domingo, 12 de julho de 2009

III Passeio BTT de Arraiolos

Regresso a Arraiolos para um passeio à moda antiga. Ou seja, guiado. Não podíamos perder esta oportunidade de passear pelos trilhos da zona depois da experiência da maratona.

Apesar de ser um passeio guiado, o ritmo era homogéneo não existindo muitas paragens. Deu para bater recordes de "dar à língua". Foram prai uns 15 a 20 quilómetros seguidos. E não fui eu...

A primeira paragem foi na Barragem da Carrasqueira, próximo de Santa Justa.



Depois de uma breve passagem pela aldeia da Igrejinha, chegámos ao abastecimento na margem da barragem do Divor. Para além do habitual neste tipo de eventos, havia também melão da zona. Fresquíssimo e saboroso.

A partir daqui foi ao estilo "salve-se quem puder". Ou seja, o passeio deixou de ser guiado para seguirmos as marcações no terreno.


(Foto de Mamede Nazaré)

O almoço foi muito bem servido, ao estilo da maratona. Com direito a várias entradas para além do magnífico almoço.

No final, houve um sorteio de prémios. Não nos calhou nada. Mas a Tânia veio de lá toda satisfeita com o seu troféu da maratona.



(Foto de Núcleo Cicloturismo de Arraiolos)

Como habitualmente, esta volta também teve gelado.

sábado, 11 de julho de 2009

As avestruzes são nossas amigas

Este sábado subimos até ao Cabeço de Montemor com os Maníacos do Pedal. Se da última vez apanhámos alguma lama, desta vez os trilhos estavam bem secos convidativos a largar os travões nas descidas.

O pior foi a avestruz a complicar a foto de grupo. Estavam todos com medo de ser "picados". Mas ela foi nossa amiga.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Serra da Lousã. Trevim e praias fluviais.

Aproveitámos a ida à Maratona do Vale do Vouga para tirar uns dias de férias na zona da serra da Lousã.

Visitámos rios, ribeiras, açudes, barragens e, como tínhamos lá as bikes, também pedalámos. E que "pedalanço". Subimos ao ponto mais elevado da serra da Lousã: o Trevim. A 1205 m de altitude. Se para apanhar cerejas tivemos de pedalar a um pouco mais de 900 metros de altitude, desta vez, para visitar o Centro de Emissão do Trevim, tivemos de subir até aos 1205 metros.

O track escolhido foi o do segundo dia do GEO-RAID de 2008 obtido no site da BikeMagazine. Foi o único track que arranjei a passar pelo Trevim, por isso servia na perfeição.

Saímos da Lousã, depois de tomar o pequeno almoço com pão da padaria São Pedro. Nunca falha, sempre que passamos na Lousã vem um saco desse pão para casa.

O perfil de altitudes assustava. São 20 quilómetros seguidos a subir dos 200 metros de altitude até aos 1200 metros. Depois uma descida até aos 1000 metros e, novamente, subir até aos 1200 metros. Depois disso parecia que era quase sempre a descer. Enchemos as mochilas de comida e bebida energética porque, às vezes, vontade não basta.



Estávamos a estrear os jerseys da maratona do Vale do Vouga. Bem giros e confortáveis.



A subida é dura. O trilho é fácil (estradão) mas a quantidade de quilómetros a subir vai fazendo mossa. A fauna da floresta é muito diversificada: carvalhos, sobreiros, medronheiros, pinheiros vulgares e outros mais esquisitos, acácias, eucaliptos, carquejais, tojais, giestais e muitas outras espécies. Em alguns locais a floresta é tão densa que o Sol não passa pela folhagem. A zona também é "rica" em animais, mas só vimos um coelhito e várias aves.

À medida que íamos subindo, o nosso campo de visão ia aumentando. Se tivéssemos levado os binóculos talvez víssemos o Homem do Bussaco (ou Buçaco).





Com calminha, avistámos o alto do Trevim. Parámos e tirámos uma foto de grupo.



