sábado, 8 de novembro de 2008

Festival Bike 2008 -Santarém

No sábado fomos até Santarém, de carro! Fomos participar na Maratona Festival Bike 2008 no outro lado. No lado do público. Hmmmm, a pedalar é que devia ter sido fixe. Talvez para o ano.

O resultado da nossa visita foi este:

Partida da maratona:



As "Pink Power":



Os Maníacos do Pedal:



Depois fomos ver a feira. Muita variedade menos nos preços. Cada vez estou mais satisfeito com a minha CANYON.

No regresso houve uma coisa que não correu bem. Eu que gosto tanto de dourada grelhada, hoje que já passou uma semana, ainda não lhe posso "sentir" o cheiro. A culpa foi do restaurante "A Cernelha". Quer dizer, a culpa foi minha. Quem é que me manda ter mais olhos que barriga! Depois de uma sopa da pedra não havia necessidade de pedir uma dourada...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

À descoberta do Ribatejo. O relato. Parte II.

Continuação...

Depois da ponte virámos à esquerda pelo dique de protecção de cheias até à praia fluvial de Valada. Este trilho é do género de single-track, tinha alguns troços mais largos mas outros com gravilha. Foi fixe. Para variar um pouco do excesso de alcatrão que tínhamos feito até ali.



Este trilho levou-nos até à praia fluvial de Valada [vídeo].



A seguir fomos fazer umas séries de subidas e descidas de uma calçada romana para... estragar a média!



Continuámos pelos Caminhos de Fátima. Estes trilhos apresentavam alguma lama. Mas, com um pouco de perícia, seguimos em bom ritmo. Nesta fase andávamos a pedalar por puro prazer. Sem a necessidade de cumprir um trilho pré-definido. Ao longe víamos Azambuja. Seguíamos nessa direcção a escolher o trilho que nos parecia mais interessante.

Mais à frente voltámos a encontrar o alcatrão. Mas assim que vimos uma placa indicando "Palácio" por uma estrada de terra, rapidamente concordámos em seguir por ali. Esta estrada levou-nos ao Palácio das Obras Novas (também conhecido por Palácio da Rainha). À chegada ao palácio, ficámos extasiados com a beleza natural da "Avenida das Palmeiras".



Durante o percurso de ida até ao palácio, não gostei nada de ver um curso de água ao meu lado direito. Desde logo suspeitei que teríamos de voltar para trás. Mas isso pouco interessava. Íamos à aventura. Mais tarde descobri que aquele curso de água era a Vala Real.



Perguntei a um pescador que por ali estava como podíamos ir até Azambuja. E a suspeita confirmou-se. Tínhamos de voltar para trás. Nada que nos incomodasse muito. Afinal eram só dois ou três quilómetros que nos pareceram meia dúzia de metros tal a rapidez com que voltámos à estrada que nos levaria à Azambuja.

Passámos por dentro da estação da CP e estacionámos numa tasca em frente à estação onde comemos uma belas bifanas rapidamente servidas.



Estávamos com tanta fome que desmobilizámos antes da máquina disparar...

Depois do almoço (bifanas) regressámos à estrada. A coisa estava negra. A chuva ameaçava aparecer a qualquer momento.



Mas tivemos sorte. Chegámos secos a casa.

À saída de Vila Nova da Rainha, deixámos a N3 e seguimos por uma estrada, menos movimentada, que passa junto da Central Termoeléctrica do Carregado. Andámos paralelamente à A1.



Passámos junto da estação da CP de Castanheira do Ribatejo e apanhámos a N10 à entrada de Vila Franca de Xira. Aqui passámos rapidamente enquanto os carros se amontoavam em filas. Ou melhor, era só uma fila. Todos paradinhos a ver-nos avançar...

Para concluir a volta, faltava conhecer a ciclovia que liga Vila Franca de Xira até Alhandra. Sabia que começava junto da praça de touros. Chegámos lá e não vimos nenhuma ciclovia. Pedimos ajuda a um segurança e ficámos a saber que existe um elevador para dar acesso à ciclovia. Um elevador não. Dois: um para subir e outro para descer. Isto para ultrapassar a linha férrea. Não havia uma maneira mais barata e com menos manutenção de fazer isto?!!

Quanto à ciclovia. Parabéns Maria da Luz Rosinha. Está espectacular.



Da zona ribeirinha de Alhandra subimos até a N10 onde fizemos os últimos quilómetros desta volta.



