segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Blá, blá, blá Whiskas saquetas...






Em breve o relato de um fim-de-semana típico de Inverno.

Então cá vai.

Fins-de-semana de Inverno combinam com? [pensar um bocadinho] Isso mesmo, sofá! Nada de BTT, nada de caminhadas, nada de geocaching. Aproveita-se para pôr a leitura em dia e ver televisão até lacrimejar. E não é de emoção, é mesmo do excesso. Esta "conversa" da emoção fez-me lembrar quando acabaram os stocks de lenços de papel cá em casa e arredores ao ver o filme Marley & Me. O trailer até está engraçado, divertido, mas o final do filme é excessivamente dramático.

Para ajudar a passar o tempo decidimos jogar um jogo: descobrir as diferenças entre o Dewey e o nosso gatito. Acabámos por não jogar, não chegámos a acordo onde marcávamos as diferenças com o marcador. Podia ser na capa do livro, mas estragava-se. Podia ser no pêlo do gato, mas ele podia lavar-se e apagar a marca. Os jogos de computador são mais engraçados...

E o Inverno que não passa!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Começámos o ano na estrada

Ora cá estamos nós para mais um ano. Para quem cá anda há algum tempo é também uma nova década que agora se inicia. Nascemos sem pedir, morremos sem querer. Temos de viver o intervalo. Nós cá vamos vivendo à nossa maneira. A passagem de ano foi o costume. Champanhe para todos e a rolha para o gato. Assim todos se divertem. Por isso, o primeiro dia do ano é complicado acordar antes do meio-dia. Este ano a tradição manteve-se.

Dia 2, com o que tem chovido ultimamente, a única alternativa era fazer estrada. E para começar o ano da melhor forma, fomos tirar a ferrugem às Specialized Hardrock. Têm pneus mais adequados à estrada, embora no Verão tenham andando várias vezes no Trancão. Mas há mais novidades. Aproveitámos as prendas dos amigos do Facebook - são uns queridos e todos nos deram dinheiro - e fizemos um upgrade às Specialized. Agora sim, temos bicicletas bem equipadas para todo o tipo de terreno e distâncias. Ficaram lindas. Foram uns fantásticos pedais de encaixe Shimano m520. Usados! Mas já habituados aos pezinhos do menino e da menina. Eram os pedais das CANYON. Agora sim, posso levar as Canyon à balança. Devem pesar menos de 12 Kg. Há é um pequeno pormenor, não têm pedais... Ai, ai... Devo ter bebido champanhe a mais...

Quanto à volta, foi a papel químico (de fraca qualidade) desta.

Começámos na N10, rotunda dos Caniços, Vialonga. Primeira paragem, junta da Central de Cervejas. Não, ainda não estávamos com sede. Além disso, lá em casa bebe-se de outra marca. A ideia era ver a cantina e esplanada decorada pelos "queridos" do "Querido Mudei a Casa". Não conseguimos encontrar a cantina...

Seguimos para Alverca. Apesar da indicação A10/Arruda, optámos por subir em direcção ao Cabeço da Rosa. Preferimos subidas. Na descida para o Calhandriz conseguimos transformar os nossos "abrandadores" em travões. Estavam a precisar de uso. Não travam como os da CANYON mas fazem o serviço.

A paragem principal é... Nos bolos da Arruda. É impossível passar lá à porta e não entrar. Desta vez optámos por miniaturas. Confesso que já ando um bocado farto de doces.



Após esta paragem estratégica seguimos para Sobral de Monte Agraço. Tivemos a companhia de um "amigo" de quatro patas. Apesar de pedalarmos devagar acho que o vencemos pelo cansaço. Tal como apareceu também desapareceu.

Mais uma vez não parámos no Sobral para ganhar fôlego para a subida até à pista de motocross. Estava curioso quanto ao comportamento das bikes numa subida tão inclinada. Deu para fazer sem chamar a avozinha. Yeahhh!

Lá em cima parámos para a foto de grupo.



Vejam as nossas lindas bikes. Com reflectores como manda o código da estrada.





A partir daqui só tínhamos uma subida grande em Montachique. Com a ameaça da chuva e das previsões meteorológicas, só parámos em casa. Fizemos 70 quilómetros com 1200 metros de acumulado positivo.

Como acontece em quase todos os sábados, passámos a tarde a ver os episódios de "As regras do jogo" no MOV, a beber licor Beirão e a comer kiwis com banana.



Bom ano de 2010 para todos nós!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Linhas de Torres Vedras - Forte do Alqueidão

O Natal já lá vai. Já passou, com muita paz e tudo e tudo... Mas mesmo tudo. Comemos todas as espécies conhecidas de doces e outras coisas igualmente calóricas, excessivamente calóricas. A balança é como o algodão, não engana.