O Trevim está atrás das nossas costas. Parece logo ali. Não é. Ainda faltavam umas boas subidas e um trilho agressivo. A temperatura estava muito boa lá em cima. Levávamos um agasalho mas não foi preciso. Durante toda a volta a temperatura esteve bastante agradável tornando-se uma aliada.





Finalmente vamos descer. Não muito. Só até avistar a aldeia do Coentral. Depois atravessámos a encosta para voltar a subir até ao aeródromo de Santo António das Neves.

Agora é que era descer a sério. Pelo meio passámos numa pequeníssima aldeia (Aigra Velha). Mais a baixo passámos por uma das célebres aldeias de xisto: Aigra Nova. Continuámos a descer com muitas curvas até encontrar, pela primeira vez neste track, alcatrão. Foi por pouco tempo. Entrámos num rápido estradão até ao miradouro da Candosa e depois uma descida alucinante até à praia fluvial do Cabril do Ceira em Serpins.





Ficámos por ali algum tempo a refrescar. Depois veio um single track "primitivo" junto ao rio Ceira. A última praia fluvial por onde passámos foi a da Senhora da Graça, próximo do parque de campismo de Serpins.

Pensámos que, a partir dali, seria sempre a rolar até à Lousã. Não. Ainda faltava uma subida que nos custou bastante talvez por não estarmos a contar com ela. Faltava esta para atingir os 70 quilómetros com 1700 metros de acumulado de subidas.

Foi assim um dos nossos dias de férias desta semana. Memorável.

domingo, 5 de julho de 2009

Caminhando e pedalando na IV Maratona Vale do Vouga

Quase dois anos depois da nossa adesão ao BTT encontrámos os trilhos mais bonitos e espectaculares de sempre. Em cerca de 40km percorremos estradões circundados por uma vegetação deslumbrante, subidas extasiantes, descidas alucinantes e vários ribeiros ou açudes para ir molhando o pezinho. Tudo isto bem misturado para ir variando. Foi assim a IV (meia) maratona BTT do Vale do Vouga.

Abrimos uma excepção e fomos a esta badalada maratona. Normalmente não vamos a maratonas nem a eventos com grande show-off. Mas os relatos de anos anteriores e a oferta de um jersey para o menino e para a menina levaram-nos a abrir uma excepção.

Eram muitos os inscritos mas só conhecemos o Team Santos (Sandra e Jorge) e no local menos óbvio: a alimentar o vício do café. Após uma breve conversa - tínhamos de nos ir aprontar - ficámos a saber que estava prevista chuva. O Jorge tinha visto a previsão meteorológica. Estamos tramados. Não tínhamos impermeável e até o óleo de corrente era para tempo seco...

E choveu mesmo. Após o controlo zero (novidade para nós) apareceu uma chuva miudinha. A avenida (Eugénio Ribeiro) era grande mas parecia pequena para acomodar tanta gente. Toda decorada e repleta de apoiantes. Parecia uma etapa do Tour.



O inicio da maratona foi a bom ritmo (demasiado elevado) pelas ruas e avenidas da cidade de Águeda. O pior veio quando entrámos nos trilhos. A chuva que era cada vez mais forte fez-me lembrar de outro "filme". Mas a lama era muito pouca. Claro que os trilhos estavam um pouco escorregadios mas à medida da nossa perícia e da capacidade dos pneus cumprirem as nossas ordens. O pior foi mesmo os engarrafamentos. Qualquer pedrinha mais saliente, estreitamento, riacho ou, pro vezes, sem qualquer causa o pessoal parava e... Eram longos e desesperantes minutos com a bike à mão. Foi pena, porque os trilhos eram fantásticos.



A partir do meio do passeio (ops, maratona) já se conseguia passar uns ribeiros sem desmontar. Afinal isto é BTT.



(Foto de Galvão)

As "gentes" de Águeda vieram em força para a rua apoiar os atletas. Era impressionante a quantidade de pessoas junto dos trilhos. Sempre que o trilho cruzava uma estrada ou nos riachos, éramos presenteados com um coro ensurdecedor de incentivos. Muito mais do que no Alvalade-Porto Côvo.

