domingo, 31 de janeiro de 2010

Eu ainda sou do tempo em que as voltas em Vila Nova da Rainha eram por estradões planos

Mas assim é mais "engraçado"!



Muita subida, descida e trilhos matreiros. Uma ida de comboio e um regresso a pedalar. Pelo meio uma paragem para almoçar no McDonalds (nem tudo pode ser saudável, já que estávamos a pedalar podemos cometer um ou outro excesso).

Esta volta teve também o regresso aos trilhos das "velhinhas" Specialized, powered by Canyon.

Toda a história no vídeo e aqui.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Arruda-Montejunto-Arruda



O ano passado tínhamos tudo pronto mas a chuva, à ultima da hora, estragou-nos os planos e fomos para Sintra. Este ano não houve tempo para preparar as bikes com antecedência. Era uma da manhã, de domingo, ainda estávamos a curar um rolamento do desviador que tinha gripado. Tenho de ter mais cuidado, em vez de lhe mandar com água sob pressão, uns cházinhos de limão, de vez em quando, vão fazer-lhe bem.



Domingo, lá fomos serra acima. Quase que não chegávamos lá. Ao "burrancas" que me queria arrancar a pintura metalizada do carro, veja esta imagem. Veja bem, com o tempo talvez consiga perceber!

Na Arruda, não esperava encontrar tanta gente. Talvez 200 pessoas e outras tantas bicicletas. Muito bom, tendo em conta o tempo que tem estado. Pelos vistos há muita gente fã, como nós, destes eventos Arruda-X.




E havia boas notícias: só apanharíamos um pouco de lama do início. Nessa parte fez-se um pedestre e siga para Montejunto. Pelo meio uma paragem para libertar alguma roupa porque o tempo estava quente. Ou seria dos subidas?!!!



O percurso até ao sopé da serra de Montejunto era bem rápido e fez-me muito rápido. Chegámos cedo a Cabanas de Torres. Parámos para comer qualquer coisa e olear a corrente. A seguir era sempre a subir dos 130 aos 640 metros. Pouco tempo depois ouço a minha roda de trás a perder ar. Parei para colocar ar, mas o raio do líquido anti-furo não funcionava. Tive de mudar a câmara de ar.

Há uma regra que diz que quando alguma coisa funciona bem não devemos mexer ou alterar. Eu sempre usei câmaras Airlock da Specialized, sem qualquer furo. Por vezes perdem um pouco de ar mas umas bombadas resolve. Fui comprar umas Bontrager, viu-se o resultado. "Pode levar à confiança que são boas, são Bontrager mas o líquido é da Slime", disse-me o vendedor. O que eu fazia bem era ir lá devolver a porcaria da câmara. O furo mal se vê e o líquido não vedou. Felizmente tinha uma câmara Airlock no Camelbak.



O track, este ano, era no sentido horário. Apesar de bastante diferente do percurso do ano passado, a subida era por um trilho bastante íngreme e técnico. O mesmo da descida do ano anterior. Se a descer já é bem difícil, este ano duvido que alguém tenha feito mais de 1% (sim, um por cento) daquilo a pedalar. Já sabia que iria ser assim, até tínhamos pensado atalhar por estrada esta parte. Mas como chegámos cedo lá, fomos ver se a chuva que tem caído tinha tirado as pedras do trilho...

Houve vários momentos de descanso, porque a parte pedestre também cansa.



O topo da serra estava envolto em nevoeiro e não se via nada para além de 5 metros. A Tânia começou a quebrar e por vezes eu carregava duas bikes... Após muito esforço e tempo depois chegámos lá acima. Fizemos uma pausa para recuperar forças e comer mais qualquer coisa: sandes de queijo e marmelada, uma delícia!

Se a subida era má, o que dizer da descida por uma escorregadia calçada romana? Eu dizia, "agarra-te bem Nobby Nic que estamos longe de casa". Com mais ou menos pedestre (acho que foi mais) chegámos ao fim... Da descida, claro.