Foram quase 117 quilómetros. Iremos certamente repetir esta volta. Da próxima vamos tentar incluir mais trilhos.

Ribatejo - Até PonteMuge

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

À descoberta do Ribatejo. O relato. Parte I.

Amélia Luísa Helena de Orleães foi a última rainha de Portugal. Conhecida por rainha Dona Amélia. Era mulher do rei D. Carlos I, uma das vítimas do Regicídio de 1908.

E o que é que os reis e rainhas têm a ver com gatos ou BTT?!! Até vivemos numa República... Ah, mas já foi Monarquia... Não tem nada a ver com isso...

Foi à descoberta de uma ponte sobre o Rio Tejo, com o nome de "Ponte Rainha Dona Amélia", que no Sábado juntou 3 bttistas em direcção ao Ribatejo. Sabíamos que a ponte existia desde 14 de Janeiro de 1904 (inaugurada pelo rei D. Carlos I).

A manhã até estava agradável. Mas, de repente, o nevoeiro desceu e o Sol foi-se... Ligámos as luzes e avançámos, por estrada, até ao Porto Alto. Aí estava combinada a primeira paragem para abastecimento. Demorámos uma hora, certinha!

Depois de comer alguma coisa e tomar uma bebida quente, avançámos, sempre por estrada, por Benavente, Salvaterra de Magos e Muge.

Pelo caminho, fomos fazendo algumas paragens para apreciar as paisagens rurais.

Uma das paragens foi, logo após Benavente, numa ponte sobre um braço do rio Tejo, a Vala Nova.



Mais à frente, numa suposta breve paragem, para diminuir o espaço disponível no cartão de memória da máquina, uns domesticados poldros (ou cavalos) vieram até nós para receberem umas festinhas. Foi um dos momentos da volta!





Daí foi sempre a pedalar até Muge e à Ponte Rainha Dona Amélia. O tráfego automóvel faz-se alternadamente, regulado por semáforos. Existem ainda dois corredores laterais: um para bicicletas e outro para peões. Fizemos uma longa paragem para os automobilistas libertarem o tabuleiro porque queríamos tirar a nossa foto de grupo.



Esta ponte, projectada por Gustave Eiffel, tem uma arquitectura muito particular que nos deixa em silêncio a contemplar a sua beleza. A meio do tabuleiro, fizemos mais uma paragem para apreciar a paisagem envolvente.



Ultrapassada a ponte entrámos nos trilhos. O relato fica para mais tarde...

sábado, 1 de novembro de 2008

À descoberta do Ribatejo. 2 fotos.

Hoje fomos fazer estrada. Estava prevista uma volta com 100km. Acabámos por fazer um pouco mais. Por estradas, trilhos e ciclovias. Mais pormenores em breve. Para já, ficam duas fotos.



domingo, 26 de outubro de 2008

Sintra, nas pistas de Downhill

A Maníacada desta semana foi até Sintra. Olhem para nós a disfarçar o cansaço de ter subido aquilo tudo:



A volta começou pela habitual subida. E depois... seguimos pelo trilho errado. E apanhámos uma descida que nos levou... até meio da subida que já tínhamos feito. Resultado: voltar a subir aquilo tudo. Eu, a Tânia, o nosso guia (Nuno) que veio ao nosso encontro e um colega novo nestas andanças. Mas compensou pela excelente descida!

O resto da volta foi parecida com outras até entrarmos nas pistas de downhill. Foi giro. Estávamos habituados a descer da Peninha, por estradão, até à Barragem. Desta vez, também encontrávamos o estradão, mas na transversal...

Consequência, tivemos de subir muito mais em direcção aos carros.

Foi uma volta muito fixe. Não foi Tânia?!!!








Sintra

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

domingo, 19 de outubro de 2008

IV Trilhos da Raia.

Foi a nossa segunda participação nos Trilhos da Raia. O ano passado, há pouco tempo convertidos ao BTT, ficámos pela volta mais pequena. Ficou a intenção de voltar para a volta maior, onde se incluía a subida a Monsanto.

Fomos de véspera e pernoitámos no Parque de Campismo de Idanha-a-Nova. Assim, dormimos até mais tarde. Tão tarde que chegámos ao recinto mesmo em cima do apito de partida. Apito?? Talvez tenha sido um megafone. Tanto faz...

Deixámos o carro junto do local dos banhos e arrancámos para o local da concentração. "Ai, esqueci-me das luvas." Lá tive de subir aquilo tudo até ao carro...