Pouco depois da ZA (muito boa) veio a inesquecível passagem pelo açude do rio Alfusqueiro. Normalmente, este açude não tem água a passar sobre o paredão. Não sei se foi a organização que pediu para fecharem as adufas, mas a água a transbordar pelo paredão e os ciclistas a passar formava uma paisagem... Mais vale uma imagem do que mil palavras:



Mais uma vez, apesar da chuva, o apoio popular estava lá.

Já muito perto da chegada ouço o pessoal muito assustado com uma subida que se aproximava. A dizer que "a organização não devia fazer isto", que "havia outros trilhos melhores para chegar a Águeda". Bem, pensei eu, aproxima-se mais uma zona de passeio pedestre. Afinal não. Era uma subidita de 50 metros bem acessível.

A chegada foi apoteótica, pela apoio popular às rosinhas do jersey da Tânia, onde fomos ultrapassados por três ou quatro pessoas que nos passaram a sprintar. Mas não ganharam nada os primeiros já tinham chegado há muito tempo. E os primeiros dos 80 km só chegariam quinze minutos depois.

Seguiu-se os habituais banhos e almoços, tudo irrepreensivelmente organizado. Como a lista de prémios a sortear era grande ficámos para ver a festa da cerimónia do pódio e ver se nos calhava alguma coisa no sorteio. Não tivemos sorte. Mas valeu pela experiência de ver a festa de entrega dos prémios aos vencedores.

O track dos 80 km já está guardado para o ir fazer qualquer dia. A zona é fantástica para o BTT. Tem sempre muita vegetação o que é óptimo para nos proteger do calor nos dias mais quentes. Hoje, protegeu-nos da chuva.

sábado, 27 de junho de 2009

Pedalei, pedalei... Travei... E conheci Lavre!

Nunca tínhamos chegado a casa tão tarde depois um passeio de BTT. Do relógio da torre já tinha soado a primeira hora da madrugada de domingo. Cá em casa já estavam a ficar preocupados com a nossa ausência.

Até pedalámos depressa, pelo menos mais do que é normal. A distância também não era grande: apenas 50 quilómetros. A altimetria também era acessível: cerca de 600 metros. O "problema" foi a hora da partida. 18 horas. Isso mesmo, seis da tarde.

Achámos piada a este evento por duas razões: iniciar-se ao fim da tarde (sem ser um nocturno) e pelos trilhos alentejanos que nos faz pensar que estamos a pedalar num postal tal a beleza das paisagens por estas bandas.

Chegámos cedo ao campo de futebol de Lavre. Excelente local para a concentração. Há lugar para todos. Aos poucos as margens do pelado iam ficando repletas de carros que transportavam as bikes e os bikers. Para levantar os dorsais e ofertas não havia filas. Preparámos as bikes e fomos dar umas voltinhas ao campo de futebol para ganhar técnica a pedalar na areia. Iríamos precisar...



A partida foi separada por alguns minutos para as duas distâncias: 25 e 50. Mas os primeiros metros a subir eram iguais para todos. Aquecemos logo ali. Nem houve tempo para engrenar a avozinha!



O percurso estava muito bem sinalizado. Tinha algum receio pois já não ia a um evento com marcações há algum tempo. Estou mais habituado a olhar para o GPS do que para as fitas penduradas nos ramos das árvores. Conseguíamos ver sempre alguém à nossa frente o que ajudou na navegação. Não nos perdemos.

A organização está de parabéns. Havia sempre pessoal ou polícia nos cruzamentos das estradas e várias ambulâncias de prevenção. Vi pelo menos três.

No primeiro abastecimento, aos quilómetro 15, não parámos. Mas estavam duas pessoas a dar águas "em andamento". No segundo, parámos para o tradicional abastecimento de bananas, laranjas, água e uma barra energética. Não sei se havia mais alguma coisa. Para mim estava perfeito.

A seguir ao abastecimento os touros assustaram-se com a nossa passagem. Bravos.



A ideia da organização iniciar o passeio ao fim da tarde foi excelente. Parece que o ano passado ainda estavam quarenta e tal graus (Celsius). À medida que o passeio se aproximava do final, o Sol também se ocultava no horizonte definindo uma paisagem maravilhosa. Este vai ser, sem dúvida, uma passeio a repetir no próximo ano.