Na passagem pela fábrica do gelo mais um contratempo. Tivemos de saltar uns portões, bem altos! O tempo passava e nós ali a fazer pedestre e a saltar portões... Felizmente encontrámos um belíssimo single-track a descer e depois um pouco de alcatrão e estradão que deu para recuperar o ritmo. Este single-track com tempo seco deve ser um espectáculo. Está marcado!

Após contornar a serra, apanhámos a célebre descida até Abrigada.



Parámos junto a um café e quando estávamos a colocar as bikes junto da esplanada a senhora diz com arrogância: "aí não que é privado". Ah é privado, que chatisse... Obviamente não respondemos nada à "simpática" senhora e fomos comer uma bifana para outro café mesmo ao lado!

No topo de Montejunto o GPS marcava cerca de mil metros de altimetria. Esse baixo valor previa um regresso à Arruda com muitas subidas. Certíssimo! A Tânia não estava nos seus melhores dias e foram várias as vezes que carreguei as duas bikes nas subidas mais inclinadas.



Na zona da Espiçandeira o track mandou-nos, literalmente, para a água. Teríamos de atravessar um rio com bastante caudal e com a água pelo joelho. E depois fazer os restantes 15 quilómetros com os pés molhados. Hmmm, voltámos para trás, vimos alternativas no GPS e pedimos ajuda aos populares. Fizemos mais quilómetros mas não molhámos os pés. Podem dizer: Miguel não saber nadar, yo! Tânia não saber nadar, yo! A cantar fica mais engraçado...

Na foto seguinte a Tânia acabou de receber uma boa notícia. Nota-se, não?



Era sempre a descer até à Arruda. Eu só dou boas notícias!

Apesar de termos demorado mais tempo do que o esperado, foi giro. Muito giro. Cumprimos um objectivo bem difícil (70km/1800m acumulado), não houve quedas e ficámos satisfeitos. Agora vamos precisar de duas ou três semanas para recuperar. Mas já está pensada uma re-edição com tempo seco.



Para quem não conhece, este foi um evento em autonomia total e totalmente grátis. No final ainda houve banhos de água quente para toda a gente e a disponibilidade de vários restaurantes para servirem refeições durante toda a tarde. Nós fomos à casa do Benfica, olé...

Organização: http://www.trilhossemfim.com/

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Blá, blá, blá Whiskas saquetas...






Em breve o relato de um fim-de-semana típico de Inverno.

Então cá vai.

Fins-de-semana de Inverno combinam com? [pensar um bocadinho] Isso mesmo, sofá! Nada de BTT, nada de caminhadas, nada de geocaching. Aproveita-se para pôr a leitura em dia e ver televisão até lacrimejar. E não é de emoção, é mesmo do excesso. Esta "conversa" da emoção fez-me lembrar quando acabaram os stocks de lenços de papel cá em casa e arredores ao ver o filme Marley & Me. O trailer até está engraçado, divertido, mas o final do filme é excessivamente dramático.

Para ajudar a passar o tempo decidimos jogar um jogo: descobrir as diferenças entre o Dewey e o nosso gatito. Acabámos por não jogar, não chegámos a acordo onde marcávamos as diferenças com o marcador. Podia ser na capa do livro, mas estragava-se. Podia ser no pêlo do gato, mas ele podia lavar-se e apagar a marca. Os jogos de computador são mais engraçados...

E o Inverno que não passa!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Começámos o ano na estrada

Ora cá estamos nós para mais um ano. Para quem cá anda há algum tempo é também uma nova década que agora se inicia. Nascemos sem pedir, morremos sem querer. Temos de viver o intervalo. Nós cá vamos vivendo à nossa maneira. A passagem de ano foi o costume. Champanhe para todos e a rolha para o gato. Assim todos se divertem. Por isso, o primeiro dia do ano é complicado acordar antes do meio-dia. Este ano a tradição manteve-se.