Quando voltei, a Tânia já tinha arranjado companhia. Acho que conhecemos mais pessoas em Idanha-a-Nova do que na zona onde vivemos.

À chegada ao local da concentração mais uma paragem para cumprimentos. Estava difícil chegar ao recinto...

Apressá-mo-nos a ocupar o último lugar no "garrafão". Mas ainda não era desta. Faltava cumprimentar dois Maníacos do Pedal que nos chamavam do meio da multidão.

O Paulo Alves, representante da CANYON em Portugal, também veio até nós para se apresentar. Obrigado Paulo, pelas fotos. Tomarei a liberdade de as usar neste blog...

E, piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!

Não era bem este o som, mas só tenho aqui este... Era o toque de partida.

Os quilómetros iniciais foram em alcatrão, para dispersar o pelotão. Como íamos para os 75km e para evitar congestionamentos tentámos seguir um pouco à frente.

Mais à frente entraríamos nos trilhos. Recordo-me do ano passado terem ocorrido por aqui alguns furos. Este ano, pelo que vi, foi sempre a andar.

Voltámos a entrar no alcatrão, para fazer uma descida bastante inclinada onde o ano passado houve uma queda. Fizê-mo-la devagar para evitar problemas.

Após a descida, um grande susto. Passou um grupo por nós e um dos elementos usou uma corneta para sinalizar a passagem pela esquerda. Ao ouvir a corneta encostei-me um bocadinho para a direita e quase era embatido por um elemento desse grupo que passou a toda a velocidade pela direita. Estava a ver que estes senhores, que transformam passeios em maratonas, nos iriam estragar o fim-de-semana... É por estas e por outras razões que não gostamos de maratonas.

Repostos do susto, logo chegámos às margens da barragem. Este ano o nível de água está um pouco acima do ano passado e obrigou (penso eu) a uma alteração ao trilho. Aí foi o único congestionamento do dia. Era preciso descer por um "caminho de cabras" próximo de um dos "braços" da albufeira.

E depois veio uma grande subida, precedida do primeiro single-track. Fininho! Para recuperar forças a organização colocou um ponto de água no final da subida. E a acompanhar, um "borrachão". Um bolo típico da região.

Um pouco antes, separei-me da Tânia... Para atender o telemóvel... Com isto hipotequei a hipótese de ganhar a maratona o passeio. LOL

Quando apanhei a Tânia, estava a pôr a conversa em dia... Mas aquilo não era um abastecimento, para isso tínhamos de subir até Monsanto.

Antes de iniciar a subida fomos presenteados com um RED-BULL.





Vamos lá subir estes pedregulhos de granito gigantes.





Depois disto apanhámos a célebre calçada Romana. Grande parte foi feita a pé. Vamos ver se o Pedro (fotógrafo de serviço da ACIN), entre as mais de mil fotos, nos conseguiu apanhar pedalar pela calçada Romana. Sim, porque ainda tentámos.

Ultrapassada a Romana, só faltava mais um pouco da Portuguesa (calçada):



E, finalmente, chegámos ao abastecimento de Monsanto.

Mais uma simpatia de recepção pelas meninas da ACIN. Após o merecido descanso, seguimos viagem. A descer. De volta à calçada Romana. Mas agora veio a vingança. Não desmontámos em lado nenhum. Nunca nos sentimos inseguros, apesar de alguns saltos. Aqui as CANYON FS ajudaram...



E lá seguimos em direcção a Idanha-a-Velha.



Aqui fizemos a nossa última grande paragem e avançámos para Idanha-a-Nova porque já se fazia tarde.

Voltámos a encontrar a albufeira da barragem Marechal Carmona, mas por pouco tempo. Ainda teríamos de subir, passar por uns single-tracks e regressar novamente à albufeira.

Passámos no nosso resort - parque de campismo de Idanha-a-Nova - a caminho do paredão da barragem. Daí foi quase sempre a subir até Idanha. Passámos por algum pessoal mais cansadito mas estávamos com fome. Tivemos de acelerar...

A chegada ao recinto foi fenomenal. Um single-track com um drop, à frente do pessoal que já almoçava, e a passagem por um palco. Lindo! Uma calorosa recepção à Tânia e umas palmitas para mim...

Estava cumprido o objectivo. 70km, 1200m de acumulado e a satisfação por percorrer trilhos fantásticos apoiados por uma organização incansável.

Para o ano há mais.

IV Trilhos da Raia