a castanha era um alimento mais importante do que o pão ou mesmo a batata. Mas não é isso que quero aqui destacar: nesse site dizia também que a apanha era feita por homens, por vezes ajudados pelas mulheres...

Então, nesta segunda-feira fui apanhar castanhas ajudado pela Tânia, tal como um jovem casal faria em meados do século XVI: eu varejava os ouriços e a Tânia apanhava as castanhas.



Esta divisão de tarefas mostra bem a descriminação que havia antigamente, adivinhem quem é ficou com mais picos na mão?

O sábado e o domingo foram de chuva e vento, parecia que o Inverno tinha chegado mais cedo. Ora, como toda a gente sabe - e não é preciso consultar o Borda D'Água - os ouriços abriram e mandaram as castanhas "cá para baixo". O souto que nós escolhemos, talvez sinais da crise, não tinha muitas castanhas. Para conseguir fazer um magusto andámos por lá uma manhã entre cascatas e troncos centenários.





Há uma explicação para não haver castanhas: os javalis tinham-nas comido todas, só deixaram as cascas. Animais! Animais não, que isso não os ofende. Malandros! Isso sim já não devem gostar... O que não iriam gostar era eu ir lá pôr umas castanhas piladas dentro das cascas! Ahhh, também não era capaz de fazer isso, ainda partiam algum dente. Coitados, já estou cheio de pena deles, não as podem ir comprar ao supermercado. Até não estão caras, estão a um euro e qualquer coisa no LIDL.

Mesmo assim, conseguimos apanhar algumas. O magusto não deu para fazer porque a caruma estava molhada! Estão todas espalhadas ali na varanda para irem secando e assarem mais depressa. Já pedi ao gato para se ir deitar em cima delas mas não foi boa ideia. Em pouco tempo já havia castanhas espalhadas por toda a casa. Deve pensar que não nos deu trabalho, e muitos picos nos dedos, para as apanhar...