À chegada, uns metros antes da meta, não consegui evitar uma queda... Da máquina fotográfica. Felizmente foram só uns arranhões. Ficou um pouco "abalada" (ver foto da chegada) mas logo a seguir já estava pronta para registar fotograficamente a satisfação da Tânia por ter vindo a este simpático passeio de fim de tarde.



E eu a verificar a altimetria: pouco mais de 600 metros.



Ainda chegámos com um pouco de Sol. Os trilhos eram bastante rolantes, com umas boas subidas e descidas, claro. Também houve dois locais para molhar o pezito e refrescar um pouco. Nunca falha nos trilhos alentejanos. Apanhámos alguma areia no início do percurso mas sem necessidade de desmontar. O único inconveniente era termos de ir com mais atenção e mais devagar também.

Estivemos a "rescaldar" e a beber uma água junto à meta com o amigo Amílcar do ProjectoBTT e mais uns companheiros com quem viemos quase sempre juntos. Depois foi sempre a descer até ao campo de futebol para o banho obrigatório. Cinco minutos de espera que o cilindro enchesse. Valeu a pena porque a água estava óptima.

Depois subimos até à casa do povo para uma saborosa jantarada à hora da ceia. Excelente local. Para almoçar já não poderia ser assim ao ar livre.



NOTA: O título deste post foi inspirado na t-shirt oferecida pela organização do evento (IV Passeio de BTT por Terras de Lavre - Crédito Agricola).

sábado, 20 de junho de 2009

Monumento a Hércules. Sobralinho - Mata do Paraíso.

Quem passa na auto-estrada A1, na zona de Alhandra, já deve ter reparado num monumento escultórico que se destaca pela sua posição altimétrica dominante (18 metros). Trata-se do Monumento a Hércules, comemorativo da vitória das Linhas de Torres, erguido nos finais do século XIX no local onde se iniciava a primeira linha de defesa. As linhas de Torres eram linhas de fortificações militares que faziam parte do complexo defensivo, construído pelas tropas luso-britânicas, para travar as invasões napoleónicas.



Esta volta foi a primeira da "7 às 10 series". Com a chegada do calor temos de acordar bem cedo para chegarmos a casa antes do calor se tornar insuportável. Diz-se que "deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer". Saúde quanto mais melhor, crescer é que não. Depois tinha de ir actualizar o cartão do cidadão!

Bem, a volta começou cedo com a descoberta de uns trilhos novos, pelas traseiras do estádio do FC Alverca. Uma boa alternativa à N10 que a haveríamos de cruzar mais à frente para apanhar um trilho que segue por baixo da A1 em direcção ao Sobralinho.

Na Sobralinho fomos visitar o já referido Monumento a Hércules. Vistas fantásticas para a lezíria de... abrir o apetite. Era cedo, mas o estômago lá pediu qualquer coisita.

Depois da contemplação apanhámos um single-track, a subir, que nos levou aos habituais trilhos do Sobralinho. Sempre a subir... Já algum tempo que não passava por lá. Agora o trilho está quase 100% ciclável pois retiraram aquelas pedras enormes que tapavam o caminho. Já devem estar estar britadas. Só não é 100% porque tenho vertigens e medo do vento traiçoeiro!



Passámos pelo trilho da cobra. Apesar de ir preparado... De máquina fotográfica em punho, o raio da cobra não apareceu. Este trilho é complicado todo o ano: no Verão são as cobras e no Inverno são as pedras roliças e escorregadias.

As voltas pelo Sobralinho incluem quase sempre o desafio "agonia". Desta vez foi: Somos pelos Gatos 2, "Agonia" 0. Yeahhhh



E, mais do mesmo, por ali a cima até ao marco geodésico para um bom registo fotográfico. Só possível graças à arte e empenho da menina da foto.



Mais uma paragem para abastecimento onde aproveitei para procurar um trilho alternativo. Mas como o Sol já começava a estar mais perto da Terra, decidimos não inventar e siga para A-do-Mourão que era descer. Paragem obrigatória no Lavadouro público para refrescar.