Dia 2, com o que tem chovido ultimamente, a única alternativa era fazer estrada. E para começar o ano da melhor forma, fomos tirar a ferrugem às Specialized Hardrock. Têm pneus mais adequados à estrada, embora no Verão tenham andando várias vezes no Trancão. Mas há mais novidades. Aproveitámos as prendas dos amigos do Facebook - são uns queridos e todos nos deram dinheiro - e fizemos um upgrade às Specialized. Agora sim, temos bicicletas bem equipadas para todo o tipo de terreno e distâncias. Ficaram lindas. Foram uns fantásticos pedais de encaixe Shimano m520. Usados! Mas já habituados aos pezinhos do menino e da menina. Eram os pedais das CANYON. Agora sim, posso levar as Canyon à balança. Devem pesar menos de 12 Kg. Há é um pequeno pormenor, não têm pedais... Ai, ai... Devo ter bebido champanhe a mais...

Quanto à volta, foi a papel químico (de fraca qualidade) desta.

Começámos na N10, rotunda dos Caniços, Vialonga. Primeira paragem, junta da Central de Cervejas. Não, ainda não estávamos com sede. Além disso, lá em casa bebe-se de outra marca. A ideia era ver a cantina e esplanada decorada pelos "queridos" do "Querido Mudei a Casa". Não conseguimos encontrar a cantina...

Seguimos para Alverca. Apesar da indicação A10/Arruda, optámos por subir em direcção ao Cabeço da Rosa. Preferimos subidas. Na descida para o Calhandriz conseguimos transformar os nossos "abrandadores" em travões. Estavam a precisar de uso. Não travam como os da CANYON mas fazem o serviço.

A paragem principal é... Nos bolos da Arruda. É impossível passar lá à porta e não entrar. Desta vez optámos por miniaturas. Confesso que já ando um bocado farto de doces.



Após esta paragem estratégica seguimos para Sobral de Monte Agraço. Tivemos a companhia de um "amigo" de quatro patas. Apesar de pedalarmos devagar acho que o vencemos pelo cansaço. Tal como apareceu também desapareceu.

Mais uma vez não parámos no Sobral para ganhar fôlego para a subida até à pista de motocross. Estava curioso quanto ao comportamento das bikes numa subida tão inclinada. Deu para fazer sem chamar a avozinha. Yeahhh!

Lá em cima parámos para a foto de grupo.



Vejam as nossas lindas bikes. Com reflectores como manda o código da estrada.





A partir daqui só tínhamos uma subida grande em Montachique. Com a ameaça da chuva e das previsões meteorológicas, só parámos em casa. Fizemos 70 quilómetros com 1200 metros de acumulado positivo.

Como acontece em quase todos os sábados, passámos a tarde a ver os episódios de "As regras do jogo" no MOV, a beber licor Beirão e a comer kiwis com banana.



Bom ano de 2010 para todos nós!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Linhas de Torres Vedras - Forte do Alqueidão

O Natal já lá vai. Já passou, com muita paz e tudo e tudo... Mas mesmo tudo. Comemos todas as espécies conhecidas de doces e outras coisas igualmente calóricas, excessivamente calóricas. A balança é como o algodão, não engana.

Então, o que se faz num domingo de Inverno? Cá em casa foi dormir até às 9 horas, apontar as bicicletas às subidas e aí vamos nós. Devagar, devagarinho... Terá sido dos doces? Acho que vou ali fazer uma limpeza ao frigorifico, também nunca gostei de restos. Só a sopa da mãezinha é que lá fica. Além de ser a melhor sopa do mundo (a mãe também) vou precisar dela para os jantares da próxima semana.

A temperatura nem estava muito desagradável, à medida que subiamos melhorava. No cabeço-da-Rosa já não parecia estar frio.

Para variar um bocadinho, em A-do-Mourão virámos à direita e fomos "visitar" uns "amigos" caninos. Os doces do Natal também fizeram estragos para aqueles lados. Nunca vi cães tão gordos.

Subimos até às eólicas onde se avista Sobral de Monte Agraço. E daí até ao Forte do Alqueidão.



Algumas das ruínas do forte estão a ser desenterradas, literalmente. Mas dá para ter uma ideia das fortificações e fossos. A vista lá de cima é soberba. Voltaremos lá com céu limpo. Mas como em tudo, há um senão: uma horrível plataforma em betão, grafitada pois claro, a estragar a paisagem. Ah, e também é bem difícil chegar lá, é a subir!