Então, o que se faz num domingo de Inverno? Cá em casa foi dormir até às 9 horas, apontar as bicicletas às subidas e aí vamos nós. Devagar, devagarinho... Terá sido dos doces? Acho que vou ali fazer uma limpeza ao frigorifico, também nunca gostei de restos. Só a sopa da mãezinha é que lá fica. Além de ser a melhor sopa do mundo (a mãe também) vou precisar dela para os jantares da próxima semana.

A temperatura nem estava muito desagradável, à medida que subiamos melhorava. No cabeço-da-Rosa já não parecia estar frio.

Para variar um bocadinho, em A-do-Mourão virámos à direita e fomos "visitar" uns "amigos" caninos. Os doces do Natal também fizeram estragos para aqueles lados. Nunca vi cães tão gordos.

Subimos até às eólicas onde se avista Sobral de Monte Agraço. E daí até ao Forte do Alqueidão.



Algumas das ruínas do forte estão a ser desenterradas, literalmente. Mas dá para ter uma ideia das fortificações e fossos. A vista lá de cima é soberba. Voltaremos lá com céu limpo. Mas como em tudo, há um senão: uma horrível plataforma em betão, grafitada pois claro, a estragar a paisagem. Ah, e também é bem difícil chegar lá, é a subir!

Estava conquistado o objectivo do dia. Mas ainda estávamos longe de casa. Seguimos em direcção a Montachique. Primeiro por trilhos, depois, com a ameaça da chuva, por estrada. Os trilhos estão bons e recomendam-se. Tirando duas ou três poças de água foi sempre a andar. A bike sujou-se mas a transmissão esteve sempre impecável, sem lama. Para ganhar coragem para a monotonia da estrada parámos numa paragem de autocarros, na Póvoa da Galega, para comer um croissant com creme. Os croissants eram de uma conhecida pastelaria Lisboeta. Já comi melhores e sem tanta publicidade... Para a próxima acho que vale a pena ir à Arruda ou ao Sobral.

A voltinha não chegou aos 70 quilómetros. Acho, não me apetece levantar daqui para ir confirmar. Está tão quentinho aqui. E depois o gato levantava-se e ia pedir água à casa de banho. E está frio na casa de banho. Podia constipar-me e amanhã... É dia de trabalho!

Acho que consegui "queimar" as 4 fatias de tronco de Natal que comi de uma só vez!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Natal Solidário - TNT BTT

Nesta época natalícia, aceitámos o repto dos TNT e participámos num passeio de Natal solidário.

A ideia era cada participante levar um brinquedo, que tivesse em casa sem uso, para oferecer às crianças carenciadas do concelho. Como não temos brinquedos em casa, fomos comprar dois (devidamente embrulhados) que certamente terão proporcionado dois sorrisos.





Depois do briefing, começámos a subir para combater o frio. Esse esforço foi inglório porque logo a seguir apanhámos a descida para Alpriate. Nunca desci aquilo tão depressa: já que era para sentir frio, que seja durante o menos tempo possível.

Depois rolámos por trilhos na zona do vale do Trancão. Os guias escolheram bem o percurso. Apesar da chuva que tem caído, os trilhos estavam transitáveis.

O passeio parecia fácil. Fácil de mais, até. Entretanto virámos para o Zambujal e começámos a subir até... Até ao abastecimento. Momento para arrefecer o corpo e alimentar o estômago! Bolos, sumos, águas e barras. Tudo o que é preciso!

Depois vieram as subidas e o grupo penso que se quebrou. Subimos até ao topo da Mata do Paraíso, desde o Zambujal. Já lá não passava desde uma GR que fizemos. Penso que o grupo quebrou porque a partir daí pareceu-me que eram menos pedalantes.

Descemos até à Mata do Paraíso. Não entrámos na mata, virámos para Santa Eulália. Esta foi a parte mais engraçada do passeio. Trilhos algo matreiros mas tudo correu bem. Quando avistámos o Cabeço da Rosa, descemos para Vialonga pela nossa conhecida "subida da pedra".



Mas ainda faltavam algumas subidas até chegar à Póvoa de Santa Iria. Demos uso ao viaduto sem saída e, após uma subida "pesada", estava feito o passeio.

Estava um frio brutal. Já ontem estava.



Esta foi a nossa contribuição para um Natal melhor de duas crianças.



Bom Natal para todos.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Doces, pão-com-chouriço e estrada

Hoje a temperatura estava como os preços do Pingo Doce. Mesmo assim aparecemos 3 em Alpriate. Com muito frio, fizemo-nos à estrada: eu e duas meninas.

Para aquecer subimos até ao Cabeço da Rosa, descemos para o Calhandriz e seguimos para os bolos na Arruda. Saborosos, como sempre.



Com o pequeno-almoço tomado, subimos até ao Sobral. Não parámos para comer bolos. Não parámos para nada. Mas passámos em frente de um sítio onde os há, e bons. Foi sempre a andar até ao pão-com-chouriço. Disseram-me que estava soboroso. Vamos ser clientes em próximas voltas.