Depois de uma pequena subida foi novamente sempre a descer até virar para o Cabeço da Rosa. Seguiu-se um constante sobe e desce, até Santa Eulália, com umas vistas fantásticas. À esquerda para a metrópole e à direita para Vila de Rei e Bucelas.





O Sol estava impiedoso e assim que avistámos a Mata do Paraíso pensámos logo nas sombras refrescantes dos seus trilhos. Logo que vimos um trilho a descer nessa direcção, nem pensámos. Foi sempre a descer até que...



O trilho acabou e, no seu lugar, desenvolve-se uma pedreira (ou outra coisa parecida). Mas não eram aqueles montes de terra remexida que nos iam fazer apanhar um escaldão. Logo logo procurámos uma forma de sair dali, sem voltar a subir. Com esse imprevisto simplificámos a nossa passagem pela Mata do Paraíso.

Foi mais uma manhã recheada história e estórias.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Às cerejas pela serra do Açor

Cá por casa adoramos cerejas. Não da mesma forma como se adora um Deus ou uma ideologia. É um adorar diferente, do tipo pegar numa taça e começar rapidamente à procura da última cereja.

Fomos ao GPSies à procura de tracks "com" cerejas. Mas a resposta do servidor foi "Não foram encontrados Percursos". Que chatice! Ninguém gosta de cerejas? Ou não querem partilhar o track que nos leve às melhores? Então fomos à procura delas pelo cheiro. Andámos, andámos, andámos e nada. Decidimos sair da auto-estrada e procurar por estradas rurais. Andámos, andámos, andámos e... Finalmente encontrámos. Grandes e vermelhinhas que nem o medo de sermos corridos a tiro nos impediu de consumar o "assalto". Estávamos em plena serra do Açor.



Comemos tanta cereja que até adormecemos (ou não) debaixo da cerejeira e só acordámos no dia seguinte com vontade de pedalar pela zona para... Procurar mais cerejeiras que aquela já tinha poucas.

Não havendo track fomos novamente pelo cheiro e pelo zumbido das abelhas. Acho que as abelhitas partilham do mesmo gosto que nós pelas cerejas. Apesar do zumbido ser intimidador não havia perigo de sermos mordidos. As cerejas chegavam para todos.



As cerejeiras eram muitas e por muitas cerejas que tenhamos comido, tenho a certeza que o dono não vai dar por falta. Talvez note o rasto deixado pelos pneus das bikes. Coisa estranha por estes lados. Como as cerejas eram muito doces, ficámos com muita sede. Fomos fazer uma visita ao rio Ceira. As suas águas límpidas fizeram-nos esquecer a existência de Coliformes. Ainda há paraísos no planeta Terra. É pena ser a 250 km de Lisboa. Vejam mais fotos no final do relato.





Na ponte do Cartamil encontrámos uma construção de noras, azenhas e alavancas que só visto. Já coloquei no YouTube.



A partir daqui foi sempre a subir até aos 1000 metros de altitude. Pelo meio visitámos a aldeia de Fajão e os seus penedos. Locais em que, segundo a lenda, se reuniam as bruxas com o mafarrico, nas suas danças e andanças da meia noite feiticeira. As coisas que eu sei...



Lá em cima, apesar do ar ser rarefeito as vistas são fantásticas. Deu para ver a Serra da Estrela. Depois foi sempre a descer até que... O trilho acabou. A alternativa era subir tudo de novo ou avançar pelo meio do mato. Escolhemos a segunda opção.



Depois disto optámos por terminar a aventura de BTT e ir ver rãs para o rio. Não foi fácil, porque eram bem pequeninas. As grandes só dava para as ouvir. Não deixavam chegar perto.



E foi assim a nossa aventura pela serra do Açor. Pouco mais de trinta quilómetros com mil e tal metros de acumulado e uma média bem fraquinha quantificada com apenas um dígito.

Foi um dia fantástico. Saciámos o nosso desejo de cerejas. No final já nem parávamos junto das cerejeiras. Andámos por trilhos bem bonitos, alguns single-tracks perigosos demais para o meu gosto e algum alcatrão mas sem carros.