Estava conquistado o objectivo do dia. Mas ainda estávamos longe de casa. Seguimos em direcção a Montachique. Primeiro por trilhos, depois, com a ameaça da chuva, por estrada. Os trilhos estão bons e recomendam-se. Tirando duas ou três poças de água foi sempre a andar. A bike sujou-se mas a transmissão esteve sempre impecável, sem lama. Para ganhar coragem para a monotonia da estrada parámos numa paragem de autocarros, na Póvoa da Galega, para comer um croissant com creme. Os croissants eram de uma conhecida pastelaria Lisboeta. Já comi melhores e sem tanta publicidade... Para a próxima acho que vale a pena ir à Arruda ou ao Sobral.

A voltinha não chegou aos 70 quilómetros. Acho, não me apetece levantar daqui para ir confirmar. Está tão quentinho aqui. E depois o gato levantava-se e ia pedir água à casa de banho. E está frio na casa de banho. Podia constipar-me e amanhã... É dia de trabalho!

Acho que consegui "queimar" as 4 fatias de tronco de Natal que comi de uma só vez!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Natal Solidário - TNT BTT

Nesta época natalícia, aceitámos o repto dos TNT e participámos num passeio de Natal solidário.

A ideia era cada participante levar um brinquedo, que tivesse em casa sem uso, para oferecer às crianças carenciadas do concelho. Como não temos brinquedos em casa, fomos comprar dois (devidamente embrulhados) que certamente terão proporcionado dois sorrisos.





Depois do briefing, começámos a subir para combater o frio. Esse esforço foi inglório porque logo a seguir apanhámos a descida para Alpriate. Nunca desci aquilo tão depressa: já que era para sentir frio, que seja durante o menos tempo possível.

Depois rolámos por trilhos na zona do vale do Trancão. Os guias escolheram bem o percurso. Apesar da chuva que tem caído, os trilhos estavam transitáveis.

O passeio parecia fácil. Fácil de mais, até. Entretanto virámos para o Zambujal e começámos a subir até... Até ao abastecimento. Momento para arrefecer o corpo e alimentar o estômago! Bolos, sumos, águas e barras. Tudo o que é preciso!

Depois vieram as subidas e o grupo penso que se quebrou. Subimos até ao topo da Mata do Paraíso, desde o Zambujal. Já lá não passava desde uma GR que fizemos. Penso que o grupo quebrou porque a partir daí pareceu-me que eram menos pedalantes.

Descemos até à Mata do Paraíso. Não entrámos na mata, virámos para Santa Eulália. Esta foi a parte mais engraçada do passeio. Trilhos algo matreiros mas tudo correu bem. Quando avistámos o Cabeço da Rosa, descemos para Vialonga pela nossa conhecida "subida da pedra".



Mas ainda faltavam algumas subidas até chegar à Póvoa de Santa Iria. Demos uso ao viaduto sem saída e, após uma subida "pesada", estava feito o passeio.

Estava um frio brutal. Já ontem estava.



Esta foi a nossa contribuição para um Natal melhor de duas crianças.



Bom Natal para todos.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Doces, pão-com-chouriço e estrada

Hoje a temperatura estava como os preços do Pingo Doce. Mesmo assim aparecemos 3 em Alpriate. Com muito frio, fizemo-nos à estrada: eu e duas meninas.

Para aquecer subimos até ao Cabeço da Rosa, descemos para o Calhandriz e seguimos para os bolos na Arruda. Saborosos, como sempre.



Com o pequeno-almoço tomado, subimos até ao Sobral. Não parámos para comer bolos. Não parámos para nada. Mas passámos em frente de um sítio onde os há, e bons. Foi sempre a andar até ao pão-com-chouriço. Disseram-me que estava soboroso. Vamos ser clientes em próximas voltas.

O horário estava a apertar e ainda faltava a subida de Montachique. Por esta altura já não havia frio. Descemos para Loures e cada um foi à sua vida.

A voltinha foi sempre por estrada, 75 km com 1200 de acumulado e apenas duas paragens. Estava frio.

Gostei da volta, acho que as meninas também gostaram. Apesar de ser estrada, havia pouco trânsito. A repetir.