O horário estava a apertar e ainda faltava a subida de Montachique. Por esta altura já não havia frio. Descemos para Loures e cada um foi à sua vida.

A voltinha foi sempre por estrada, 75 km com 1200 de acumulado e apenas duas paragens. Estava frio.

Gostei da volta, acho que as meninas também gostaram. Apesar de ser estrada, havia pouco trânsito. A repetir.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Praia e serra: Guincho-Sintra-Guincho

Da minha extensa lista de blogs, que dou uma espreitadela, despertou-me a curiosidade de um post no "O Limpaneves". Uma volta por Sintra, que por si já é bom, mas com partida da praia do Guincho e regresso novamente ao Guincho com passagem pelas falésia desde a Azoia e praia do Abano. Mais tarde descobri que havia mais Maníacos a pensar no assunto. Consegui conter-me e aguardar pela companhia. Hoje foi o dia!

Aqui estão os cinco magníficos. Olhando para a nossa cara não restam dúvidas das qualidades do trilho.



Da praia do Guincho seguimos em direcção a Zambujeiro. Muitos single-tracks, algumas subidas com pedras e com alguma inclinação. Também havia alguns estradões para recuperar o tempo perdido a desviar das pedras. O ritmo aqui era lento, mais à frente teríamos a conhecida subida do estradão dos jipes. Quatro quilómetros a subir.

O trilho maravilha faz-nos esquecer logo da chatisse da subida. É sempre a dar trabalho, muito, às suspensões.

Chegámos aos Capuchinhos por um trilho novo que não conhecia. Fomos encontrar uma pequena mina. Só para apanhar balanço para descer até aos Capuchinhos.

Nos Capuchos olhámos para subida que nos leva ao Monge. Hoje foi só olhar mesmo. Deixá-mo-la à direita e seguimos em frente, primeiro a descer e depois a subir bem até ao posto de vigia da Pedra Amarela.



A visão lá de cima compensa a subida. A descida é tramada: estradão, mas cheia de regos. Uns grandes outros, mesmo tramados, do tamanho do pneu. Passámos (descemos) bem. Por esta altura passámos por um grupo com uns jerseys da selecção nacional de BTT. Andavam a treinar e nós no lazer...

A hora já ia avançada, por isso foi sempre a andar. Literalmente, no trilho das Minas. Não conhecia, mas não devo lá voltar. Perigoso demasiado para o meu gosto. Depois disto, almoçar comida fria ou aquecida no micro-ondas era uma realidade. Quem ganhou foram as operadoras de telemóveis, como dizia uma há uns anos atrás: "Onde você estiver está lá". "Ah e tal, vou chegar tarde", ouvia-se por lá.

Depois do trilho das Minas subimos bem até avistar a Peninha. Mais subidas e uma espectacularmente rápida descida. Mais um pouquinho e estávamos na estrada de alcatrão e no cruzamento para a Azoia.

Passámos junto da quinta do Rio Touro e entrámos na zona mais aguardada. Os trilhos das falésias. A minha bike até voava sobre tantas pedras, pedrinhas, pedregulhos e drops. Quando o trilho "acalmava" lá podíamos olhar para a direita e contemplar o Atlântico.



Pela primeira vi voodoo e outras bruxarias na serra de Sintra. Pelo menos em dois locais diferentes. Desviei a minha bike desses restos. Como dizem os nuestros hermanos: "No creo en brujas, pero que las hay, las hay".

Esta volta vai direitinha para o top das melhores das melhores. Quarenta quilómetros, com 1100 metros de acumulado, e muito divertimento.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Loures, Montemor e Montachique...

... E Sacavém, Unhos, Frielas, Fanhões, Vialonga e mais uma quantas lá pelo meio.

Mais um feriado, desta vez religioso (festa da Imaculada Conceição), mais uma voltinha pelos montes e vales em BTT. Começámos por estrada, primeiro a rolar, depois a empinar bem até ao cabeço de Montemor. Ali para os lados de Loures. Subimos até um santuário, não me recordo do nome. Mas hei-de lá voltar só para tirar uma foto. Tem uma vista fenomenal. Dá para ver a capital, Sintra e a margem sul. Vê-se bem o Cristo Rei. Com um bocadinho (grande) de imaginação até dá para ver um grupo de turistas Japoneses com as últimas novidades em máquinas fotográficas da SONY a fotografar tudo e todos...

A seguir andámos por alguns trilhos, pesados da chuva que tem caído, e depois novamente a subir, e bem, até Montachique. Trilhos até Fanhões e bora lá para casa que já é meio-dia e meia...

Fotos? Bem, só uma e à chegada:


Na volta, apesar de algum entra e sai, chegámos a ser 10.

Com tantas subidas, o acumulado já se está mesmo a ver: atingiu os quatro dígitos!